Archive for the ‘Cordel’ Category

Cordel da semana: Império da Tirania…

01/11/2014

Cordel da semana: Império da Tirania….

50 anos do escritor e poeta Gustavo Dourado

21/05/2010

50 anos do escritor e poeta Gustavo Dourado 18/05/1960 Sunday, May 16, 2010

50 anos do escritor e poeta Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br

Reconhecimento
O escritor Gustavo Dourado comemora aniversário na próxima terça, 18 de maio, muito feliz, especialmente pelo reconhecimento de seu trabalho como poeta por várias instituições, como a Unesco e a Academia Brasileira de Letras (ABL) que destacou seu cordel para Machado de Assis como "uma bela obra literária".  A poesia de Gustavo Dourado é objeto de estudo em várias universidades no Brasil e exterior. (Texto: Jornalista Maria Félix Fontele)

                                         

Gustavo Dourado. 50 anos…
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Gustavo Dourado, poeta da reinvenção e da magia. Seu universo pujante e criativo é desvendado página a página, com palavras que jorram sons e cores, matéria prima da imaginação.
Conhecedor profundo de nossa língua e de obras dos imortais Guimarães Rosa, Mário Faustino, Euclides da Cunha, Castro Alves, dos repentistas Cuíca de Santo Amaro, Zé de Duquinha, Cego Aderaldo e Zé Limeira, sem falar nos modernistas, faz uma junção básica do popular, do erudito e do concreto.
Ao inspirar-se, costuma beber em fontes glauberianas e torquatianas. Não é à toa que dedica dois poemas a Glauber Rocha e um belíssimo cordel a Torquato Neto. Sua magia vem também de leituras de Jorge Amado, James Joyce e de Baudelaire. Assim, o poeta lança um olhar sobre o futuro, transcendendo, com sua obra, os muros do lugar comum. E o resultado não poderia ser outro: versos que primam pela inventividade, versatilidade e ineditismo. 
Em "Guimã-Rosa", por exemplo, faz uma exaltação à língua portuguesa e aos inventores da linguagem quando diz: "Língua! Por(tu)guesa errante, lusídica rosa personalizada/experimentalizo la langue nas ancas filológicas do verso…Guimã-Rosa do povo/Cobra, Cabral Macunaíma". 
Suas palavras brotam cores devido a forte influência das artes visuais. Fez, inclusive, parcerias com os artistas Toninho de Souza, Zé Nobre, Sabino Costa, Delei, Edgar Santana, Jorge Braga, Regina Ramalho e alunos-pacientes do Sarah.
Contrário às profecias do caos, rebate essas idéias de forma peculiar com "homonovo" e ponteia: "O novo homem surgirá dionisíaco/poético-sensual/consciente rítmico/homem performático, bailarino sideral/surfista alquímico da palavra." Mas é cruel quando fala de nossas instituições políticas, uma herança da geração panfletária e engajada e deixa escapar a constatação: "O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U.".
Maria Félix Fontele. Jornalista e Escritora.

Beabá de Gustavo Dourado, o Amargedom

Inquieto, hiperativo na juventude de seus 49 anos, a palavra fácil, pronta
para ser usada e que não enjeita ocasião, verbo e verso à flor da pele, em Gustavo
Dourado a veia poética é um bem de raiz: ele a herdou de ancestrais e familiares
sertanejos da Bahia. Nascido no povoado de Recife dos Cardosos (nome que por
si só é um poema), na região de Ibititá/Irecê, no sertão setentrional da Chapada
Diamantina, Baixo-Médio São Francisco, na Boa Terra de Castro Alves, desde o berço
acalentou-o o aboio dos vaqueiros, seguindo-se a cantilena dos martelos agalopados,
das pelejas e repente dos cantadores de feira.
Aos três anos começa a ser alfabetizado por via da leitura dos folhetos de
cordel e de textos bíblicos, como o Apocalipse de São João. Daí sobreveio o apelido
Amargedom, assim mesmo aliterado, valorizando o verbo amar. Com todos esses
fluidos não poderia dar em outra coisa. Resultou em escritor, poeta e cordelista,
jornalista, produtor cultural, professor e bibliotecário,pesquisador e estudioso
da cultura popular e universal. E assim é que se integrou ao movimento cultural e
artístico de Brasília.
Pós-graduado em arte, educação, literatura, linguagens culturais e gestão
pública, foi assessor da Secretaria de Cultura/Fundação Cultural do Distrito Federal,
desenvolvendo vários programas. Autor de mais de dez livros publicados e centenas
de cordéis editados na internet, foi objeto de teses de mestrado e doutorado no
Brasil e no exterior. Premiado na Áustria, teve obras selecionadas pelo Portal da
UNESCO World Poetry Day e UNESCO Libraries.
Presidiu o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal por três mandatos
e atuou como pesquisador junto ao cineasta Sílvio Tendler e ao Grupo de
Memória da Educação do DF. Participou da Bienal Internacional de Poesia de Brasília
e de Belo Horizonte, da Bienal do Livro de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Seus poemas e cordéis foram publicados nos portais da Universidade
de Yale, New York University, New York Directory, West Virgínia. Foi selecionado para
constar nos diretórios do Google e do Yahoo e em centenas de sites da internet como
a Wikipédia e a Knol. Conquistou vários prêmios literários e tem poemas traduzidos
em muitas línguas. Mas nada detém a marcha de sua produção, com vários textos
inéditos, e a qualquer hora do dia ou da noite está pronto para versejar.
Como os vates de sua terra.
Vladimir Carvalho

Imagens:
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Gustavo Dourado

Fotos: Francisco Castro

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Gustavo Dourado. 11. Brasília 5.0. A Capital da Esperança: Tornou-se realidade… De um sonho de Dom Bosco: À grandiosa cidade… Por JK construída: …
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Capa: Toninho de Souza
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BRASÍLIA 50 ANOS VESTIDA DE CORDEL
João Ferreira*
“Brasília 5.0 Antologia de Cordel”. Esta publicação vai marcar
um lugar especial nos cinquenta anos da fundação de Brasília. Em primeiro
lugar pela apresentação de 50 biografias de figuras candangas ligadas
à literatura e à arte. Em seguida pelo valor intrínseco da obra de
Gustavo Dourado, “expressão maior da cultura brasiliense”, segundo
Moacyr Scliar. A intenção original da publicação da obra é homenagear
a arte e o espírito criativo e empreendedor do poeta e escritor Gustavo
Dourado. Foi assim que surgiu a idéia na cabeça da idealizadora e
coordenadora da antologia, escritora Meireluce Fernandes, Presidente
Emérita do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Meireluce
achou justo que fosse feita uma homenagem ao Gustavo Dourado pela
obra que realizou enquanto foi Presidente do Sindicato dos Escritores
do Distrito Federal. A ideia veio a se concretizar com a produção de
textos da autoria do próprio Gustavo Dourado visando celebrar e homenagear
uma cinquentena de figuras brasilienses dedicadas à arte, à
educação e à literatura.
A biografia de Gustavo nos relata que ele viveu o clima do cordel
popular baiano da região de Recife dos Cardosos, Ibititá/Irecê,
onde nasceu, assim como do sertão setentrional da Chapada Diamantina,
Baixo-Médio São Francisco, Bahia, terra de Castro Alves. Desde o
berço, dizem-no vozes biográficas fidedignas, acalentou-o o aboio dos
vaqueiros, a cantilena dos martelos agalopados, as pelejas e o repente
dos cantadores de feira. Sua infância foi ambientada no cordel popular.
Ao entrar na Universidade essa inspiração popular foi desenvolvida em
moldes próprios.
Gustavo notabilizou-se na composição da arte de cordel desde
o tempo em que era estudante do curso superior de Letras da Universi-
Apresentação
dade de Brasília quando aproveitava para declamar suas composições
cordelistas junto de colegas e professores em quem tinha mais confiança.
Gustavo ainda conheceu na UnB o prestígio que o cordel brasileiro
ganhou na Universidade da Sorbonne graças ao trabalho de Raymond
Cantel, que chamou a atenção dos franceses e da crítica internacional
para a literatura de folhetos do Brasil, ou “littérature de colportage”.
Interessado na literatura que cantava o mítico rei do cangaço Virgulino
Lampião, e outros heróis, Cantel percorreu o Cariri cearense, a Paraíba
e o Recife, e passou a vir anualmente desde 1950 para conferir no Brasil
as novidades das gráficas de cordel e das feiras com a vontade de
encontrar novos textos, novos autores e novas histórias de cordel.
Com a experiência cordelista da terra baiana, com o talento
que tem e com as boas oportunidades que lhe deu a Academia, Gustavo
tornou-se um criador de texto e um especialista em cordel. Com
a insistência de quem conhece a arte pela raiz, tornou-se a figura número
um do cordel erudito em Brasília, com suas produções atingindo
o Brasil inteiro e meios internacionais interessados neste tipo de arte
popular. Os textos que teceu sobre Tropicália, Mulher, Neruda, Pixinguinha,
Alan Kardec, Chico Buarque, Guimarães Rosa, Cora Coralina,
Machado de Assis, Fernando Pessoa e José Saramago alargam o ciclo
de seus leitores e do interesse crítico sobre sua obra. Estas biografias
mostram um cordel avançado, detalhista, cuidado, independente, erudito,
biográfico, panegírico e didático ao mesmo tempo. Mantendo
como base o ritmo e a sextilha clássica dos repentistas nordestinos,
Gustavo, entretanto empreende nestes textos a livre tarefa de caracterizar,
biografar e narrar. Seu cordel conta histórias de vida. São currículos
em sextilha. Com isso ele contribui pedagogicamente para que as
escolas possam recorrer ao cordel para conhecer em verso solto e sintético
e cadenciado os pontos mais importantes da biografia de grandes
figuras literárias brasileiras, internacionais e lusófonas. Neste seu
livro dá espaço para notáveis figuras literárias e artísticas candangas e
brasilienses como Cassiano Nunes, Santiago Naud, Antonio Miranda,
Dad Squarisi, Neusa França, Toninho de Sousa, Vânia Diniz e outros,
legando aos seus biografados a graça da sua interpretação. Entre muitas
coisas que podem ser destacadas neste tipo de cordel somos de
opinião que a dinamização plural da língua portuguesa ocupa o lugar
mais alto. É já uma constante na escrita de Gustavo, desde Phalábora,
a tendência de criar espaços criativos para as palavras. Buscando o
vanguardismo umas vezes e a força maior da expressão, outras vezes,
Gustavo gosta de tentar criações lexicais. Aliás, ele se coloca na esteira
dos melhores mestres brasileiros desde o modernismo de 1922
para cá. São exemplares máximos nesta criatividade lexical, Mário de
Andrade em “Macunaíma”, Monteiro Lobato em “Urupês”, Guimarães
Rosa em “Grandes Sertões: Veredas” e outras obras. Inserindo-se nesta
tendência criativa, Gustavo Dourado faz da criação lexicológica sua
habilidade principal. Trata-se de criações inteligentes que valem pela
expressão e pela intencionalidade na medida em que legam à palavra
uma estrutura linguística que diz ao leitor onde a palavra mora.
Estão nesta escala de inventividade: midiocridade, internetional, borboletra,
zoodiacal, webdomadário, multinverso, hitlerizar, brailleiro,
brasilíad@, infinitom, crititico(a), midiota ditadura e outros. São vocábulos
que mostram profunda capacidade criativa do autor.
Mas a verdade é que a obra inteira clama a favor de sua qualidade literária e
artística.

*João Ferreira. Escritor, professor e jornalista. Professor Titular aposentado da Universidade
de Brasília(UnB). Doutor em Filosofia pela Universidade Antoniana, Roma,
Itália(1953). Pós-doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade do Porto, Portugal(
1993). Autor de vários livros, ensaios e artigos publicados.

Fortuna Crítica:
http://www.gustavodourado.com.br/fortunacritica.htm

"Caro amigo Gustavo Dourado, parabéns mais uma vez, de centenas de cordéis…
criados e paridos na força da criatividade "Gustaviana".
Tu és um cérebro em ebulição e efervescência permanente
jogando letras para todos os cantos do universo sideral…
só basta, estar em sintonia perfeita para captá-los…"
Toninho de Souza

"Recebo até sem jeito,
O que me deixou honrado, 
Misturar-me com o melhor, 
Eu fiquei mais ‘abestado’ 
Coisa de amigo velho, 
Vem de Gustavo Dourado

Este Gustavo Dourado, 
Não passa d’um menestrel, 
Um fazedor de amigos, 
Espalhando-os em cordel, 
É um vate, um repentista, 
Que divulga a sua lista, 
Cheia de brilho e de mel.

Kydelmir Dantas, Mossoró/Rio Grande do Norte

"Um escritor emergente da literatura tradicional e um dos mais conhecidos da literatura virtual brasileira Gustavo Dourado.
Educador e, eventualmente revisor de textos, esse baiano, residente em Brasília, respira literatura como ar.
Apaixonado pelo Cordel desde três anos de idade, estuda e pesquisa e, ao mesmo tempo,
é estudado e pesquisado por estrangeiros interessados em conhecer a história da criação popular no Brasil.
Uma vida dedicada aos livros o ensinou o quanto é difícil o reconhecimento
e o acesso ao fechadíssimo universo do livro das editoras, dos livros nas prateleiras e dos cadernos literários dos jornais." 
Clésio Boeira, Jornalista e editor – www.planetaliteratura.com
Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Gustavo Dourado:
Grato pela transmissão de seus belos poemas, alguns dos quais temos reproduzido no portal da Fundação Astrojildo Pereira.
Continue produzindo sempre, com a sensibilidade e a qualidade dos seus versos e dos temas abordados." 
Jornalista Francisco Inácio de Almeida

"Amargedom: Poeta inovador, criativo, revolucionário, instigante, oswaldiano, pós-modernista".
Francisco de Assis Barbosa, Academia Brasileira de Letras, Academia Paulista de Letras.

"Por meio do cordel de Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br
tem-se divulgado a vida e a obra de grandes nomes da arte e da cultura." 
Portal do Ministério da Cultura 
http://www.cultura.gov.br/politicas/livro_e_leitura/pnll/index.php?p=14358&more=1&c=1&pb=1 
Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL

"Caro amigo Gustavo Dourado
Seu cordel sobre minha humílima pessoa é fabuloso. Cresci por conta de sua generosa imaginação. Me senti imensamente contemplado com seu gesto e com sua arte de moderno bardo sertanejo e cosmopolita que muito me emocionou e sensibilizou. Queria dizer-lhe que é meu intuito tratar, logo me veja livre de compromissos inadiáveis para o próximo ano de 2008, de realizar a publicação do seu cordel em pequeno livro que poderá sair pela minha Fundação Cinememória. . Não sei se você ,sabe mas sou dado à arte da xilogravura e já comecei a afiar as ferramentas para fazer o meu próprio retrato para figurar na capa. Para as páginas de dentro já tenho prontas ( desde faz alguns anos ) xilos do País de São Saruê, Pedra da Riqueza e A Bolandeira, filmes de minha lavra nordestina. Pode sair uma plaquete muito interessante, eu mesmo me encarregando ( faço questão ) do projeto gráfico e da diagramação. Você vai ficar feliz, tenho certeza! Era o que tinha para lhe dizer antes de saudá-lo e a sua família nesta véspera de Natal. Que o festeje da forma mais satisfatória, com muita saúde, paz e tranquilidade. Que Deus o conserve sempre talentoso e empreendedor como sempre tem sido. Abraço natalino e fraternal do seu admirador," 
Vladimir Carvalho
Cineasta e  professor.

Tema: Cacá Diegues elogia Cordel de Dourado 
"Reconhecimento merecido!
Ler teus cordéis é aquisição de cultura!
Parabéns!" 
Maria José Zanini Tauil – Rio de Janeiro

Tema: Cordel do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
"Todo elogio ou prêmio é sempre um beijo na boca, uma gratificante prova de amor. Mas o poema em cordel sobre o Festival de Brasília,
criado por Gustavo Dourado, é mais do que isso – trata-se de uma celebração, a consagração do Cinema Brasileiro como objeto de seu amor.
Todos nós, ausentes e presentes, de Paulo Emílio ao mais jovem cineasta do país,
ficamos lhe devendo a certeza que ele nos dá de que vale à pena fazer o que fazemos.
No fundo, é para isso mesmo que o fazemos, para sermos compreendidos e amados" 
Cacá Diegues 
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Sob o signo da invenção, o baiano oriundo de família tradicional de Ibititá (região de Irecê), Chapada Diamantina, mas residente há 24 anos em Brasília, Gustavo Dourado, de pseudônimo Amargedom, propõe-se a reinventar e, com tal intenção, envereda sua poesia pelos campos da ecologia, da informática, da política, da economia, do cinema, das artes gráficas, da semiótica, da  crítica e da sátira, da ironia, da denúncia, da literatura de cordel, de muito mais e de tudo enfim procurando abrir brechas na vastidão de possibilidades que lhe oferecem as palavras e uma prole numerosa de signos icônicos e indiciais.
Trata-se de um criador multimídia, a movimentar um poderoso arsenal de recursos poéticos e transpoéticos, de inesgotável utilização dentro de sua determinação em desvendar os segredos do mundo e denunciar suas mazelas, fazer apologias e proferir julgamentos, inventando linguagens e postando-se em estado permanente de criar. Não recua diante da necessidade de criação de novas palavras, por fusão, aglutinação ou justaposição, nem diante do caos em que porventura essa fertilidade resulte.
Quanto a isto, a terra é fecunda, por vezes apocalíptica. Glauberrando, cinemagia, Rimbaudelaire, fonemastigando, termos colhidos a esmo, são apenas alguns exemplos, de que o verbo volpintar, usando o sobrenome do pintor italiano-paulista, impressionou o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo.Poundiano, concreto, expressionista, pop, rótulos por certo não faltarão para pregar na testa de Amargedom, em quem Darci Ribeiro viu "o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas", e Affonso Romano de Sant’Anna, uma poesia a estilhaçar "ironias em granadas a granel, infinita e iluminada". Moacyr Scliar o qualificou como "expressão maior da cultura brasiliense".
- COMISSÃO EDITORIAL SELO LETRAS DA BAHIA
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A arte de reinventar
Phalábora é a síntese da poesia de
"Grande Poeta Amargedom, expressão maior da cultura brasiliense. Abraços!" Moacyr Scliar
"Amargedom: Poeta do Repente e da Beleza". Ferreira Gullar. 18/09/80
"Amargedom é um poeta que desafia a linguagem, atomiza o verso, cria e recria a língua com extrema habilidade.
É um feiticeiro da palavra". Carlos Drummond de Andrade. 15/01/84
"…Gustavo Dourado é poeta, asseguro. Mas quem sou para dizer, ora: sua obra fala por si só. Constatem e tirem a prova dos nove. Eu já vi e você? Por isso reitero: Gustavo Dourado é poeta e ponto final…" (Luiz Alberto Machado)
"Pessoas como você são destinadas a abrir brechas, explorar as possibilidades das palavras, extrapolar os conceitos  usuais, fazer termos e expressões ganharem novos contornos". 
Ignácio de Loyola Brandão. 09/09/88
"Todo Linguátomo é a língua. É a descoberta de palavras, conjugação nova de sílabas, sentidos ocultos que fazem ruir ou nascer. Toda a obra de Amargedom é marcada por uma preocupação estética, pela experimentação lingüística. Com base no estudo aprofundado dos grandes mestres. O poeta procura inovar a linguagem, reinventa a língua portuguesa utilizando todas as influências lingüísticas". Carmem Moretzsohn, Jornal de Brasília. 18/05/1991
"Ao contrário da geração mimeógrafo, que há pouco mais de dez anos veiculava poesias através de produtos mal-acabados e sem atrativos visuais, o poeta Gustavo Dourado (Amargedom), neste início de década, lança Linguátomo, conseguindo baratear os custos de uma edição ao criar uma interação artística entre poesia, a editoração e a serigrafia. Quebrando as fronteiras do tempo, ele, após desfiar o "único verso unido", apresenta um universo por onde passeiam"Guimã-Rosa" entre Gregório de Matos Guerra, Machado de Assis, Cecília Meireles, Jorge Amado entre outros. Em Performática, invoca o espírito Oswaldiano para, em seguida, cair em sua própria Solidão "atomicatônita", de onde se levanta para esculpir metamorfoses sonoras embalado por Jorge Luis Borges". Mônica Silva da Silveira, Correio Braziliense. 27/05/1991
"Amargedom: Revolucionário poeta neoconcretista. Dedilha habilmente suas fusões fonêmicas". Jornal Campus, n.º 66. UnB. outubro de 1984
"Você tem o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas".
Darcy Ribeiro. 18/05/91
"Poeta com invenção na linguagem e permanente criatividade no verso. Excelente. Alma literária erodindo a língua". 
Jorge Amado. 30/06/91
"O seu poema, O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U., é forte, interessante e criativo".
Trovador pós – moderno.
Augusto de Campos. 24/10/92
"A sua poesia estilhaça ironias em granadas a granel, infinita e iluminada". 
Affonso Romano de Sant’Anna. 1992
" Se não bastasse a boa poesia que escreve, tem a que exala e fica impregnada em quem tem a felicidade de conhecê-lo". 
Guilherme Felipe da Silva, escritor.
Amargedom! Poeta integral, poeta entusiasta. Parabéns. É bom ver o progresso de um jovem poeta! Não interrompa o seu desenvolvimento". 
Cassiano Nunes, poeta.1980
"Gustavo Dourado (Amargedom): Autor dos melhores na técnica de versejar – tão difícil – mas tão bem sucedido". 
Prof. Antonio Salles. UnB. 1985
"Amargedom: Você tem o dom da palavra mais solta, a clareza do dia mais brilhante, a sinceridade dos imortais". 
Angel James – Venezuela.
"Amargedom: Sua poesia é um encontro entre a criatividade e o sonho". 
Eduardo Conde, ator. 02/12/92
"Amargedom: Parabéns pelo domínio do jogo da palavra e pelo conhecimento que o embasa. Gostei do verbo "volpintar". 
Olívio Tavares de Araújo, crítico de arte.
"Amargedom! Poeta do Elétron, profeta do Éon, asceta do Ágon, nos acordes da luz que se propaga de Luiz Gonzaga no acordeom!!! Abraços!". 
Jorge Mautner
"Amargedom! Poeta que acredita nas coisas e faz a gente acreditar também. Amigo que tem feito boas predições. Um abraço!". 
Cristovam Buarque. Brasília. 1996
"Amargedom (Gustavo Dourado), romancista, poeta das tradições folclóricas e de nossas raízes culturais mais autênticas". 
Moacir Lopes. Presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. Autor do romance A ostra e o vento.
"Amargedom: A fonte de tua poesia é fecunda, fertilizante, inesgotável". 
Paulo Joe (SP).
"Ler Gustavo Dourado, ouvir seus versos, invenções de linguagem, apoteóticas manifestações literárias, assistir seus devaneios e inspirações, é como VELEJAR pelo agitado mar baiano, sua terra natal.
O mar, o sol, a praia, o vento e a terra lhe pertencem.
Agitado também ele é, em suas andanças culturais.
As festividades, reuniões, lançamentos de livros e posses acadêmicas lhe são eventos imperdíveis.
Insiste, persiste em convencer seus pares, escritores brasilienses, na consecução de suas metas e ideais". 
Palmerinda Donato, Presidente da AIC – Academia Internacional de Cultura.
"Amargedom! Poeta, agitador, cordelista, dínamo da cultura de Brasília". 
Newton Rossi.
"Gustavo Dourado, Amargedom, poeta e entusiasta da cultura".
Branca Bakaj, escritora, Presidente da ANE – Associação Nacional de Escritores.
"Em Phalábora, escritura de uma consciência sintonizada com o cosmos, Amargedom homenageia a criação, os criadores, as criaturas. 
Original na construção de sua gramática poética, retira da palavra, desde a coloquial à erudita, a carga poética do som que traduz imagem. As palavras se partem, se colam, se justapõem, se penetram e vão armando seu jogo. Nisso, ele alcança a poesia enxuta, essencial, de impacto. Então o artefato poético se tece sobre novos signos, novos sons, novos sentidos e o artesão da palavra vai desvendando o sabor de "ser sábio, ser sóbrio, na dança do saber".
A grandeza da poesia desse "surfista alquímico da palavra" atesta-se pelo compromisso com o fazer poético, através da criação de uma linguagem nova e vibrante, e pelo engajamento com o ser humano e com o contexto sócio-histórico". 
Gislene Barral, doutora Literatura Brasileira pela UnB. 

"Gustavo Dourado (Amargedom), poeta libertador, forte, resistente, guerreiro, conjurado, cepa lusitana, seletivo, evangelista, descobridor". Prof. João Ferreira,
UnB e Universidade Católica de Brasília.
"A obra de Amargedom (Gustavo Dourado) fornece material excelente para avaliar os caminhos e descaminhos da poesia brasileira.
A fratura do signo a que Amargedom submete a língua portuguesa, encontra seu sentir-pensar na tradição modernista e vanguardista, esta sendo compreendida em termos de seu contexto e totalidade e não na pulverização das estéticas periféricas.
Amargedom! Seu destino é caminhar entre os verdadeiros achados poéticos, em que as palavras se intercruzam… Caminhar por entre as diferenças, captá-las e apreendê-las na expressividade da linguagem, na metáfora explêndida para que se renove o fluxo criativo do idioma.
Amargedom atinge um espaço discursivo privilegiado por meio do qual as virtualidades do idioma são concretizadas.
Amargedom incorpora o vanguardismo autotélico ao mesmo tempo que abre-se para a comunicação via influência e espontaneidade e oralidade do Cordel.
O sucesso do poeta Amargedom é conciliar a reflexão acerca dos mecanismos expressivos da linguagem ao mesmo tempo que não extingue o pensamento arquetípico, mítico, simbólico, com sentido problemático da existência, em meio às suas opções ontológicas.
O destino de Amargedom é de ultrapassagem, um caminho para a expressividade que ele consegue concretizar em verso". 
Marcos Mota, crítico literário e professor da UnB. 06/09/1992
"Amargedom, com Phalábora, inaugura uma linguagem "sui generis" na consciência poética do Brasil.
A metáfora para esse poeta é a razão da sua própria epopéia do gênesis baiano ao Apocalipse do cerrado brasiliense". Heitor Humberto de Andrade, Brasília. 04/06/1993
"Gustavo Dourado Amargedom: Grande poeta, poeta de primeira, poeta baiano-brasiliense, boca do inferno do Plano  Piloto. Poeta erudito-popular, magnífico concreto". 
Ronaldo Fernandes, Coordenador da FUNARTE- Brasília, Poeta e Romancista, Prêmio Casa das Américas – Cuba.
"Poeta Gustavo Dourado, vulgo Amargedom, vigoroso poeta e dileto amigo que do Apocalipse cai sobre nós, e o recebemos alegres. Com a admiração crescente e o abraço forte".
Antônio Carlos Osório, Presidente da Academia Brasiliense de Letras, Ex-Presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal.
"Amargedom utiliza os vocábulos como setas, indicando uma inovação do referente na linguagem poética.
Desenvolve uma corrente avassaladora de imagens ainda mal captadas pela nossa sensibilidade e sentidos.
O poeta desfia uma linguagem atomizada às últimas conseqüências, noções de um futurismo verdadeiramente esquecido entre nós e afogado nas manifestações mais generalizadas da poemática neo-concreta. Sua capacidade criativa serpenteia orientada para o cerne do estágio atual da vanguarda da nossa cultura.
Amargedom: que os deuses o favoreçam sempre em sua bela e indômita poesia". 
Celso Moliterno Franco.
"Gustavo Dourado (Amargedom): lídimo, lúdico, lúcido, lúbrico, lícito, lépido levitador de idéias". Márcio Catunda, escritor e diplomata.
"Amargedom! Filho da poesia. Poeta da Bahia que canta no mesmo tom de Castro Alves". Rodolfo Coelho Cavalcante, Salvador. 06/07/1985
"Amargedom: Cordelista, concretista inquieto, irreverente". Ézio Pires. Correio Braziliense. 14/10/1986
"Amargedom: Poeta Cordelista, apresenta-nos versos onde o som é a característica principal, o som do casamento de vogais e consoantes, como no belíssimo "O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U". Anand Rao. Correio Braziliense.
"Amargedom ataca de "linguátomo": poemas em forma de cordel e de invenção de palavras, quer juntando-as, quer criando neologismo".
Jornalista Menezes y Morais, Ex-presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Maio de 1991.
"Amargedom: Poeta que luta pra "mudar o tom". 
Maestro Jorge Antunes. 31/08/96
"Amargedom: o cancão de fogo. Sempre poeta, transformador, companheiro, criativo escritor e amigo fraternal". Tião Varela, UnB. 09/09/1985
"Amargedom: É um Dom. Best Poeta.
Amargedom:
Rama 
Modeg
Amar
Ge
Dom
Amar
Ge
Dom
Mar".
Renato Matos, cantor e compositor.
"Amargedom! Grande agitador da cultura universal do Planalto". 
Marcos Braga, professor da UnB. 19/06/93
"Gustavo Dourado. Amargedom da batalha cultural brasiliense e nacional. Poeta oral, verbal, visual e escrito. Incrível  agitador cultural e límpido poeta". 
Hélio Póvoas Júnior, escritor e diplomata.
"Amargedom (Gustavo Dourado), poeta sensível e comprometido, sempre cordial. Meu agradecimento pelo seu apoio  cultural em Brasília". Tito Drago, intelectual chileno.
"Amargedom, o "condor baiano no Planalto". Hugo Mund Júnior, poeta e artista plástico.
"Amargedom me foi o guia e o barco ao mesmo tempo, que me orientaram no caminho para que o êxito fosse possível". José Prates
"Poeta Amargedom, que fez da poesia a trincheira e do sentimento as armas com que poderá surgir um mundo mais justo, fraterno e humano! À frente Amargedom, que estamos contigo". Washington Araújo, jornalista e escritor.
"Amargedom: poeta cuja poesia é um eterno canto de liberdade e que trouxe ao seu tempo e espaço a cultura viva do cordel. Antropófaga com as raízes e a forma do cordel, a indústria cultural contemporânea. Com sua poesia combativa e audaciosa, põe a nu conflitos sócio-culturais".
Jornalista Márcio Araújo, Cordel: Comunicação pela cultura popular Departamento de Comunicação UnB.
"Vou-me embora pra Phalábora.
Para armar-amar
Ser tom
Amargedom".
Marcos Linhares, jornalista e escritor. 1
"Amargedom: Confio na força e na magia de sua poesia".
Luís Martins, escritor, jornalista, professor da UnB.
"Amargedom: Poeta Total
que cantando su cordel
hace del mundo un bordel 
y de la vida un carnaval".
Jorge Ferreira, Uruguai.
"Amargedom: Grande poeta-cantador apocalítico das palavras, poemas, plantas, aves, seres universos".
Adler São Luís, cantor (SP)
"Amargedom: Tudo se escreve. Tudo se fala
Mas só alguns
- como você -
são capazes de falar
e convencer".
Sérgio Fantini, escritor. Belo Horizonte.
"Gustavo Amargedom: o poeta dourado, ouro alquímico. Poeta de luz concreta". 
José Santiago Naud, poeta, ensaísta e professor.
"Amargedom: O dom de amar, a batalha incansável na busca do verso". 
Angélica Torres Lima, jornalista e escritora.
"Caro poeta Amargedom. Parabéns pelos belos poemas tão bem alinhavados com teoria, técnica e saber literário. Você é um verdadeiro mago das palavras. Phalábora é uma obra de fenomenal engenharia poética. Com ela você inscreve o seu nome no livro de ouro da literatura brasileira". Adrião Neto, escritor e dicionarista Autor do "Dicionário bibliográfico de escritores brasileiros contemporâneos.
"Amargedom: Poeta inovador, criativo, revolucionário, instigante, oswaldiano, pós-modernista". Francisco de Assis Barbosa, Academia Brasileira de Letras, Academia Paulista de Letras. 1981
"Gustavo Dourado, Amargedom, inspirado poeta do verso encantado. Fraterno e cuidadoso, carbono puro das terras da Bahia". 
Antônio Temóteo dos Anjos Sobrinho, escritor, Procurador da Agência Espacial Brasileira.
"Poeta Amargedom, companheiro que constrói com a palavra falada uma língua lenda linda". João Carlos Mauger, escritor, ecologista.
"Poeta Amargedom, companheiro de viagens e de conversas que está sempre na luta por esta nossa mania de escrever". 
Fafão Azevedo, escritor.
"Meu amigo, belíssima reportagem, uma aula de Sertão, História, Literatura, Personagens diversos, etc. Aliás, você escreveu um livro-entrevista. Que DEUS conceda, em 2007, um ano pleno de realizações, saúde, paz, amor, trabalho, sucesso junto de sua família, amigas, amigos…". 
Gê Martu, ator. Participou de mais de 50 filmes.
"Gostei da sua entrevista no ‘jornalecos’, vc não esquece as suas origens e sempre valoriza os nossos vultos mais eminentes. Lhe admiro muito". 
Edízio Mendonça, "O Historiador do Sertão".
"Estou só no começo. Mas, do pouco que li do muito que ele escreveu e dos vários depoimentos, gostei. Poeta síntese de um Brasil tão rico em talentos e tão pobre em divulgação e apoio a estes gênios desconhecidos. Certamente ficaríamos mais ricos em brasilidade e amor. Foi um prazer conhecê-lo poeta!". 
Eleuza, Poeta e Escritora.
"Francisco Gustavo, Gustavo Dourado, meu primo. Vivíamos então em nosso povoado, Recife dos Cardosos. Até os últimos anos da década de Sessenta, seus mistérios persistiam. A caatinga era vasta. Assombrada. Nas noites de luar cheio, quando o céu era profundo e flutuávamos entre as estrelas, ouvindo seu ciciar, galhos secos crepitavam no silêncio. Era o medo andando pelo mato. O nosso Macondo. Tivemos os ciganos, o circo, o cinema, o padre italiano, cuja voz me fez pensar que era anjo descido do céu. Faltou-nos o tapete voador, mas meu avô compensou todo o resto. Grande leitor de um único e maior de todos os livros, a Bíblia, homem da amizade, da boa conversa. Gustavo Dourado, onde entra ele nesta história? Numa tarde vazia e fresca, chegou-nos ele, menino moreno, magro, esguio, pelas mãos do pai. Deram-lhe a Bíblia para ler um trecho. O menino nos fascinou, muito mais a mim. Eu não sabia que aquela "mágica" que amava em meu avô pudesse ser dominado por uma criança um pouco maior do que eu". 
Milton de Oliveira Cardoso Júnior
"A amizade não necessita de proximidade física, pois é fruto de um encontro espiritual de almas. Assim, posso dizer-te com toda certeza, Gustavo, que és um amigo muito querido. Obrigada pela amizade, pela saudação alegre de cada dia, pela pessoa fantástica que és, por toda essa simpatia. Obrigada por ser sempre tão presente e pela beleza da tua poesia. Um grande beijo, amigo". 
Shirley Carrera
"A inspiração do genial Gustavo Dourado vem desde os 5 anos de idade, quando começou a ouvir com atenção o canto dos pássaros, o mugido das vacas e dos bois, os casos, os pensamentos e as anedotas muito comuns aqui em nosso sertão. Cresceu e começou a escrever comg rande talento. Gustavo é motivo de orgulho para nós da Chapada Diamantina Setentrional onde se encontra Irecê/Ibititá/Recife dos Cardosos, lugares que ama e que faz questão de divulgar. Gustavo Dourado é um patrimônio intelectual não só do sertão, mas deste imenso país, pois seu trabalho é lido por milhares de pessoas e está democraticamente disponível para todos através da internet. Um escritor polivalente que faz desde versos divinamente inspirados, a crônicas sobre os mais diversos assuntos. Aprendi a admirar esta pessoa incrível de quem sou fã". 
Jackson Rubem Barreto, Escritor e Historiador.
"Gustavo Dourado

Decerto é desses seres singulares.
Plural na particularidade
faz cordel sobre Rimbaud e, suponho, 
bem seria capaz de fazê-lo, 
ópera sobre Zé da Luz
Comportado e gentil, 
faz do terno indumentária de coração irreverente
mas ternamente imenso (hah!), inteligente,sedutor. 
Moço do verbo de ouro
atrevimento gentil
Gustavo já porta os louros
do entendimento sutil. 

Gu…. meu abraço. 
é mais que honra, alegria, conhecê-lo". 
Elane Tomich
"Esse é o meu pai.

Nem preciso dizer q ele é um verdadeiro gênio em matéria de criatividade, inteligência, visão do mundo, literatura e muitas outras coisas tendo seu talento reconhecido até por grandes persionalidades. Quem nunca ouviu falar na sua famosa frase "O Brazyl quem U.$.A. sou E.E.U.U."?

Daria pra fazer um livro de grande muito grosso sobre ele mas isso já define "um pouco" sobre ele.

EU TE AMO. Beijos do seu filho,
Yon Dourado". 
Yon Dourado
"Meu Amigo Poeta, neste mundo muito tenho aprendido e uma das maiores lições que a Vida me ensinou é o valor inestimável de uma Amizade sincera quero que nunca se esqueça, que esteja eu aonde estiver, terei sempre guardado você em meu coração. Parabéns pelo talento, caráter, pela valorização dos profissionais da Literatura das Artes, pela ousadia reluzente, pela atuação como Presidente do Sindicato dos Escritores sempre buscando o melhor para a classe literária, pelo zelo com amigos, pela preservação dos valores e resgates sociais, familiares, pelo Pai Maravilhoso. GD,referencial a ser seguido, significado exato de ética, respeito e lealdade. Não existem palavras que possam definir o que na essência equivale seu valor. "Deus" foi muito generoso, quando colocou uma pessoa tão fantástica em meu caminho; assim sendo, só posso agradece-lo por saber "SER" e ter consigo o "SABER" trilhando qualquer estrada nesta trajetória com Dignidade , sobrevivendo na Luta constante que chamamos Viver!". 
Elizabeth Misciasci
"O que dizer de um amigo tão especial.
J á nasceu abençoado, na Bahia de todos os Santos, terra amada que também tive a honra, a sorte e a felicidade.
Vive em estado de graça, inteligência que toma a todos os que tem a honra de compartilhar de sua amizade verdadeira. 
Gustavo querido, saiba que akki tem uma amiga que é uma fã, e que guarda um imenso carinho por você querido. 
Beijos e que todos os seus sonhos se realizem.
Sua amizade Gustavo meu querido, é minha emoção.
Feliz Aniversário, meu amigo". 
Luciane Macário
"Bem completo o site do poeta Gustavo Dourado.
www.gustavodourado.com.br
Além de seus belos textos e poemas,
Dourado abre espaço para outros escritores.
Sempre atualizado e dinâmico.
Sua poesia é forte e de marketing.
Parabéns! Sucesso e paz. ". 
Andrey do Amaral
"O grande poeta e amigo Gustavo Dourado, que se transformou num cordelista de primeira grandeza, homenageou Castro Alves no dia de seu nascimento, 14 de março (de 1947), com um lindíssimo e biográfico cordel". 
Rômulo Marinho, escritor
"Phalábora, Gustavo Dourado

É possível transitar em um mesmo livro pelos meandros do manifesto social, por homenagens póstumas com bela carga de saudosismo e, principalmente, por graciosos jogos de palavras com sentido puramente reflexivo? 

O poeta baiano Gustavo Dourado provou que sim. É possível reunir todos esses elementos e algo mais. Em seu livro de poesias Phalábora – note que as brincadeiras com as palavras começam no título da obra – Dourado despeja, com a autoridade de um poeta reconhecido nacionalmente, todas as suas idéias e "viagens" por temas e episódios. Revela também sua extensa gama de influências, rompendo mais tabus. Seus mestres percorrem uma escala improvável, estendendo-se pelo erudito e popular. É notável a influência de Carlos Drummond de Andrade, da mesma forma que também identificamos traços de Patativa do Assaré, famoso cordelista cearense. Há até mesmo elementos do concretismo de Haroldo de Campos.

Outro elemento decisivo em seus escritos é a visão critica inteligente e cheia de sensibilidade. Versos que misturam o nacionalismo da primeira fase do romantismo com a inclusão de estrangeirismos do tropicalismo e manifestos do modernismo marginal de Lima Barreto. No livro Phalábora, é possível encontrar várias poesias com belas doses de crítica a globalização e a política externa norte-americana. 

O jogo de palavras muito bem utilizado nos remete a trocadilhos e versos assustadoramente interessantes. Não à toa o célebre dicionarista e ex-Ministro da Cultura do Brasil, Antônio Houaiss, chamou Gustavo Dourado de "bruxo das palavras". Tais poesias sociais seguramente são frutos da influência sofrida por Gustavo Dourado, nos seus tempos de estudante universitário na UnB, em Brasília, onde estudou letras. Na época, foi um ativo membro do movimento estudantil, participando de diretórios em diversos níveis e chegando a ser delegado da União Nacional dos Estudantes, a UNE. 

No livro Phalábora, também há espaço para poesias com forte teor mitológico e lendário. Talvez, também fruto da cultura popular sertaneja absolvida por Dourado em seu período de vivência no Nordeste Brasileiro. É exemplo o poema nativista Sinfonia do Verde". 
Tiago Zaidan, http://autoria.net/
"Dando seqüência escuto 
Neste foro abençoado 
Um extraordinário talento,
Um nome já consagrado,
Sempre versátil e fiel 
Na cultura do cordel 
Que é Gustavo Dourado". 
Medeiros Braga
"Você não tem noção do quanto te admiro e o quanto sua presença é importante não só na minha vida e neste espaço virtual, mas principalmente no mundo real. Falar do seu talento, brilho, carater, enfim, se faz desnecessário, pois bem sabes o que representa para a Cultura Brasileira". 
Jornalista Elizabeth Misciasci, São Paulo
"Parabéns GRANDE POETA e escritor, adoro teus cordel(s)".
Layla Jung, Espanha
"Borboletras Nuas sobrevoam O Crepúsculo… (Gustavo Dourado) Estive um longo tempo no seu site e fiquei encantada. Aprendi um pouco e voltarei para saber mais sobre "os atentados poéticos".Quem sabe eu não consiga transgredir, nas veias do meu desejo, explodir o que em mim, implode? Um abraço e continue a nos brindar com sua ousada elegância". 
Elane Tomich
"Sempre inspirado e inspirando-se. Embora seja também bastante inspirador…" (05/04/2007)
Sandra Freitas
"Sem querer comparar, Gustavo, V., com a utilização de palavras não usuais, me lembra Augusto dos Anjos em ‘Sou uma sombra, venho das moneras. Polipo de recônditas reentrâncias…’
Muita cultura, mesmo." 
Théo Drummond
"Gustavo, é você é tudo o que meu padrinho escreveu, mas ele foi polido, porque eu escrevi: Ele é uma caminhão (scania) de sabedoria. Gosto de pessoas inteligentes, de conteúdo literário e que tenham uma expressão forte ao escrever e tens todos os quesitos e muito mais.
A poesia Figur@tiva demonstra bem a sua interação, de mente intelecta com inspiração, que resulta em obras maravilhosas." 
Tânia Mara Camargo
"Convidei uma amiga para que viesse ler os escritores do Planeta. Se gostasse eu queria-a participando conosco.
Veio, e de todos que leu, me disse ela que vc foi o que despertou nela maior admiração. Ela aceitou meu convite e fará parte dessa nossa família à partir de agora. Portanto te apresento minha amiga, uma nova escritora do planeta à partir de hoje; e sua mais nova fã.
Ela disse que vc era, ‘um caminhão de competência nos versos’, olhando seu texto acima, eu diria que ela economizou!" 
João Braga Neto

"Site de Gustavo Dourado no New York Web Directory

Caro Gustavo,
Adorei esta noticia!!!! Ela é fruto de sua competência, habilidade e de seu trabalho determinado como poeta de cordel que luta para que a poesia de cordel cada vez mais amplie seu espaço. Adoro seus cordéis porque você sabe com maestria elaborá-los, estou mais feliz ainda em saber que sua poesia esta galgando outros espaços. PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!" 
Patrícia Araújo, Doutora em Letras – UFPA
"Cordéis para Brasília, JK, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, por Gustavo Dourado

Parabéns Gustavo! 
Os Cordéis são simplesmente lindos! 
E sem falar que são uma verdadeira aula de história. 
Muito obrigado e novamente parabéns!!! 
Um grande abraço" 
Valdir Moizinho
"É o maior poeta do Cordel na história atual do nosso Brasil…" 
Efigênia Coutinho
"Poesia cibernética de Gustavo Dourado….
Autor de nove livros de poesias e pesquisador da cultura popular, o escritor Gustavo Dourado é destaque na Internet. Sua página www.gustavodourado.com.br foi selecionada pela Unesco como referência em poesia e cordel. Desde 1997, Gustavo Dourado é conhecido como poeta cibernético devido a sua constante atividade criativa na Web. Como colaborador, escreve artigos, poesias e textos para vários sites, entre eles o Jornal de Poesia, Cronópios,Usina de Letras e Prefácio. Alfabetizado no cordel, aborda diversos temas e experimenta várias linguagens artísticas. Foi militante estudantil (UnB) e cineclubista. Fez centenas de cordéis sobre cinema, política, literatura, arte e para personalidades como Paulo Freire, Glauber, Clarice, Machado, Lima Barreto, Cora Coralina, Joyce, Guimarães Rosa, Patativa, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, Rimbaud, Chico Buarque e Pixinguinha. 
Sua poesia foi tese de mestrado em Minas e de doutorado na Universidade da Paraíba. É pesquisado por estudiosos da França, Itália, Alemanha e Estados Unidos." 
Maria Félix Fontele/Maria do Rosário Caetano

Gustavo Dourado, O Rei do Cordel
Por Vânia Moreira Diniz

Gustavo Dourado nasceu na Bahia, Recife dos Cardosos – Ibititá (região de Irecê)/Chapada Diamantina/Baixo Médio Rio São Francisco  e lá viveu durante 15 anos absorvendo a magia do sertão, em contato direto com a natureza que enfeitiçou seu espírito poético acrescentando ao talento com o qual nascera mais profundidade.
Com o pai que o alfabetizou aos três anos pode colher informações importantes, ouvir histórias sobre a literatura de cordel que o apaixonou e criar dentro de si a poesia que mais tarde viria a extravasar fascinantemente.
Em frente à energia silenciosa encontrou campo propício para nutrir o espírito de beleza e encanto, enriquecendo o talento ainda em formação, absorvendo a pujança de tudo que descobria ao redor.
Aos 15 anos chegou à capital, quando Brasília ainda estava nos primeiros anos oferecendo seu encanto sedutor e exótico que conquistou a alma de artista do jovem.
Na capital da república encontrou campo para seus sonhos e vontade de aprender cada vez mais buscando o conhecimento que seu talento ansiava poderosamente e começou a participar de todos os movimentos que como pintor de almas necessitava para transformar o artista nato naquele que viria a expandir essa arte em descrições poéticas, principalmente no cordel, estimulado pela pesquisa da Literatura brasileira e universal, particularmente pela história baiana e brasiliense e pelo folclore nas figuras de Lampião, Corisco, Padre Cícero, Canudos, coronelismo, Horácio de Matos, Manoel Quirino, Revoltosos/Coluna Prestes, Cordel do sertão nordestino.
Sua formação eclética iniciou-se na própria Universidade onde se infiltrou em todos os movimentos estudantis importantes.
Autor de 9 livros expandiu em letras seu amor profundo pela terra e pelas pessoas em poemas e compondo a seu modo erudito e ao mesmo tempo pessoal e popular, conquistando os leitores que tiveram o privilégio  de conhecer sua obra magistral.
O seu livro Phalábora foi selecionado como livro-destaque pela ATL e pela Comissão Editorial Letras da Bahia e se destacou de formas diversas na cultura do país.
A poesia do Poeta Gustavo Dourado é profunda e verdadeira pela própria essência que emana. Possui mensagem, lirismo, beleza e sabedoria. É poesia por si só. Bela e absorvente, sensível e fascinante. Basta ser lida.
Nada passa despercebido a esse poeta que se destacou em todos os ramos da arte, como autor , declamador, improvisador e repentista participando de uma infinidade de recitais e sendo conhecido especialmente na capital da república como o “Rei do Cordel”.
Nessa categoria literária sua fonte de talento não tem limites e se supera em versatilidade e competência, desde os temas mais corriqueiros aos mais importantes e complexos.
Sua alma é exposta quando em versos de cordel, expõe sua alma humanitária falando de Direitos humanos:

“ Direitos Humanos sempre
Devem ser prioridade
Sociedade mais justa
Com ação e liberdade
Com renda distribuída
Mais solidariedade…

E assim ele ressalta em cordel temas com extrema capacidade reconhecida seja em artes, cultura ou nas necessidades essenciais da humanidade.
Precisavam todos sentir seu espírito, ler seus cordéis que são em quantidade imensa, muitos dos quais ainda inéditos e que Gustavo escreve com a facilidade do autor que sente sua obra e se sensibiliza com a humanidade sem deixar de abordar com objetividade as crises que o mundo atravessa.
O Rei do Cordel, Gustavo Dourado (Amargedom), não se destaca apenas nessa importante categoria porque seu talento abrange poemas, críticas, artigos, crônicas, peças teatrais, ensaios desde o mais envolvente até mesmo o erótico com classe e maravilhosa harmonia, em acordes perfeitos e melodiosos.
Gustavo Dourado, que além de artista das palavras é professor, pós-graduado em gestão pública, foi presidente do Sindicato dos Escritores de Brasília e cuja versatilidade é impressionante e reconhecida, criando e coordenando no Distrito Federal atividades lítero-culturais e envolvendo os leitores e o público com seu dom que aumenta à medida que o tempo passa foi bastante influenciado pelos modernistas, concretistas, neoconcretistas, cordelistas, repentistas, experimentalistas  e se aperfeiçoa a cada minuto de sua vida.
A obra de Gustavo é extensa e compacta e o poeta irá cada vez mais  longe, como o horizonte que lhe espera. Longe  já se encontra pela extrema competência de seu trabalho e profundidade de talento.

Vânia Moreira Diniz
www.vaniadiniz.pro.br

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O POETA AmarGedom ou Gustavo Dourado
Leon Frejda Szklarowsky

 
Meu caro AmarGedom ou Gustavo Dourado

A festa proporcionada por você, no lançamento de Brasília. 5.0, na Casa de Cultura, a Biblioteca Nacional Candanga, jamais será esquecida pela confraternização, alegria, descontração e, fundamentalmente, pelos amigos, poetas, escritores, pintores, familiares (Maria Felix e seus adorados filhos) e convidados que, com sua presença e energia, iluminaram o auditório e a reunião festiva com direito a autógrafos do grande poeta, escritor e cordelista.
Falar da obra do grande cordelista é falar do notável poeta que você é, incentivador da cultura e da poesia, num País, que dá mais valor à moeda do que aos livros, aos estragos do que à construção.
Aliás, você merece muitos e muitos aplausos, pois, como escreveu sua Maria Felix, você é o único poeta que, em vida, homenageia poetas, escritores e artistas, sem distinção ou discriminação. Você o faz por amor à arte, à literatura e àqueles que iluminam o céu de Brasília e do Brasil com seu talento e arte.
Não importa que, hoje, os maus brasileiros tenham compurscado a cidade-poesia, a cidade do luar a tingir a noite com sua doce e morna luminosidade, das estrelas lançando suas luzes na noite de breu, piscando para a Terra, como a dizer: "estamos aqui, olhando para vocês e para a obra dos ungidos de Deus – o Grande Arquiteto do Universo, visto que você, com sua poesia, traz esperança, porque Brasília não é Sodoma e Gomora. Brasília é o que vocês vêem, terra de leite e do mel, sonhada por Dom Bosco e concebida pelo grande estadista JK. Brasília é o futuro, presente e o passado que marcou o século XX com sua grandiosidade e beleza, graças a homens e mulheres que acreditam na humanidade, graças aos poetas, escritores, sonhadores e desbravadores do espírito".
Assim, Brasília, no seu jubileu de ouro, orgulha-se de seu vat maior. É, com certeza, o presente maior que você lhe deu com a Antologia de Cordel, homenageando seu criador, Juscelino Kubitschek, que à sua maneira, é também poeta. E, mais, você não se esquece dos pioneiros, semipioneiros e candangos, construtores deste Grande Templo, na terra inóspita, transformando-a no jardim florido e na pérola do cerrado.
A poesia confunde-se com a vibração das idéias, com o banquete em que se confraternizam e brincam alegremente, com as palavras, que não são mais palavras, com as idéias que não são mais idéias, porque os folguedos tomaram conta do feliz ledor, que se assenhoreou delas e tomou-as por conquista, de direito.
Lia e relia suas poesias. As palavras começaram a prender-me. As imagens que se formavam em minha mente, o universo que se criava, cada vez mais, exigiam profunda concentração e dedicação, sem pré-requisitos. Impeliam-me, mais e mais, para a jornada confortável e maviosa do mundo que você criava. Reclamavam profunda e severa meditação.
Poetar, poetar e adormecer nos sonhos. Que mais é preciso? Nada senão poetar, poetar e adormecer nos sonhos, sob as estrelas cintilantes de um céu iluminado pela senhora Lua, alva e linda, e pelos Astros candentes de luzes e miríades que enaltecem a alma de qualquer mortal quanto mais de um poeta.
Sua obra poética faz o espírito divagar, atavés da sua poesia, porque a alma se desgarrou do corpo e lá se foi, para a caminhada, que prometia ser fascinante, e ingressou no mundo fantástico de sonho e da realidade envoltos de desafios.
Não importa que pareça delírio, porque se os homens não tiverem um sonho a realizar, uma esperança a cultivar, de que valerá a vida? Para que terá vindo habitar a estação Terra?
AmarGedom, o poeta, não é da guerra, mas da paz, cuja arma é a palavra e não o canhão, que mata e não poupa vidas humanas. Sua poesia revolucionária atinge os píncaros da alma de quem o lê ou ouve, e o conforta!
Assim, meu amigo, vejo o poeta AmarGedom, o viajante da alma e do infinito!
Brasília e o Brasil precisam de pessoas como você, para que o mundo volte a ser o paraíso que o Criador desejava, com sua criação, porque Brasília, jovenzinha e esbelta, a namoradinha do Planalto, encanta a quem aqui aporta. Tem a magia de conquistar para sempre seus amores. Marcar com sua varinha mágica seus habitantes, antes rotativos, já agora definitivamente enraizados nesta terra de flores, jardins e do cerrado quente, do céu azul, do mágico lago engendrado por seu fundador, o estadista dos estadistas, JK.

Obrigado pela honra que você me proporcionou, convidando-me para este empreendimento.

Só posso expressar: Bravo, jovem amigo.

Receba um forte abraço.

Leon Szklarowsky – poeta, escritor e jornalista

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AMARGEDOM
(Gustavo Dourado)

Ao jovem Poeta Gustavo Dourado, que terá um futuro grandioso, ante os dons que o Pai lhe concedeu e que devem ser cultivados e aproveitados a bem de toda a humanidade. 
Alzira Guanaes Dourado
Brasília, 27/3/1979

"Poeta do Repente e da Beleza". 
Ferreira Gullar. 
18/09/80

Poeta Amargedom
Com o agradecimento por todo o seu esforço e os parabéns pelos seus feitos literários.
Zuenir Ventura,
Brasília,4/9/98

Poeta Amargedom, pesquisador e estudioso da Literatura de cordel, agradeço o interesse que tiver por meu trabalho de escritor, com o abraço amigo e a admiração de Ariano Suassuna-Academia Brasileira de Letras
Brasília, 19.VI.96

"Amargedom é um poeta que desafia a linguagem, atomiza o verso, cria e recria a língua com extrema habilidade. É um feiticeiro da palavra". 
Carlos Drummond de Andrade. 
15/01/84

"Poeta Amargedom
Joyciano, criativo, inovador, bruxo da linguagem."
Antônio Houaiss
Ministro da Cultura
Brasília – 1992

"Amargedom é um Dom e grande amante das coisas brasileiras."
João Antônio
São Paulo – Bienal do Livro – 18/8/1996

"Pessoas como você são destinadas a abrir brechas, explorar as possibilidades das palavras, extrapolar os conceitos usuais, fazer termos e expressões ganharem novos contornos".
Ignácio de Loyola Brandão. 09/09/88 

"Você tem o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas". 
Darcy Ribeiro. 18/05/91

"Poeta com invenção na linguagem e permanente criatividade no verso. Excelente. Alma literária erodindo a língua". Jorge Amado. 30/06/91

"Poeta Amargedom:Trovador Pós-Moderno"
"O seu poema, O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U., é forte, interessante e criativo". Augusto de Campos. 24/10/92

"Poeta Amargedom:
Trovador Sígnico."
Haroldo de Campos
Brasília-UnB,out.85

Poeta Amargedom
"A sua poesia estilhaça ironias em granadas a granel, infinita e ilumina". Affonso Romano de Sant’Anna. 1992

Poeta Amargedom
Que faz e acontece na Cultura Brasiliense
Ivana Bentes e Lúcia Rocha( Mãe de Glauber Rocha)
Brasília, nov/97

Poeta Amargedom
O dínamo do Festival de Brasília,
João Carlos Teixeira Gomes
Brasília,25/11/97

"Poeta Amargedom, que com seu espírito generoso e sua alma poética contribuiu para dinamizar o Festival de Brasília, em seu ressurgimento .Sem a sua atuação, tenho certeza, não teríamos possibilidade de ver um evento desta grandeza. 
Jornalista, professor, crítico e pesquisador de cinema.
José Carlos Monteiro
Brasília-29/10/96.
Editor Internacional da Globo News e ex-Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Poeta Amargedom
Grande Poeta, mestre do cordel e incrível agitador cultural.
Senador Pompeu de Souza, Jornalista e ex-Presidente do Sindicato dso Escritores do Distrito Federal
Brasília, 1985.

Prezado Escritor Gustavo Dourado
Poeta Crístico… e de sintonia cósmica…
Agraços
General A.Moacyr Uchôa
23/3/89

Gustavo Dourado
Poeta e grande conhecedor da Poesia de Cordel e de Castro Alves.
Sílvio Tendler, Cineasta e Secretário de Cultura do DF

"Se não bastasse a boa Poesia que escreve tem a que exala e que fica impregnada em quem tem a felicidade de conhecê-lo". Guilherme Felipe da Silva, escritor. 1999

"Amargedom! Poeta integral, poeta entusiasta. Parabéns. É bom ver o progresso de um jovem poeta! Não interrompa o seu desenvolvimento". Cassiano Nunes, poeta.1980
"Poeta e Promotor cultural, sempre instigante, ativo e dinâmico.Grande nome do Cordel da cultura de Brasília.
Cassiano Nunes, Poeta, Professor, Teatrólogo, Crítico e Doutor Honoris Causa-UnB-2002

"Gustavo Dourado(Amargedom): Autor dos melhores na Arte da Poesia-tão difícil-mas tão bem sucedido"
Prof Dr. Antônio Salles Filho, Gramático e Filólogo, UnB-1985 

"Amargedom: Você tem o dom da palavra mais solta, a clareza do dia mais brilhante, a sinceridade dos imortais". Angel James – Venezuela.

"Amargedom: Sua poesia é um encontro entre a criatividade e o sonho". Eduardo Conde, ator, Rede Globo, 02/12/92

"Amargedom: Parabéns pelo domínio do jogo da palavra e pelo conhecimento que o embasa. Gostei do verbo "volpintar". Olívio Tavares de Araújo, crítico de arte. Associação Brasileira dos Críticos de Arte, 03/12/92, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

"Amargedom! Poeta do Elétron, profeta do Éon, asceta do Ágon, nos acordes da luz que se propaga de Luiz Gonzaga no acordeom!!! Abraços!". Jorge Mautner, cantor. 11/02/96

"Grande poeta Amargedom, expressão maior da cultura brasiliense. Abraços!" Moacyr Scliar. dezembro de 1996

"Amargedom! Poeta que tem o dom de ver coisas que os outros não vêem ,que acredita nas coisas e faz a gente acreditar também. Poeta que tem feito boas predições. Um abraço!". Cristovam Buarque. Professor-Escritor, Ministro da Educação e Governador de Brasília

"Amargedom (Gustavo Dourado), poeta e romancista das tradições folclóricas e de nossas raízes culturais mais autênticas". Moacir Lopes. Presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. Autor do romance A ostra e o vento. Rio. 1995

"Amargedom: A fonte de tua poesia é fecunda, fertilizante, inesgotável". Paulo Joe (SP).

"Gustavo Dourado (Amargedom), poeta libertador, forte, resistente, guerreiro, conjurado, cepa lusitana, seletivo, evangelista, descobridor". Prof. Dr.João Ferreira, UnB e Universidade Católica de Brasília. 1999

"A obra de Amargedom (Gustavo Dourado) fornece material excelente para avaliar os caminhos e descaminhos da poesia brasileira. A fratura do signo a que Amargedom submete a língua portuguesa, encontra seu sentir-pensar na tradição modernista e vanguardista, esta sendo compreendida em termos de seu contexto e totalidade e não na pulverização das estéticas periféricas. Amargedom! Seu destino é caminhar entre os verdadeiros achados poéticos, em que as palavras se intercruzam… Caminhar por entre as diferenças, captá-las e apreendê-las na expressividade da linguagem, na metáfora explêndida para que se renove o fluxo criativo do idioma. Amargedom atinge um espaço discursivo privilegiado por meio do qual as virtualidades do idioma são concretizadas. Amargedom incorpora o vanguardismo ao mesmo tempo que abre-se para a comunicação via influência e espontaneidade e oralidade do Cordel. O sucesso do poeta Amargedom é conciliar a reflexão acerca dos mecanismos expressivos da linguagem ao mesmo tempo que não extingue o pensamento arquetípico, mítico, simbólico, com sentido problemático da existência, em meio às suas opções ontológicas. O destino de Amargedom é de ultrapassagem, um caminho para a expressividade que ele consegue concretizar em verso". Marcos Mota, crítico literário e professor da UnB. 06/09/1992

Amargedom, com Phalábora, inaugura uma linguagem "sui generis" na consciência poética do Brasil. A metáfora para esse poeta é a razão da sua própria epopéia do gênesis baiano ao Apocalipse do cerrado brasiliense". Jornalista e Poeta Heitor Humberto de Andrade, Brasília. 04/06/1993

"Ao contrário da geração mimeógrafo, que há pouco mais de dez anos veiculava poesias através de produtos mal-acabados e sem atrativos visuais, o poeta Gustavo Dourado (Amargedom), neste início de década, lança Linguátomo, conseguindo baratear os custos de uma edição ao criar uma interação artística entre poesia, a editoração e a serigrafia. Quebrando as fronteiras do tempo, ele, após desfiar o "único verso unido", apresenta um universo por onde passeiam"Guimã-Rosa" entre Gregório de Mattos Guerra, Machado de Assis, Cecília Meireles, Jorge Amado entre outros. Em Performática, invoca o espírito Oswaldiano para, em seguida, cair em sua própria Solidão "atomicatônita", de onde se levanta para esculpir metamorfoses sonoras embalado por Jorge Luis Borges". Mônica Silva da Silveira, Correio Braziliense. 27/05/1991

"Todo Linguátomo é a língua. É a descoberta de palavras, conjugação nova de sílabas, sentidos ocultos que fazem ruir ou nascer. Toda a obra de Amargedom é marcada por uma preocupação estética, pela experimentação lingüística. Com base no estudo aprofundado dos grandes mestres. O poeta procura inovar a linguagem, reinventa a língua portuguesa utilizando todas as influências lingüísticas". Carmem Moretzsohn, Jornal de Brasília. 18/05/1981

"Gustavo Dourado Amargedom: Grande poeta, poeta de primeira, poeta baiano-brasiliense, boca do inferno do Plano Piloto. Poeta erudito-popular, magnífico concreto". Ronaldo Fernandes, Professor,Escritor e Coordenador da FUNARTE- Brasília.

"Poeta Gustavo Dourado, vulgo Amargedom, vigoroso poeta e dileto amigo que do Apocalipse paira sobre nós, e o recebemos alegres. Com a admiração crescente e o abraço forte". 
Antônio Carlos Osório, Presidente da Academia Brasiliense de Letras, Ex-Presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. . . Primeiro Poeta e Advogado de Brasília.

"Gustavo Dourado (Amargedom): lídimo, lúdico, lúcido, lúbrico, lícito, lépido levitador de idéias". Márcio Catunda, escritor e diplomata. 

"Amargedom! Filho da poesia. Poeta da Bahia que canta no mesmo tom de Castro Alves". 
Rodolfo Coelho Cavalcante, cordelista, Salvador. 06/07/1985

"Amargedom: Cordelista, concretista inquieto, irreverente". 
Ézio Pires.Ex- Presidente do Sindicato dos Escritores e Assessor de Imprensa do Supremo Tribunal Federal. Correio Braziliense. 14/10/1986

Amargedom: Poeta Cordelista, apresenta-nos versos onde o som é a característica principal, o som do casamento de vogais e consoantes, como no belíssimo
"O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U". 
Anand Rao. Correio Braziliense. 

"Amargedom ataca de "linguátomo": poemas em forma de cordel e de invenção de palavras, quer juntando-as, quer criando neologismos". 
Jornalista e Poeta Menezes y Morais, Ex-presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Maio de 1991. 

"Amargedom: Poeta que luta pra "mudar o tom". Maestro Jorge Antunes. 31/08/96

"Amargedom: Revolucionário poeta neoconcretista. Dedilha habilmente suas fusões fonêmicas". Jornal Campus, n.º 66. UnB. outubro de 1984 

"Amargedom: o cancão de fogo. Sempre poeta, transformador, companheiro, criativo escritor e amigo fraternal". Tião Varela, UnB. 09/09/1985

"Amargedom: É um Dom. Best Poeta. Amargedom:
Rama
              Modeg
                              Amar
                                          Ge
                                                    Dom
                                                                Amar
                                                                              Ge
                                                                                      Dom
                                                                                                    Mar".
Renato Matos, cantor e compositor.

"Amargedom! Grande agitador da cultura universal do Planalto". 
Marcos Braga, professor da UnB. 19/06/93

"Gustavo Dourado. Amargedom da batalha cultural brasiliense e nacional. Poeta oral, verbal, visual e escrito. Incrível agitador cultural e límpido poeta". Hélio Póvoas Júnior, escritor e diplomata. 

"Amargedom (Gustavo Dourado), poeta sensível e comprometido, sempre cordial. Meu agradecimento pelo seu apoio cultural em Brasília". Tito Braga, intelectual chileno. 

"Amargedom, o "condor baiano no Planalto". Hugo Mund Júnior, poeta e artista plástico.

"Poeta Amargedom, que fez da poesia a trincheira e do sentimento as armas com que poderá surgir um mundo mais justo, fraterno e humano! À frente Amargedom, que estamos contigo". Washington Araújo, jornalista e escritor. 

"Amargedom: poeta cuja poesia é um eterno canto de liberdade e que trouxe ao seu tempo e espaço a cultura viva do cordel. Antropofaga com as raízes e a forma do cordel, a indústria cultural contemporânea. Com sua poesia combativa e audaciosa, põe a nu conflitos sócio-culturais". Jornalista Márcio Araújo, Cordel: Comunicação pela cultura popular Departamento de Comunicação UnB. Assessor de Comunicação da Câmara dos Deputados.

"Vou-me embora pra Phalábora. Para armar-amar Ser tom Amargedom".
Marcos Linhares, jornalista e escritor. 13/06/1997

"Amargedom: Confio na força e na magia de sua poesia".
Luís Martins, escritor, jornalista, professor da UnB e Diretor do Sindicato dos Jornalistas.

"Amargedom: Poeta Total que cantando su cordel hace del mundo un bordel y de la vida un carnaval". Jorge Ferreira, Uruguai.

"Amargedom: Grande poeta-cantador apocalítico das palavras, poemas, plantas, aves, seres, universos". Adler São Luís, cantor (SP) 

"Amargedom: Tudo se escreve. Tudo se fala Mas só alguns – como você – são capazes de falar e convencer". Sérgio Fantini, escritor. Belo Horizonte.

"Gustavo Amargedom: o poeta dourado, ouro alquímico. Poeta de luz concreta. Senhor do Cordel". José Santiago Naud, poeta, ensaísta e professor da UnB. 

"Amargedom: O dom de amar, a batalha incansável na busca do verso". 
Angélica Torres Lima, jornalista e escritora.Brasília,1.12.88

"Caro poeta Amargedom. Parabéns pelos belos poemas tão bem alinhavados com teoria, técnica e saber literário. Você é um verdadeiro mago das palavras. Phalábora é uma obra de fenomenal engenharia poética. Com ela você inscreve o seu nome no livro de ouro da literatura brasileira". Adrião Neto, escritor e dicionarista Autor do "Dicionário bibliográfico de escritores brasileiros contemporâneos. 

"Amargedom: Poeta inovador, criativo, revolucionário, instigante, oswaldiano, pós-modernista". Francisco de Assis Barbosa ,Academia Paulista de Letras. 1981 

"Gustavo Dourado, Amargedom, inspirado poeta do verso encantado. Fraterno e cuidadoso, carbono puro das terras da Bahia". 
Antônio Temóteo dos Anjos Sobrinho, escritor, Procurador da Agência Espacial Brasileira.

"Poeta Amargedom, companheiro que constrói com a palavra falada uma língua lenda linda". João Carlos Mauger, escritor, ecologista.

"Poeta Amargedom, companheiro de viagens e de conversas que está sempre na luta por esta nossa mania de escrever". Fafão Azevedo, escritor. 

"Ler Gustavo Dourado, ouvir seus versos, invenções de linguagem, apoteóticas manifestações literárias, assistir seus devaneios e inspirações, é como VELEJAR pelo agitado mar baiano, sua terra natal. O mar, o sol, a praia, o vento e a terra lhe pertencem. Agitado também ele é, em suas andanças culturais. As festividades, reuniões, lançamentos de livros e posses acadêmicas lhe são eventos imperdíveis. Insiste, persiste e consegue convencer seus pares, escritores brasilienses, na consecução de suas metas e ideais".
Palmerinda Donato, Presidente da ALMUB – Academia de Letras e Música do Brasil e da Academia Internacional de Cultura.. 

"Amargedom! Poeta, agitador, cordelista, dínamo da cultura de Brasília". Newton Rossi. 1999

"Gustavo Dourado, Amargedom, poeta dinâmico e entusiasta da cultura". 
Branca Bakaj, escritora, Presidente da ANE – Associação Nacional dos Escritores. 

"Em Phalábora, escritura de uma consciência sintonizada com o cosmos, Amargedom homenageia a criação, os criadores, as criaturas. Original na construção de sua gramática poética, retira da palavra, desde a coloquial à erudita, a carga poética do som que traduz imagem. As palavras se partem, se colam, se justapõem, se penetram e vão armando seu jogo. Nisso, ele alcança a poesia enxuta, essencial, de impacto. Então o artefato poético se tece sobre novos signos, novos sons, novos sentidos e o artesão da palavra vai desvendando o sabor de "ser sábio, ser sóbrio, na dança do saber". A grandeza da poesia desse "surfista alquímico da palavra" atesta-se pelo compromisso com o fazer poético, através da criação de uma linguagem nova e vibrante, e pelo engajamento com o ser humano e com o contexto sócio-histórico". Gislene Barral, professora da FEDF e mestra em Literatura Brasileira pela UnB. 1999

Poeta Amargedom
Saudações Siderais
Chacal- BSB,1.7.97

Poeta Amargedom
O Apocalipse em Pessoa…
Carinho cúmplice de 
Waly Salomão – 01/7/97

Poeta Amargedom
Companheiro, Escritor e Líder de nossa categoria
A admiração do amigo
Alcione Araújo. 08/05/2000

Poeta Amargedom
Guerreiro colecionador de Letras
Néio Lúciode Morais Barreto
Grupo Cabeças-Brasília

Ao Poeta Gustavo Dourado Amargedom 
Minha homenagem especial pelo seu dinamismo intelectual
Alan Viggiano 
Brasília,10/3/2000

Poeta Amargedom
Com carinho e amizade, na esperança do retorno de sua leitura.
A admiração de 
Edir Meirelles
Presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro
Rio,18/08/97

Poeta Gustavo Douado Amargedom
"Mago das palavras e da Poesia…
Rogério Sganzerla
Rio ,2000

"Brasília-"O que o jovem sabe fazer além do rock"

"Na Poesia, representa a juventude, entre outros, o apocalítico Amargedom e o já não tão jovem Nicolas Behr"
Correio Braziliense, 8/12/86

Homenageio o Poeta e Professor Gustavo Dourado – Amargedom – por seu desempenho à frente da Assessoria de Cultura do Distrito Federal
Escritora Yara Cecim 
Belém, 26.06.96 

Amargedom utiliza os vocábulos como setas, indicando uma inovação do referente na linguagem poética. Desenvolve uma corrente avassaladora de imagens ainda mal captadas pela nossa sensibilidade e sentidos.O poeta desfia uma linguagem atomizada às últimas conseqüências.Sua capacidade criativa serpenteia orientada para o cerne do estágio atual da vanguarda da nossa cultura.Amargedom: que os deuses o favoreçam sempre em sua bela e indômita Poesia.
Celso Moliterno
Brasília – 1986

Gustavo Dourado(Amargedom), meu ex-aluno, cuja carreira no campo poético venho acompanhando com prazer e entusiasmo, Parabéns!
Meu abraco de reconhecimento e amizade.
Prof.Dr.Sérgio Waldeck de Carvalho-Universidade de Brasília- 1992,Lingüista Consultor Legislativo do Senado Federal.

Caro Poeta Amargedom
Leio Phalábora, leitura tão envolvente , porque traz uma visão aguda da Real Idade nossa e um amor à língua tradicional(quase trovadoresco), mas cheio de fantasias como deve ser e como não deve ser mas é, e ilumina. Muito obrigado. Um grande abraço.
Prof.Dr. Henryk Siewiersky
Diretor do Instituto de Letras da Universidade de Brasília
Brasília – 24/10/97

Caro Poeta Gustavo Dourado, Amargedom:
Parabéns pelo talento como poeta e batalhador da cultura! admiro-lhe a coragem, a dedicação, a força artística e humana, o entusiasmo, a pertinência, o carinho pelas pessoas e por tudo o que diz respeito à cultura.Meus votos sinceros de muito sucesso, harmonia e infinita felicidade.Com amizade e apreço.
Stela Maris Rezende, 17/05/1997

Poeta Gustavo Dourado,
O meu carinho e admiração…
Zélia Gattai
Academia Brasileira de Letras.

Ao Caro Poeta Amargedom
Abraço, amizade e admiração.
Manoel de Barros – 26/10/96

Escritor Gustavo Dourado

Dinâmico produtor cultural e poeta, com a simpatia, a admiração e o abraço do 
Carlos Heitor Cony-Brasília-1999
Academia Brasileiral de Letras.

Ao querido Escritor Amargedom,
Poeta e cordelista de primeira,
Meu companheiro de Poesia,
Com o abraço solidário do 
Thiago de Mello
Livraria Presença – Brasília/1993

Escritor Gustavo Dourado Amargedom
Poeta inteligente e criativo, da Chapada Diamantina. Ilustre representante da grandiosa Família Dourado,da Terra do Feijão, Região de Irecê-Bahia.
Herberto Sales-Academia Brasileira de Letras.
Brasília-1993

Poeta Amargedom
Que ama em dó e ré maior…
Luís Augusto Cassas.13/12/1997

Poeta Gustavo Dourado Amargedom
Poeta plasmador do Novo
Francisco Káqui
Assessor do Senado Federal e Poeta.

Poeta Amargedom
Autêntico companheiro e dinâmico presidente do Sindicato dos Escritores do DF
a admiração e a amizade do
Sebastião Nery-99

Poeta Gustavo Dourado,
Ilustre escritor,um Mestre, um destaque na literatura nacional
Jackson Rubem
International Writers and Artists Association

Esritor Amargedom
Dinâmico Poeta e grande agitador cultural de Brasília. Jornalista Geraldo Sobreira

Caro Gustavo Dourado, Amargedom, Poeta e amigo querido, a alegria pelo reconhecimento da Biblioteca Nacional, editando os 50 anos de ofício., com o abraço amigo e fraterno.
Olaga Savery, Escritora, jornalista, tradutora. Membro do Pen Clube e ex-Presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janiero.
Rio, 7/12/98

Ao Poeta Gustavo Dourado Amargedom, com enorme carinho por uma feliz descoberta.
Floriano Martins, BSB 06/98

Estimado Poeta e amigo Amargedom, companheiro de lutas pelo desenvolvimento do Distrito Federal. O abraço amigo. Brasília,11-07-2000-SBPC-UnB
Prof. Dr. Elias de Oliveira Mota, Cosultor Legislativo do Senado Federal, conferencista, educador, historiador e sociólogo da educação, pela Sorbonne.

Poeta Amargedom, cordelista e repentista de primeira, com a amizade e o abraço,
Eno Teodoro Wanke, Rio , 1989.

Poeta Amargedom, companheiro das letras e das lutas, Dioclécio Luz, jornalista e escritor.

Ao prezado Poeta, amigo e companheiro de lutas, Amargedom, com o abraço e o agradecimento pela ajuda na Fundação. Com o apreço do 
Anderson Braga Horta, Poeta , tradutor e ensaísta, Prêmio Jabuti de Poesia.

Ao Poeta e escritor Gustavo Dourado, o meu abraço e admiração.
Maria Cristina Marconi, Filha de Gugielmo Marconi, inventor do rádio e Prêmio Nobel de Física. Brasília,8-1-1998.

Ao amigo e poeta Amargedom,
Minha amizade e admiração,
Oliveira de Panelas, Poeta Repentista,
Brasília, 26/03/87

Poeta Amargedom, agitador cultural e homem de cultura,
O que tem o dom de amar
Versos
Meu bric-abraço, meu axé.
Luís Turiba, 17-7-93 BSB.

Ao Poeta e amigo Amargedom,
O oposto do apocalíptico, o pregador de utopias,
Com um enorme abraço do 
Esmerino Magalhães, Poeta e Presidente do Cuca,
Brasília,13/5/95

Poeta amigo Amargedom, combativo e fraterno Presidente do Sindicato dos Escritores,
o abraço.
Emanuel Medeiros Vieira, Brasília,15/abril/2001.

Poeta Amargedom,
Poeta nato 
que tira verso
até do mato.
A amizade e a admiração.
Jason Tércio.. . jornalista, mestre em literatura.
20 de novembro de 1997

Poeta Amargedom,
Expressão maior das letras baianas
em terras de Brasília.
Miguel Malty. X-97

Ao amigo e poeta Amargedom,
A quem tanto deve A 
Literatura de Brasília,,
Com o abraço cordial do 
Edmilson Caminha.
Brasília, maio 1996.

Poeta Amargedom
Com a simpatia , a amizade e admiraçaõ,
o abraço amigo do
Antônio Roberval Miketen
Brasília,11.11.87

Amargedom,
Poeta e guerrilheiro de cantigas,
O abraço amigo
Paulo José Cunha
BSB, 13.12.93

Amargedom, Poeta-mestre,
Com a admiração,
Lícia Nara Carvalho,
Primavera/96

Poeta Amargedom,
Gente Amiga,
Sávia Dumont e Antônia Zulma.
Boradeiras de primeiro quilate.

Poeta Amargedom,
Querido companheiro de letras e lutas,
A admiração.
TT Catalão
Jornalista e Escritor
Eterno redator do Correio Braziliense

Poeta Amargedom
Com carinho e amizade,na esperança do retorno de sua leitura.
Abraços.
Edir Meirelles. Rio,18/08/97
Presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. 

Poeta Amargedom,
Dinâmico guerreiro das letras.
Dad Squarisi
Dezembro de 2002

Poeta Amargedom, criativo poeta repentista
Leilane Neubarth, Jornal da Globo, 1985.

Cordel do Big Brother:As be$tas do BBB

14/02/2010
Cordel do Big Brother:As be$tas do BBB

Nádegas na passarela:
É o besteirol global…
Desprovidos de cultura:
Em processo canibal…
Buscam fama e dinheiro:
Comandados por Mial…

A mentira rola solta:
Tola competitividade…
Mostram a hipocrisia:
Pra toda sociedade…
Por um punhado de dólares:
Praticam a insanidade…

Palavras de baixo calão:
O suicídio cultural…
Só querem aparecer:
Na tv e no jornal…
Eta gente interesseira:
A bobeira é geral…

Pregam a futilidade:
Mau exemplo social…
Pior que telenovela:
Publicidade letal…
Consumismo da imagem:
Corrupção hominal…

É um joguete da mídia:
De lucro comercial…
Os bobos no telefone:
Escravidão digital…
A mando do Grande Irmão:
Que acumula o vil metal…

Loteria de milhões:
Os bundões em evidência…
Decadente baixaria:
Em busca de audiência…
Programinha indecente:
Que está na repetência…

Fazem a philantropia:
Cassino da vadiagem…
Vendem a alma e a mãe:
No golpe da rapinagem…
BBB é excrescência:
Será mera pilantragem?!

A tv é mal usada:
Voz da criminalidade…
Só se mostra violência:
Baixeza..Inutilidade…
Haja Sensacionalismo:
E falta de honestidade…

A notícia é corrompida:
A soldo da propaganda…
Os fatos são maquiados:
É o marketing que manda…
Debilidade excre.mental:
E a bobagem que desmanda…

Desgovernos compactuam:
Investem na malandragem…
Merchandising na tela:
Subliminar imagem…
Pelotões de idiotas:
Desfilam na sacanagem…

Degeneração do ser:
Efêmera decrepitude…
O culto da vaidade…
Destoa com a virtude…
Modismo…Politicagem:
Aética proselitude…

O problema é patológico:
Foge à normalidade…
Batalhões de andróides:
Ante a imbecilidade…
A doença tomou conta:
Desde o campo à cidade…

Fábrica de desilusões:
Ilude o telespectador…
Tapeiam o pensamento:
Financiam o desamor…
Buscam lucro e poder:
Na fantasia furtacor…

Trapaça…Competição:
Atuação desleal…
Culto ao objeto
Ao fetiche virtual…
É o caldo de cultura:
Dessa era virtual…

Vitrine da estupidez:
Reflete a ignorância…
Vive-se a fugacidade:
Desvirtuam a infância…
Ética na televisão:
Sem terror, medo e ânsia…

BBB é alienante:
Desserviço à cultura…
Livros são proibidos:
Na tela da desventura…
Para que tanta besteira?!
Promovamos a leitura…

A poesia é proibida:
Não aparece na tela…
Só bebida e futebol:
Comercial e novela…
Desligue-se do BBB:
Olhe o céu…A vida bela!…

Cordel para Patativa do Assaré

11/07/2009
Cordel para Patativa do Assaré:
Em comemoração ao centenário do poeta cearense…
Gustavo Dourado

Antônio Gonçalves da Silva:
Um criador destemido…
Grão-mestre do improviso
O Patativa conhecido…
Patativa do Assaré:
Poeta lido e ouvido…

Nasceu em 5 de março:
1909,o ano…
No Estado do Ceará:
Um poeta soberano
Exímio compositor:
Ritmo fagneriano…

A Triste Partida…Meu Protesto
O Poeta da Roça:Vou Vorá
Apelo dum Agricultor
Vaca Estrela e Boi Fubá
Coisas do Rio de Janeiro:
“Cante Lá que eu Canto Cá”…

Se Existe Inferno:
Mote/Glosas a rimar…
Peixe…Você se Lembra?
Poeta a nos encantar…
Patativa do Assaré:
Num galope a beira mar…

Inspiração Nordestina – 1956:
Primeiro livro de poesia…
Cantos do Patativa -1967:
Carrego na fantasia…
“Cante Lá que Eu Canto Cá”:
Consagrada alquimia…

Ispinho e Fulô – 1988:
Patativa e Outros Poetas de Assaré…
Cordéis – 1993:
Aqui Tem Coisa: Não é?!
Biblioteca de Cordel, Balceiro:
Ao pé da mesa, seu Zé…

Poeta bem popular:
Exímio compositor…
Filho da contradição:
Vate interlocutor…
Mote, peleja, desafio:
Faro improvisador…

Veio de família pobre:
Da arte da agricultura…
Lutou pela sobrevivência:
Sem perder sua candura…
Lavoura, subsistência:
Doença, fome, amargura…

Ficou cego de um olho:
Ainda bem pequenino…
Padeceu o sofrimento
Desde o tempo de menino…
Aos oito anos de idade:
Sofreu mais um desatino…

Antônio perdeu o pai:
E precisou trabalhar…
Para ajudar a família:
Foi a terra cultivar…
Era preciso resistir:
Para a fome não matar…

A roça era o caminho:
Para poder sobreviver…
Tempo de analfabetismo:
Poucos lá sabiam ler…
Quem não sabe a leitura:
Muito pouco pode ver…

Aos 12 anos na escola:
Começou a aprender:
Logo é alfabetizado:
Passou a compreender
A arte da Aritmética:
Matematiza o viver…

Fluiu criatividade:
No ritmo do improviso…
É a poesia que nasce:
Sem licença, sem aviso:
Mistura verso e dor:
Sem perder o seu sorriso…

Repente, cordel, cantoria:
Começa a se apresentar…
Eventos, festividades:
Patativa está no ar…
É ouvido na Araripe:
Por Arraes de Alencar…

Por volta dos 20 anos:
É chamado Patativa…
O seu canto tem beleza:
Sua poesia é altiva…
Patativa do Assaré:
De poesia sempre-viva…

No Cratoe no Juazeiro:
Poesia de arte fina…
Publica o primeiro livro:
Inspiração Nordestina…
Os Cantos do Patativa:
Com a verve cristalina…

Patativa do Assaré:
Novos poemas comentados…
Em coletânea poética:
Textos bem apreciados…
“Cante lá que eu canto cá”:
Os seus versos consagrados…

Nove filhos com Belinha:
Esposa de toda a vida….
Amava o Cariri:
A sua terra querida…
Memorizava o verso:
Fez da arte sua lida…

Nordestino Sim, Nordestinado Não:
Apelo dum Agricultor…
Vaca estrela e Boi Fubá:
De A Triste Partida, criador…
Coisas do Rio de Janeiro:
Versos de um cantador…

Se Existe Inferno, Você se Lembra?
Peixe, A Terra é Naturá…
Tantos versos pela vida:
Meu Protesto, Vou Vorá…
O Poeta da Roça, Mote/Glosas:
Cante Lá que eu Canto Cá…

Patativa e Outros Poetas de Assaré:
Ispinho e Fulô, Balceiro…
Aqui tem coisa, Cordéis:
Poetás bem brasileiro…
Biblioteca de Cordel:
Lido até no estrangeiro…

Antologia Poética de Patativa:
Digo e Não Peço Segredo
Ao pé da mesa, com Geraldo:
Foi poeta sem degredo…
Um vate de alta verve:
Homem que não teve medo…

Cidadão de Fortaleza:
“Medalha da Abolição”…
Enredo de Escola de Samba:
Honoris Causa do Sertão…
Homenagem da SBPC:
Pela arte da criação…

Memorial Patativa do Assaré:
Prêmio do Ministério da Cultura:
No Teatro José de Alencar:
A voz da literatura…
Prêmio Unipaz no Ceará:
Holismo, terra, ternura…

Diploma de “Amigo da Cultura”:
“Medalha Francisco de Aguiar”:
Troféu “Sereia de Ouro”:
Prêmio da Cultura Popular…
Em o “Cearense do Século”:
Tirou Terceiro Lugar…

“Biblioteca Pública Patativa do Assaré”:
“Artista do Turismo Cearense”:
Prêmio FIEC, Fortaleza:
Cidadão Norte-Rio-Grandense…
Honoris da UFC e da UECE:
Cidadão caririense…

Título de Doutor em Sergipe:
“Cidadão Empreendedor”…
Troféu do MST:
Pela terra, lutador…
Medalha Ambientalista:
Poeta preservador…

Doutor Honoris Causa:
Títulos e premiações…
Fama e homenagens:
Glórias e celebrações…
Foi poeta popular:
Das cidades aos sertões…

Poeta da agricultura:
Do verso foi lavra-a-dor…
Palavrava a poesia…
Cultivava a sua dor…
Venceu a morte com arte:
Cantou a vida e o amor…

Poesia de sapiência:
De sabença popular…
Memória de elefante:
Mestre no improvisar…
Oralidade fluente:
Feito as ondas do mar…

Dominava o soneto:
A linguagem corporal…
Voz, pausa, entonação:
A expressão facial…
Apreciava Camões:
Foi poeta sem igual…

Metrificava com classe:
Religião, filosofia…
A terra, a fome, o sertão:
A luta do dia a dia…
Praticava a poética:
Ia além da teoria…

Foi poeta veemente:
E mestre na ironia…
Sextilha, décima, soneto:
Era bom no que fazia…
Feiticeiro da palavra:
Um mago da poesia…

Gustavo Dourado
http://www.gustavodourado.com.br

sobre a obra
Homenagem do poeta Gustavo Dourado ao poeta Patativa do Assaré.

tags: Brasília DF poesia patativa do assare gustavodourado ceara crato juazeiro

Ilha da Fanta$ia…

11/07/2009

Ilha da Fanta$ia…

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=4079

Por Gustavo Dourado

Protagonizam o crime:
Fazem a politicagem…
Gastam bilhões para nada:
É crescente a malandragem:
Desviam recursos públicos:
Só aumenta a rapinagem…

Processos e mais processos:
Vivem na ilegalidade…
Roubam o contribuinte:
São ases da improbidade…
Quadrilhas engravatadas:
Vivem de trivialidade…

Escândalos de todo tipo:
São segredos de Estado…
São enigmas na Justiça:
Está tudo combinado…
Penitência para o pobre:
Poder ao endinheirado…

Luxo, farra, diversões:
Na Ilha da Fantasia…
Um defende sempre o outro:
Lutam pela mordomia…
Lagosta, uísque, caviar:
Gula na gastronomia…

Milhares de atos secretos:
Reino da imoralidade…
Vergonhosas atitudes:
Antros de vulgaridade…
Feitorias dos poderes:
Cancros da sociedade…

Coronelismo pós-moderno:
Chicanagem e arrogância…
Corrupção permanente:
Da 1ª à última instância…
Lacaios do entreguismo:
Mentores da ignorância…

Escravizam os e-leitores:
Com a mídia serviçal…
Comandam as televisões:
Rádios, web e jornal…
Patrocinam a sacanagem:
E a baixaria cultural…

Legislam em causa própria:
Fazem o pelo signal…
Adoram deuse$ diabos:
Os sortilégios do mal…
Geram o analfabetismo:
O desemprego letal…

Trem da alegria nos trilhos:
Comissões de indecência…
Concentram poder e renda:
Provocam a violência:
Causam a fome e o medo:
Senhores da imprudência…

Total falta de respeito:
Império da desventura…
A Educação capenga:
Saúde na sepultura…
Cresce a criminalidade:
Tudo se desestrutura…

Fidalgos da mais valia:
Lucram com a exploração…
São mercadores da lei:
Fazem a alienação…
Um exército de robôs:
Na frente da televisão…

Escrevem artigos nos jornais:
São sempre entrevistados…
Mentem com desfaçatez:
Quase sempre elogiados…
Seus espaços são cativos:
Maus atores deslumbrados…

Violação do direito:
Crime generalizado…
Sociedade conivente:
Leniência do Estado…
A Lei funciona bemal:
Ao pobre trancafiado…

Eterno país do futuro:
Fica tudo empacado…
Esgotos a céu aberto:
O povo deseducado…
Culto ao sensacionalismo:
Crime televisionado…

A ciência na sarjeta:
Conhecimento relegado…
Pão e circo para o povo:
Cultura posta de lado…
A educação na lixeira:
O sonho nos é roubado…

Crianças morrem de fome:
Vivem no lixo e na esmola…
São vítimas da violência:
Sem família, sem escola…
Canalhordas sem piedade:
Dão ao povo “craque” e “bola”…

As drogas tomaram conta:
De nossa realidade…
Aumenta a pedofilia:
Aprisionaram a verdade…
Censura prévia na mídia:
Haja imoralidade…

A educação para eles:
Nunca é prioridade…
Só discurso e promessas:
Colorem a leviandade
Só cadeia para o povo:
Fantasmas de liberdade…

Juros, taxas e impostos:
Nos bancos da amargura…
O lucro dos poderosos:
Leva o povo à sepultura…
É difícil sobreviver:
A tanta descompostura…

Corruptos mal diplomados:
De gravata e jaquetão…
Os colarinhos bem sujos:
Malfeitores da Nação…
Phds em mamatas:
Dólares no cuecão…

No futuro antevejo:
Uma nova sociedade…
Um povo bem educado:
O fim da desigualdade…
Sem crise e violência:
Foi só sonho, que saudade…

Gustavo Dourado é escritor, poeta, cordelista, pesquisador, jornalista, professor. Autor de 12 livros e centenas de cordéis. Selecionado pela Unesco. Premiado na França, Alemanha e na Áustria. Tema de tese de mestrado e doutorado no Brasil e no exterior. Colunista do Cronópios. Colabora em jornais e revistas e em diversos sites, blogs e portais da internet.
Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o blog http://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado Antologia poética na Web: www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm E-mail: gustavodourado@gmail.com

Cordel do Ano-Novo

01/01/2009

Cordel do Ano-Novo

 

Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade…
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade…
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade…

2.000 a.C:
Começou o Festival…
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial…
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral…

Festejava-se em março:
Era festa de primeira…
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira…
Saudava o Sol nacente:
Depois da noite festeira…

A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado…
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito… Sol adorado…
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado…

Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado…
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado…
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado…

Em 153 a.C:
O ano-novo romano…
A festa consolidou-se:
No calendário juliano…
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano.

Em 25 de Março:
Era o ano festejado…
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado…

Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro…
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro…
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro…

Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil…
Resquício da tradição:
O 1º de Abril…
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil…

Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado…
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado…
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado…

O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário…
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário…
Luzes…Pirotecnia:
Fluem do vocabulário…

A 19 de março:
Do calendário atual…
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual…
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial…

Hégira… Rosh Hashaná:
Buda…Moisés…Maomé…
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré…
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café…

Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar…
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar…
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar…

Pra você tudo de bom:
Saúde…Felicidade…
Novo ano de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso…Fraternidade…

Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade…
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade…
É hora de união:
Paz, amor e liberdade…

Fogos e oferendas:
E gritos de alegria…
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia…
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria…

Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada…
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada…
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada…

Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação…
Troque a roupa,os lençois:
Alivie a tensão…
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação…

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva…
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva…
Sem guerras e atormentos:
Consciência reflexiva…

Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar…

Feliz Ano-Novo…

Gustavo Dourado
http://www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado (Amargedom). No DF há 33 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis (UnB), socioculturais.
www.gustavodourado.com.br
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
http://cordel.zip.net 

Fábrica de desilusões…

09/11/2008

Fábrica de desilusões…

O mundo é uma ilusão:
Numérica
Literal…
Nem sempre a verdade está
Com quem dá a última palavra…
O poder é efêmero e fugaz…
A autoridade é passageira…
Passa como passa a fogueira…

Gustavo Dourado

Cordel das Festas Populares

09/11/2008

Cordel das Festas Populares
Gustavo Dourado

A Ciência do Folclore:
Aprendi com o Cascudo…
Patativa deu o mote:
Ariano conteúdo…
Vitalino esculpiu:
Cartola nos disse tudo…

Baião de dois:Farinhada
A sagrada rapadura
Bebo uma talagada
Gole de cachaça pura
Para cantar o Brasil:
E os festejos da cultura…

Conhecimentos e crenças:
Conjunto das tradições…
Danças, ritmos e lendas:
Fábulas…Superstições…
Comidas e vestimentas:
Mitos…Advinhações…

São muitos ciclos festivos:
Ano-Novo…Carnaval…
Ciclo das Águas e do Divino:
Sacro ciclo quaresmal…
Ciclo junino e julino:
Papai Noel no Natal…

As doze noites festivas:
Iniciam-se no Natal…
O culto ao Sol Invictus:
Antigo e tradicional…
Vai até 6 de janeiro:Reis
Magos universal

Diversas festividades:
Festas do Cristianismo…
Divindades,santos, santas:
Festejos do ecumenismo…
Nosso Senhor, Nossa Swnhora:
Procissões do sincrertismo…

Os índios também celebram:
Fazem os seus festivais…
É festa de todo tipo:
Festanças monumentais:
Tem as festas evangélicas:
E as festas orientais…

Folguedos, bailes e cultos:
Práticas devocionais…
Tropos, autos, malhações:
Votos sobrenaturais…
Deuses, bruxas, orixás:
Viagens transcendentais…

Cultura e arte do povo:
Cerimônias…Rituais
Expressões do sentimento:
Desatam laços sociais…
Lavam a alma da gente:
Sonho, canto, festivais…

Tantas festas populares:
Lembranças e emoções:
Carnaval sempre presente:
Na marcha dos corações…
Desfiles nas passarelas:
Em dia brados foliões…

Mani.fest.ações de rua:
O Galo da Madrugada…
Trio Elétrico da Bahia:
No Cerrado a cavalhada…
Catira…Cordel…Divino:
Cateretê e congada…

Juninas festas julinas:
Sobressai o São-João…
Quadrilhas, arrasta-pé:
Fogos, fogueira, balão…
Pamonha e milho assado:
Festa boa é no Sertão…

Música, teatro, dança:
Sinônimo de alegria
Uma lona colorida
O palhaço que arrelia…
Desde Maximus em Roma:
O circo nos fantasia…

Sociedade do Espetaculo:
Des.Ilusão, malabar…
Platéia – arqui.bancada:
Gol na festa popular…
Futebol circo moderno:
A multidão a sonhar…

Garrincha,alegria do povo:
Fez a massa delirar…
Driblava Zé e João:
Era festa popular…
O anjo das pernas tortas:
Soube carnavalizar…

As palhaçadas da vida:
Sonho televisionado…
Bobo da corte moderno:
O povo vive adestrado…
Novelas do cotidiano:
No mundo globalizado…

Bailes em todo o Brasil
Centro, Sul, Sudeste, Norte
O Nordeste pega fogo
Alma em teletransporte
Carnaval é poesia:
A vida ilude a morte…

Abre Alas com Chiquinha
No entrudo, teve origem
Cordões pelas avenidas
Balanço que dá vertigem
A multidão se sacode:
Manda embora a fuligem…

Noel, Ary, Pixinguinha
Jacob com seu bandolim
Trio elétrico na folia
Armandinho, serafim
Dodô e Osmar no ritmo:
Salve o Senhor do Bonfim…

Carmen Miranda, Tropicália:
Bumba-Meu-Boi sedutor…
Maxixe, afoxé…lundu…
O samba interlocutor…
Todo mundo na folia:
Ritmos de paz e amor…

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto…
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto…
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto…

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira…
Asssar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira…
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira…

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira…
Cachaça de alambique:
Cana boa de primeira…
Quentão, verso, cantoria:
Pra curar a pasmaceira…

Festival da Música Brasileira
Festival da Nova Música Popular
Festival Internacional da Canção
O Cantador a declamar
Alegria, Alegria:
Vamos todos festejar…

Dancei no Boi do Teodoro:
Desfilei no Pacotão…
Charles Preto na surdina:
Perfilou na contra-mão…
Cassetete da Polícia:
Abaixo a Repressão…

Cantigas…Contos… Brinquedos:
Nos sonhos do dia-a-dia:
Oktoberfest, micarê…
Máscaras da fantasia:
Joãozinho Trinta – Jamelão:
Nossas festas têm magia…

Amazonas Parintins:
Caprichoso e Garantido:
Cunhã Poranga e Pajé:
Saci e boto atrevido…
Gigante Juma – Curupira:
Boitatá bem sacudido…

Bumbódromo tupiniquim
ilha Tupinambarana:
Mapinguari e Mãe-Dágua:
A floresta nos irmana…
Açai…Cupuaçú:
Ecos da sussuarana…

Dança a Mula-sem-cabeça
Mãe-de-ouro na folia…
Corpo-Seco, Pisadeira:
Destranca a rua, Maria:
Com as sete chaves da vida:
Consagrada epifania…

Nosso Senhor dos Navegantes:
Linda Conceição da Praia…
Fui à Pesca do Xaréu:
No mar se via arraia…
Na Festa de Iemanjá:
Capoeira, mini-saia…

Nossa Senhora do Rosário:
Pirenópolis-Catalão…
Goiás Velho e Trindade:
Juazeiro no Sertão:
Lampião e Padim Ciço:
Reza de Frei Damião…

Raízes culturais do Brasil:
Questão de identidade…
Círio e Aparecida:
Interior e cidade…
Procissão do Fogaréu:
Festa…Multiplicidade…

Candomblé Umbandaum:
No Pelô o saravá…
Mãe Menininha, a bênção:
Iluminou Gantoá…
Os orixás da Prainha:
No Lago Paranoá…

Ciranda, Cirandinha:
Lia de Itamaracá…
Serenata, romaria:
Seu Ioiô e Dona Iaiá:
Pega-pega; esconde-esconde:
Lá…aqui e cacolá…

Parlenda, cantiga de roda:
Trava-a-língua e tirana…
Anedota e piada:
Na casa da Mãe Joana:
Tem chorinho e modinha:
Lá na Vila Mariana…

Mestre Salustiano se foi:
Antônio Nóbrega ficou…
O Quinteto Violado:
A sua marca nos deixou…
Na Afrociberdelia:
Chico ciência cantou…

No ritmo do improviso:
Inácio da Catingueira…
Cego Aderaldo na rima:
Desafia Zé Limeira…
Festa em Campina Grande:
Xaxado…Mulher Rendeira…

Repercutem os tambores:
Oferenda a Iemanjá…
Oxum, Xangô,Iansã:
Oxóssi, Ogum, Oxalá…
Macumbanda…Candomblé:
Iaô…Ylê…Iaiá…

Cristão e mouros em luta:
A famosa cavalhada…
Pastoril e seus cordões:
Sebastião na congada…
Zabumbas e maracás:
Sacodem a caboclada…

Nossa Senhora Aparecida:
Festa da Boa Viagem…
Santos Reis, São Benedito:
Chegança…Camaradagem…
Pajelança…Uca-Uca:
Nossos ritos de passagem…

O Brasil se sassarica:
Se sacode na noitada…
Pula, dança e festeja:
Pagode e marujada:
Xoxoteia xaxaxando:
Se remexe na lambada…

Nas festas de hoje em dia:
Tudo está muito mudado…
Tem show e tecnologia:
Se perdeu o rebolado…
Saudade do forrobodó:
No terreiro e no roçado…

Nas noites de minha infância:
Não tinha eletricidade…
A luz era à luz da lua…
Tinha estrelicidade…
Dos festejos de menino:
Lembro e morro de saudade…

Nosso povo é sonhador:
Deseja o essencial…
Terra, amor, casa, comida:
Trabalho, vida normal …
Quer a paz e equilíbrio
E festejar o Carnaval…

Valorização da Arte
É ação de resistência
A cultura é vital
Pra nossa sobrevivência
Livros, arroz e feijão
Na festa da consciência.

Pra você tudo de bom:
Saúde…Fraternidade
Um Natal de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso e Felicidade…

Um Ano-Novo de glórias:
Sua estrela vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa a vitória alcançar
Universe a fantasia:
Numa Festa Popular…

Gustavo Dourado
http://www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB). Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.Autor de 12 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.Tema de teses de mestrado e doutorado http://www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net

Tags: arte, brasília, cordel, cultura, dourado, festa, festival, gente, gustavo, história

Cordel para Machado de Assis: O Bruxo do Cosme Velho…

01/11/2008

Cordel para Machado de Assis: O Bruxo do Cosme Velho…

Gustavo Dourado

 

Joaquim Maria Machado de Assis:
Do Morro do Livramento…
De um moleque baleiro:
A Gênio e ás no talento…
Mago da Literatura:
Luzeiro do Pensamento…

21/06/1839:
Deu-se o seu nascimento…
Veio ao mundo no Rio:
Na Quinta do Livramento…
Mestre Machado de Assis:
Expressão do pensamento…

Francisco José de Assis:
Maria Leopoldina Machado…
Genitores do Escritor:
Mestre, acadêmico, letrado…
A gênese do romancista:
Tenho comigo anotado…

Bem pequeno ficou órfão:
De sua mamãe querida…
Foi-seu o pai logo depois:
Uma machadada na vida…
Maria Inês, a madrasta:
Deu-lhe amor, pão e guarida…

Não podia estudar:
Nem teve acesso à escola…
Era vendedor de bala:
Para não pedir esmola…
O preconceito era grande:
Ainda não havia bola…

Sacristão de Lampadosa:
Aprendeu latim-francês…
Estudou o alemão:
O idioma inglês…
Se estivesse por aqui:
Falaria até chinês…

Garoto pobre-mulato:
Na Capital Federal…
Época de febre amarela:
Mínima era industrial…
Tudo era importado:
O Brasil era quintal…

Padre Silveira Sarmento:
Incentivou a Machado…
Um menino inteligente:
Logo se tornou letrado…
Para sair do sofrimento:
Da triste vida de gado…

Veio de família pobre:
Persistente e esforçado…
Teve aos 16 anos:
Um poema publicado…
O livreiro Paula Brito:
Contratou nosso Machado…

Londres ditava a moda:
Imperava a escravidão…
Fabricaram a dívida externa:
A capital submissão…
E Machado no cenário…
Fluía arte e criação…

Publicou o soneto era “Ela”:
Que grande coisa não era…
Na Marmota Fluminense:
Deu asas à quimera…
Foi caixeiro e vendedor:
E um revisor bem fera…

Na Marmota Fluminense:
Começou a escrever…
Era 1855:
Como pude perceber…
Até 1861:
Colaborou pra valer…

Ano 1856:
Tipografia Nacional…
Manuel Antônio de Almeida:
Influência natural…
Até 1858:
Aprendizado literal…

Tornou-se ajudante:
Do Diário Oficial…
Registro em periódicos
Sua obra inicial…
Trabalhou em Ministério:
Foi primeiro-oficial…

Colaborou na Imprensa:
No Correio Mercantil:
Diário do Rio de Janeiro:
Machado a mais de mil…
Jornal da Tarde, O Globo:
Na Capital do Brasil…

No Jornal das Famílias:
E na Revista Brasileira…
Na Gazeta de Notícias:
Sua prosa de primeira…
Semana Ilustrada, O Cruzeiro:
Machado na dianteira…

1866:
Carolina chega ao Rio…
(Irmã do poeta Faustino) :
Sempre foi mulher de brio…
Foi na vida de Machado:
Sol, poesia, amore mio…

Ministério da Agricultura:
Oficial de gabinete…
Gostava de circular:
Pela Rua do Catete:
E no Largo do Machado:
Bebia Café com Leite…

Em 1869:
Casou-se com Carolina…
Machado, quase gago:
Escritor de bela sina…
Lutou contra o preconceito:
E conquistou a menina …

Machado é Rio Antigo:
Cosme Velho – Ouvidor…
Na Rua dos Andradas:
Exercitou o Amor…
Com a musa Carolina:
Um romance alentador…

Histórias da Meia-Noite:
O livro Ressurreição…
Morou na Rua da Lapa:
Início da trans.formação…
Na Rua das Laranjeiras:
Deu-se a iniciação…

Poesia, Americanas:
A musa a lhe inspirar…
Crisálidas foi o início:
De um poeta a germinar…
Gil, Job e Platão:
Pseudônimos soube usar…

Falenas…Ocidentais:
Helena…A Cartomante…
Histórias sem Data…Contos:
Machado sempre adiante…
O Alienista…Missa do Galo:
Pulsa alto como Dante…

Teceu a Mão e a Luva:
A obra Iaiá Garcia…
Fez os Contos Fluminenses:
Estudou Filosofia…
Histórias da Meia-Noite: 

Reflexos do dia-a-dia… 

A crítica de Araripe:
Mostrou-se a má vontade…
Machado ultrapassou:
Toda a criticidade…
Foi além e transmutou-se:
Em ouro da imortalidade…

Vitor de Paula…Job:
Max e depois Lara…
Publicou com vários nomes:
Uma obra que não pára…
Criativo e talentoso:
Flui o gênio que Deus dara…

República e Abolição:
O grito da liberdade…
Combate à escravidão:
Ares de civilidade…
Época de Realismo:
De nova sociedade ..

Poesia nova, realista:
Distante do Romantismo…
Campanha abolicionista:
Marx e o Comunismo…
Machado além do Real:
Bebeu no Naturalismo…

1878-79:
Em Friburgo, temporada:
Tratamento de saúde:
Novo alento na jornada…
Eis um novo escritor de obra:
Prima…Vera – madrugada…

Memórias Póstumas de Brás Cubas:
Arte de lapidação…
Texto de engenharia:
Sentimento e emoção…
Criatividade à flor da pele:
Deu asas ao coração…

Publicou Memórias Póstumas:
Na Revista Brasileira…
É um livro essencial:
Que marca a sua carreira…
Na Gazeta de Notícias:
Foi cronista de primeira…

Memórias saiu em livro:
Destaque para Machado…
Publicou Papéis Avulsos:
Texto bem elaborado…
Rua Cosme Velho, 18:
Muito bem acomodado…

Em Machado há ironia:
Dúvida e questionamento…
Capitu traiu ou não?
A resposta voa ao vento…
O Amor tudo ultrapassa:
Revela-se o sentimento…

Oficial da Ordem da Rosa:
Por decreto imperial…
Diretor de Viação:
Várias Histórias, afinal…
Machado se consagrou:
No cenário nacional…

Fundou a Academia:
Logo eleito presidente…
Quincas Borba reflete:
Um escritor sapiente…
O romance Dom Casmurro:
Eis um livro consciente…

Cadeira 23:
Da Brasileira Academia…
José de Alencar, patrono:
Machado o enaltecia…
O mestre de Iracema:
Machado sempre o lia…

13 comédias ligeiras:
A verve de dramaturgo…
Tu, só tu, puro amor:
Foi além de taumaturgo…
Fez Lição de Botânica:
Um texto pra demiurgo…

Velhas Histórias escreveu:
Contos, Páginas Recolhidas
Fez Poesias Completas:
Suas obras sempre lidas…
Vejo os seus personagens:
Por praças e avenidas…

20/10/1904:
Morreu a sua Carolina…
Companheira solidária:
Fraterna e diamantina…
Amada de toda a vida:
Uma perda repentina…

Romance Esaú e Jacó:
Fez-se a publicação…
Relíquias de Casa Velha:
Processo de elaboração…
Em 1906:
Teve a editoração…

Relíquias de Casa Velha:
Dedicou a Carolina…
“Ao pé do leito derradeiro”:
Soneto de verve fina…
Uma pérola na poesia:
Além da prosa cristalina…

1/06/1908:
Pediu licença Machado…
Para tratar da saúde:
Estava debilitado…
Memorial de Aires, romance:
Foi o último publicado…

3h20, 29 de setembro:
Morte do grande escritor…
Em 1908…
Foi-se embora o criador
Saudado por Rui Barbosa:
Magistrado e orador…

Cronista -Teatrólogo:
Poeta, crítico literário…
Jornalista, pensador…
Decifrou o dicionário…
Shakespeare tupiniquim:
Mestre do vocabulário…

Ficou a obra-prima:
Grandiosa, genial…
Há muito influencia:
A cultura nacional…
Machado eternizou-se
No cenário universal…

100 anos sem Machado:
E ele sempre presente…
Sua arte é escultura:
Que orgulha nossa gente…
É cânone da literatura:
Do Ocidente ao Oriente…

Seu romance transcendeu:
Para além da dialética…
É obra de bom calibre:
Que equilibra a ética…
É pedra filosofal
Quintessência da estética…

*Gustavo Dourado. Poeta e cordelista baiano.brasiliense. Letras(UnB).
Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.
Autor de 11 livros. Premiado na Áustria. Selecionado pela Unesco.
Tema de teses de mestrado e doutorado.
www.gustavodourado.com.br

www.gustavodourado.com.br/cordel.htm

www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado

tags: Machado de Assis, Rio, Cosme Velho, Capitu, Dom Casmurro, Brás Cubas, Quincas Borba, Alienista, Casa Velha, Crisálidas…Gustavo Dourado,

Cordel: das Origens à atualidade da Internet

31/10/2008
Cordel: das Origens à atualidade da Internet
Escrito por Gustavo Dourado   

 

 

Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, O Cachorro dos Mortos, A Chegada de Lampião no Inferno, Viagem a São Saruê… São livros do povo (alicerçado no pensamento do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista). Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil. Quintessências da Literatura de Cordel.

Origens do Cordel

Cordel. Vem de corda, cordão, cordial, toca o coração.
Os folhetos eram expostos em cordões, lençois, esteiras, nas feiras, praças, portas das igrejas, bancas e nos mercados. Literatura de cordel, poesia de cordel, romance, folheto(s), arrecifes, abcs, “folhas volantes” ou “folhas soltas”,”littèratue de colportage”,”cocks” ou “catchpennies”, “broadsiddes”, “hojas” e “corridos”…
São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos.
No Brasil, o termo cordel se consagrou como sinônimo de poesia popular. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou “acontecidos”.

As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval. Têm suas bases na França (Provença), do século XI e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poética nativa do índio, a criatividade e o ritmo da poesia do negro e dos vaqueiros e tropeiros (o aboio). Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical, integrando-se a outros ritmos como o baião, o xote, o xaxado e o forró. Ganhou uma característica especial com o advento da xilogravura, na ilustração das capas de milhares de folhetos.

 

Polêmica e complexidade dos ciclos temáticos

Os principais temas e ciclos do cordel (minha classificação) abordam vários assuntos: abcs; religiosidade; costumes; romances; história; heroísmo (façanhas); cavalaria (vaqueiros, bois, cavaleiros, tropeiros); valores, moral e ética; atualidades; circunstâncias; fatos e acontecidos; sociais e noticiosos, louvações; fantasias (fantástico maravilhoso); profecias, apocalipse e fim do mundo; biografias e personalidades; poder, estado e governo; política e corrupção; exemplos; intempéries e fenômenos da natureza (secas, inundações, maremotos, terremotos etc); crimes; coronelismo; cangaço, valentia, banditismo e jagunçagem(Lampião, Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira); Padre Cícero(O Santo do Juazeiro); Frei Damião; Getúlio Vargas(Estado Novo, conquistas trabalhistas);Antônio Conselheiro(Canudos); Coluna Prestes e Revoltosos; Juscelino Kubitschek(construção de Brasília); Lula; televisão e cinema; ciência e tecnologia; Internet; crítica e sátira; humor, obscenidade,putaria e sacanagem(pornocordel); terrorismo(atentados) e guerras; modernidade e contemporaneidade; desafios, cantorias e pelejas, entre outros menos conhecidos e ainda não catalogados etc.

 

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) “Ciclo heróico, trágico e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios.”

 

Mitologia e Trovadorismo…

A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil (ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais, no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Provençal

 

Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte. As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio – caldaica – hebréia – greco – latina e afro – indígena…
Não se pode esquecer a influência bíblica (Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse), do Lunário Perpétuo, enciclopédias, dicionários, almanaques, dos grandes livros religiosos e belos cânticos de todos os tempos, presentes nas diversas civilizações ao longo do processo histórico.

Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvolvimento da poesia popular, por sua antigüidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te – King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental.

A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana – afro – brasilíndia e galego – castelã… Sem esquecer da verve provençal e italiana (latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, gauleses, bretões, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África.

Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve inventiva do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Quevedo e Cervantes (Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que o cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética.

É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma histórica, principalmente a partir dos Doze Pares da França (que retrata os tempos do Imperador Carlos Magno), das gestas e epopéias, dos bardos, apodos, Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.

Os trovadores foram os principais precursores e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco, até chegar em Campina Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde criou raízes e imortalizou-se na verve dos poetas cordelistas e cantadores repentistas.

Não se pode esquecer o papel do boi (ciclo do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro (batuque, orixás, terreiros, candomblé), dos índios, caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos, garimpeiros, aventureiros, lavradores, vaqueiros e tropeiros: disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão, da poesia regional e universal. Os poetas cantam a sua aldeia e desencantam os universos.

A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e do romanceiro medieval.

 

Pesquisa, influências e confluências…

O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, leitores, amantes e pesquisadores da cultura popular, nomes como: Luís da Câmara Cascudo, Leonardo Mota, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Rogaciano Leite, Jorge Amado, Glauber Rocha (pai do Cinema Novo), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Rachel de Queiroz(O Quinze), José Américo de Almeida(A Bagaceira), José Lins do Rego(Fogo Morto), Graciliano Ramos(Vidas Secas), Mário de Andrade(Macunaíma), Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, Cavalcanti Proença, Roberto Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liêdo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho,
Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus,Silvano Peloso, Zé Ramalho, Soares Feitosa(Jornal de Poesia),Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira,Fausto Neto,Teófilo Braga, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário( Cordel Campina), Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo, Doralice Alves de Queiroz, Esmeralda Batista, Viviane de Melo Resende, Márcia Abreu, Assis Ângelo, A.M Galvão, V.M Resende,Shirlley Guerra, Maria Julita Nunes e tantos outros destaques do mundo culturaliterário.

Renomados criadores das artes e da literatura brasileira foram influenciados pelo cordel. Saliento os principais que me recordo: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Freire, José Nêumane Pinto e tantos outros criadores significativos.
Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Antônio Nóbrega, Quinteto Violado, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Belchior, Caçulinha, Mário Zan, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Oswaldinho, Clodo, Climério e Clésio(Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa,Ary Barroso, Vital Farias, Genival Lacerda,Diana Pequeno, Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel do Fogo Encantado,Castanha e Caju, Cegas de Campina Grande, Jorge Antunes, Anand Rao, Argemiro Neto, Genésio Tocantins, Paulinho Pedra Azul, Beirão, Waldonys, Robertinho do Acordeon,Zé Calixto, Arlindo dos Oito Baixos, Gérson Filho, Pedro Sertanejo, Furinchu, Chiquinho do Acordeon, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, João Gilberto e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica.

 

Mitos e precursores

Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário “Zé Limeira”, fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas… Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa, Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano da Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Rodolfo Coelho Cavalcante,Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória.

Não posso esquecer de figuras místicas do universo sertânico do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos…

 

Presença no Brasil: do sertão às grandes cidades

No Brasil, o cordel ganhou estatura poética na Região Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, Vale do São Francisco, Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, a mítica Serra do Teixeira (Olimpo da Poesia), Campina Grande (Capital do Cordel), João Pessoa, Vales do Jaguaribe, Parnaíba, Gurguéia; Chapada Diamantina, Chapada do Apodi,Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Ibititá, Recife dos Cardosos, Lapão, Rochedo, Ibipeba, Canarana, Taguatinga, Águas Claras, Serra Talhada, Quixadá, Qixeramobim, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Aracati,Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Teixeira,Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Senhor do Bonfim,Uauá, Chorrochó, Maceió, Natal, São Luís, Cachoeira dos Índios, Terezina, Parnaíba, Belém, Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Santarém, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Sertânia, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo,Campinas,Diadema,Brasília /Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste.

Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa – no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo.

Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos poemas dos vates – poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do improviso), Silvino Pirauá de Lima (o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa (um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros (um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, Diniz Vitorino, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Zé Mariano, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, Apolônio Alves dos Santos, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Joăo de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Pedro Osmar, Geraldo Emídio de Souza, Olegário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Francisca Barrosa, Lourdes Ramalho, Tindinha Laurentino, Maria da Piedade Correia – Maria Diva Guiapuan Vieira, Vânia Diniz, Lilian Maial, Vânia Freitas, Cora Coralina, José Leocádio Bezerra, Antônio Barreto, Antônio Vieira, Bule-Bule, Gutemberg Santana, Jotacê Freitas, Leandro Tranquilino Pereira, Luar do Conselheiro, Maísa Miranda, Marco Haurélio, Sérgio Baialista e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.

 

Cordel na Internet

 

Amargedom, Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos (Mestre Egídio), Gonçalo Ferreira da Silva, Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo.(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações.

O cordel tem presença constante no mundo virtual. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet, temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e composta por seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade.

Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: O Cordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, em Campina Grande, Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas.

O cordel subsiste, sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries, dificuldades e antropofagias da Indústria cultural midiática, globalizante e da invasão cultural norte-americana…

São imprescindíveis a divulgação na mídia e na web, distribuição eficiente, abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal…
A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular.

 

Cordel no Planalto Central do Brasil

Quem quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite:
http://www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
http://www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm
http://www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm
http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32
http://www.gargantadaserpente.com/cordel/
http://www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/
http://www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm
http://www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744 (file.doc)
http://www.gustavodourado.com.br/Cordel%20e%20cinema.htm
http://cordel.zip.net/

Veja também:

http://www.portaldocordel.com.br/cordelistaGustavoDourado.html
http://www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/60machadoAssis.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/01tropicalia.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/30guimaraesRosa.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/04JorgeAmado.pdf
http://www.jornalismo.com.br/gustavodourado
http://www.ablc.com.br/
http://www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm
http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html
http://www.camarabrasileira.com/cordel.htm


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