Arquivo da categoria ‘Cordel’

Cordel para Patativa do Assaré

11/07/2009
Cordel para Patativa do Assaré:
Em comemoração ao centenário do poeta cearense…
Gustavo Dourado

Antônio Gonçalves da Silva:
Um criador destemido…
Grão-mestre do improviso
O Patativa conhecido…
Patativa do Assaré:
Poeta lido e ouvido…

Nasceu em 5 de março:
1909,o ano…
No Estado do Ceará:
Um poeta soberano
Exímio compositor:
Ritmo fagneriano…

A Triste Partida…Meu Protesto
O Poeta da Roça:Vou Vorá
Apelo dum Agricultor
Vaca Estrela e Boi Fubá
Coisas do Rio de Janeiro:
“Cante Lá que eu Canto Cá”…

Se Existe Inferno:
Mote/Glosas a rimar…
Peixe…Você se Lembra?
Poeta a nos encantar…
Patativa do Assaré:
Num galope a beira mar…

Inspiração Nordestina – 1956:
Primeiro livro de poesia…
Cantos do Patativa -1967:
Carrego na fantasia…
“Cante Lá que Eu Canto Cá”:
Consagrada alquimia…

Ispinho e Fulô – 1988:
Patativa e Outros Poetas de Assaré…
Cordéis – 1993:
Aqui Tem Coisa: Não é?!
Biblioteca de Cordel, Balceiro:
Ao pé da mesa, seu Zé…

Poeta bem popular:
Exímio compositor…
Filho da contradição:
Vate interlocutor…
Mote, peleja, desafio:
Faro improvisador…

Veio de família pobre:
Da arte da agricultura…
Lutou pela sobrevivência:
Sem perder sua candura…
Lavoura, subsistência:
Doença, fome, amargura…

Ficou cego de um olho:
Ainda bem pequenino…
Padeceu o sofrimento
Desde o tempo de menino…
Aos oito anos de idade:
Sofreu mais um desatino…

Antônio perdeu o pai:
E precisou trabalhar…
Para ajudar a família:
Foi a terra cultivar…
Era preciso resistir:
Para a fome não matar…

A roça era o caminho:
Para poder sobreviver…
Tempo de analfabetismo:
Poucos lá sabiam ler…
Quem não sabe a leitura:
Muito pouco pode ver…

Aos 12 anos na escola:
Começou a aprender:
Logo é alfabetizado:
Passou a compreender
A arte da Aritmética:
Matematiza o viver…

Fluiu criatividade:
No ritmo do improviso…
É a poesia que nasce:
Sem licença, sem aviso:
Mistura verso e dor:
Sem perder o seu sorriso…

Repente, cordel, cantoria:
Começa a se apresentar…
Eventos, festividades:
Patativa está no ar…
É ouvido na Araripe:
Por Arraes de Alencar…

Por volta dos 20 anos:
É chamado Patativa…
O seu canto tem beleza:
Sua poesia é altiva…
Patativa do Assaré:
De poesia sempre-viva…

No Cratoe no Juazeiro:
Poesia de arte fina…
Publica o primeiro livro:
Inspiração Nordestina…
Os Cantos do Patativa:
Com a verve cristalina…

Patativa do Assaré:
Novos poemas comentados…
Em coletânea poética:
Textos bem apreciados…
“Cante lá que eu canto cá”:
Os seus versos consagrados…

Nove filhos com Belinha:
Esposa de toda a vida….
Amava o Cariri:
A sua terra querida…
Memorizava o verso:
Fez da arte sua lida…

Nordestino Sim, Nordestinado Não:
Apelo dum Agricultor…
Vaca estrela e Boi Fubá:
De A Triste Partida, criador…
Coisas do Rio de Janeiro:
Versos de um cantador…

Se Existe Inferno, Você se Lembra?
Peixe, A Terra é Naturá…
Tantos versos pela vida:
Meu Protesto, Vou Vorá…
O Poeta da Roça, Mote/Glosas:
Cante Lá que eu Canto Cá…

Patativa e Outros Poetas de Assaré:
Ispinho e Fulô, Balceiro…
Aqui tem coisa, Cordéis:
Poetás bem brasileiro…
Biblioteca de Cordel:
Lido até no estrangeiro…

Antologia Poética de Patativa:
Digo e Não Peço Segredo
Ao pé da mesa, com Geraldo:
Foi poeta sem degredo…
Um vate de alta verve:
Homem que não teve medo…

Cidadão de Fortaleza:
“Medalha da Abolição”…
Enredo de Escola de Samba:
Honoris Causa do Sertão…
Homenagem da SBPC:
Pela arte da criação…

Memorial Patativa do Assaré:
Prêmio do Ministério da Cultura:
No Teatro José de Alencar:
A voz da literatura…
Prêmio Unipaz no Ceará:
Holismo, terra, ternura…

Diploma de “Amigo da Cultura”:
“Medalha Francisco de Aguiar”:
Troféu “Sereia de Ouro”:
Prêmio da Cultura Popular…
Em o “Cearense do Século”:
Tirou Terceiro Lugar…

“Biblioteca Pública Patativa do Assaré”:
“Artista do Turismo Cearense”:
Prêmio FIEC, Fortaleza:
Cidadão Norte-Rio-Grandense…
Honoris da UFC e da UECE:
Cidadão caririense…

Título de Doutor em Sergipe:
“Cidadão Empreendedor”…
Troféu do MST:
Pela terra, lutador…
Medalha Ambientalista:
Poeta preservador…

Doutor Honoris Causa:
Títulos e premiações…
Fama e homenagens:
Glórias e celebrações…
Foi poeta popular:
Das cidades aos sertões…

Poeta da agricultura:
Do verso foi lavra-a-dor…
Palavrava a poesia…
Cultivava a sua dor…
Venceu a morte com arte:
Cantou a vida e o amor…

Poesia de sapiência:
De sabença popular…
Memória de elefante:
Mestre no improvisar…
Oralidade fluente:
Feito as ondas do mar…

Dominava o soneto:
A linguagem corporal…
Voz, pausa, entonação:
A expressão facial…
Apreciava Camões:
Foi poeta sem igual…

Metrificava com classe:
Religião, filosofia…
A terra, a fome, o sertão:
A luta do dia a dia…
Praticava a poética:
Ia além da teoria…

Foi poeta veemente:
E mestre na ironia…
Sextilha, décima, soneto:
Era bom no que fazia…
Feiticeiro da palavra:
Um mago da poesia…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

sobre a obra
Homenagem do poeta Gustavo Dourado ao poeta Patativa do Assaré.

tags: Brasília DF poesia patativa do assare gustavodourado ceara crato juazeiro

Ilha da Fanta$ia…

11/07/2009

Ilha da Fanta$ia…

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=4079

Por Gustavo Dourado

Protagonizam o crime:
Fazem a politicagem…
Gastam bilhões para nada:
É crescente a malandragem:
Desviam recursos públicos:
Só aumenta a rapinagem…

Processos e mais processos:
Vivem na ilegalidade…
Roubam o contribuinte:
São ases da improbidade…
Quadrilhas engravatadas:
Vivem de trivialidade…

Escândalos de todo tipo:
São segredos de Estado…
São enigmas na Justiça:
Está tudo combinado…
Penitência para o pobre:
Poder ao endinheirado…

Luxo, farra, diversões:
Na Ilha da Fantasia…
Um defende sempre o outro:
Lutam pela mordomia…
Lagosta, uísque, caviar:
Gula na gastronomia…

Milhares de atos secretos:
Reino da imoralidade…
Vergonhosas atitudes:
Antros de vulgaridade…
Feitorias dos poderes:
Cancros da sociedade…

Coronelismo pós-moderno:
Chicanagem e arrogância…
Corrupção permanente:
Da 1ª à última instância…
Lacaios do entreguismo:
Mentores da ignorância…

Escravizam os e-leitores:
Com a mídia serviçal…
Comandam as televisões:
Rádios, web e jornal…
Patrocinam a sacanagem:
E a baixaria cultural…

Legislam em causa própria:
Fazem o pelo signal…
Adoram deuse$ diabos:
Os sortilégios do mal…
Geram o analfabetismo:
O desemprego letal…

Trem da alegria nos trilhos:
Comissões de indecência…
Concentram poder e renda:
Provocam a violência:
Causam a fome e o medo:
Senhores da imprudência…

Total falta de respeito:
Império da desventura…
A Educação capenga:
Saúde na sepultura…
Cresce a criminalidade:
Tudo se desestrutura…

Fidalgos da mais valia:
Lucram com a exploração…
São mercadores da lei:
Fazem a alienação…
Um exército de robôs:
Na frente da televisão…

Escrevem artigos nos jornais:
São sempre entrevistados…
Mentem com desfaçatez:
Quase sempre elogiados…
Seus espaços são cativos:
Maus atores deslumbrados…

Violação do direito:
Crime generalizado…
Sociedade conivente:
Leniência do Estado…
A Lei funciona bemal:
Ao pobre trancafiado…

Eterno país do futuro:
Fica tudo empacado…
Esgotos a céu aberto:
O povo deseducado…
Culto ao sensacionalismo:
Crime televisionado…

A ciência na sarjeta:
Conhecimento relegado…
Pão e circo para o povo:
Cultura posta de lado…
A educação na lixeira:
O sonho nos é roubado…

Crianças morrem de fome:
Vivem no lixo e na esmola…
São vítimas da violência:
Sem família, sem escola…
Canalhordas sem piedade:
Dão ao povo “craque” e “bola”…

As drogas tomaram conta:
De nossa realidade…
Aumenta a pedofilia:
Aprisionaram a verdade…
Censura prévia na mídia:
Haja imoralidade…

A educação para eles:
Nunca é prioridade…
Só discurso e promessas:
Colorem a leviandade
Só cadeia para o povo:
Fantasmas de liberdade…

Juros, taxas e impostos:
Nos bancos da amargura…
O lucro dos poderosos:
Leva o povo à sepultura…
É difícil sobreviver:
A tanta descompostura…

Corruptos mal diplomados:
De gravata e jaquetão…
Os colarinhos bem sujos:
Malfeitores da Nação…
Phds em mamatas:
Dólares no cuecão…

No futuro antevejo:
Uma nova sociedade…
Um povo bem educado:
O fim da desigualdade…
Sem crise e violência:
Foi só sonho, que saudade…

Gustavo Dourado é escritor, poeta, cordelista, pesquisador, jornalista, professor. Autor de 12 livros e centenas de cordéis. Selecionado pela Unesco. Premiado na França, Alemanha e na Áustria. Tema de tese de mestrado e doutorado no Brasil e no exterior. Colunista do Cronópios. Colabora em jornais e revistas e em diversos sites, blogs e portais da internet.
Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o blog http://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado Antologia poética na Web: www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm E-mail: gustavodourado@gmail.com

Cordel do Ano-Novo

01/01/2009

Cordel do Ano-Novo

 

Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade…
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade…
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade…

2.000 a.C:
Começou o Festival…
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial…
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral…

Festejava-se em março:
Era festa de primeira…
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira…
Saudava o Sol nacente:
Depois da noite festeira…

A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado…
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito… Sol adorado…
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado…

Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado…
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado…
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado…

Em 153 a.C:
O ano-novo romano…
A festa consolidou-se:
No calendário juliano…
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano.

Em 25 de Março:
Era o ano festejado…
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado…

Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro…
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro…
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro…

Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil…
Resquício da tradição:
O 1º de Abril…
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil…

Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado…
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado…
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado…

O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário…
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário…
Luzes…Pirotecnia:
Fluem do vocabulário…

A 19 de março:
Do calendário atual…
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual…
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial…

Hégira… Rosh Hashaná:
Buda…Moisés…Maomé…
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré…
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café…

Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar…
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar…
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar…

Pra você tudo de bom:
Saúde…Felicidade…
Novo ano de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso…Fraternidade…

Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade…
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade…
É hora de união:
Paz, amor e liberdade…

Fogos e oferendas:
E gritos de alegria…
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia…
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria…

Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada…
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada…
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada…

Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação…
Troque a roupa,os lençois:
Alivie a tensão…
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação…

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva…
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva…
Sem guerras e atormentos:
Consciência reflexiva…

Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar…

Feliz Ano-Novo…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado (Amargedom). No DF há 33 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis (UnB), socioculturais.
www.gustavodourado.com.br
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
http://cordel.zip.net 

Fábrica de desilusões…

09/11/2008

Fábrica de desilusões…

O mundo é uma ilusão:
Numérica
Literal…
Nem sempre a verdade está
Com quem dá a última palavra…
O poder é efêmero e fugaz…
A autoridade é passageira…
Passa como passa a fogueira…

Gustavo Dourado

Cordel das Festas Populares

09/11/2008

Cordel das Festas Populares
Gustavo Dourado

A Ciência do Folclore:
Aprendi com o Cascudo…
Patativa deu o mote:
Ariano conteúdo…
Vitalino esculpiu:
Cartola nos disse tudo…

Baião de dois:Farinhada
A sagrada rapadura
Bebo uma talagada
Gole de cachaça pura
Para cantar o Brasil:
E os festejos da cultura…

Conhecimentos e crenças:
Conjunto das tradições…
Danças, ritmos e lendas:
Fábulas…Superstições…
Comidas e vestimentas:
Mitos…Advinhações…

São muitos ciclos festivos:
Ano-Novo…Carnaval…
Ciclo das Águas e do Divino:
Sacro ciclo quaresmal…
Ciclo junino e julino:
Papai Noel no Natal…

As doze noites festivas:
Iniciam-se no Natal…
O culto ao Sol Invictus:
Antigo e tradicional…
Vai até 6 de janeiro:Reis
Magos universal

Diversas festividades:
Festas do Cristianismo…
Divindades,santos, santas:
Festejos do ecumenismo…
Nosso Senhor, Nossa Swnhora:
Procissões do sincrertismo…

Os índios também celebram:
Fazem os seus festivais…
É festa de todo tipo:
Festanças monumentais:
Tem as festas evangélicas:
E as festas orientais…

Folguedos, bailes e cultos:
Práticas devocionais…
Tropos, autos, malhações:
Votos sobrenaturais…
Deuses, bruxas, orixás:
Viagens transcendentais…

Cultura e arte do povo:
Cerimônias…Rituais
Expressões do sentimento:
Desatam laços sociais…
Lavam a alma da gente:
Sonho, canto, festivais…

Tantas festas populares:
Lembranças e emoções:
Carnaval sempre presente:
Na marcha dos corações…
Desfiles nas passarelas:
Em dia brados foliões…

Mani.fest.ações de rua:
O Galo da Madrugada…
Trio Elétrico da Bahia:
No Cerrado a cavalhada…
Catira…Cordel…Divino:
Cateretê e congada…

Juninas festas julinas:
Sobressai o São-João…
Quadrilhas, arrasta-pé:
Fogos, fogueira, balão…
Pamonha e milho assado:
Festa boa é no Sertão…

Música, teatro, dança:
Sinônimo de alegria
Uma lona colorida
O palhaço que arrelia…
Desde Maximus em Roma:
O circo nos fantasia…

Sociedade do Espetaculo:
Des.Ilusão, malabar…
Platéia – arqui.bancada:
Gol na festa popular…
Futebol circo moderno:
A multidão a sonhar…

Garrincha,alegria do povo:
Fez a massa delirar…
Driblava Zé e João:
Era festa popular…
O anjo das pernas tortas:
Soube carnavalizar…

As palhaçadas da vida:
Sonho televisionado…
Bobo da corte moderno:
O povo vive adestrado…
Novelas do cotidiano:
No mundo globalizado…

Bailes em todo o Brasil
Centro, Sul, Sudeste, Norte
O Nordeste pega fogo
Alma em teletransporte
Carnaval é poesia:
A vida ilude a morte…

Abre Alas com Chiquinha
No entrudo, teve origem
Cordões pelas avenidas
Balanço que dá vertigem
A multidão se sacode:
Manda embora a fuligem…

Noel, Ary, Pixinguinha
Jacob com seu bandolim
Trio elétrico na folia
Armandinho, serafim
Dodô e Osmar no ritmo:
Salve o Senhor do Bonfim…

Carmen Miranda, Tropicália:
Bumba-Meu-Boi sedutor…
Maxixe, afoxé…lundu…
O samba interlocutor…
Todo mundo na folia:
Ritmos de paz e amor…

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto…
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto…
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto…

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira…
Asssar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira…
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira…

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira…
Cachaça de alambique:
Cana boa de primeira…
Quentão, verso, cantoria:
Pra curar a pasmaceira…

Festival da Música Brasileira
Festival da Nova Música Popular
Festival Internacional da Canção
O Cantador a declamar
Alegria, Alegria:
Vamos todos festejar…

Dancei no Boi do Teodoro:
Desfilei no Pacotão…
Charles Preto na surdina:
Perfilou na contra-mão…
Cassetete da Polícia:
Abaixo a Repressão…

Cantigas…Contos… Brinquedos:
Nos sonhos do dia-a-dia:
Oktoberfest, micarê…
Máscaras da fantasia:
Joãozinho Trinta – Jamelão:
Nossas festas têm magia…

Amazonas Parintins:
Caprichoso e Garantido:
Cunhã Poranga e Pajé:
Saci e boto atrevido…
Gigante Juma – Curupira:
Boitatá bem sacudido…

Bumbódromo tupiniquim
ilha Tupinambarana:
Mapinguari e Mãe-Dágua:
A floresta nos irmana…
Açai…Cupuaçú:
Ecos da sussuarana…

Dança a Mula-sem-cabeça
Mãe-de-ouro na folia…
Corpo-Seco, Pisadeira:
Destranca a rua, Maria:
Com as sete chaves da vida:
Consagrada epifania…

Nosso Senhor dos Navegantes:
Linda Conceição da Praia…
Fui à Pesca do Xaréu:
No mar se via arraia…
Na Festa de Iemanjá:
Capoeira, mini-saia…

Nossa Senhora do Rosário:
Pirenópolis-Catalão…
Goiás Velho e Trindade:
Juazeiro no Sertão:
Lampião e Padim Ciço:
Reza de Frei Damião…

Raízes culturais do Brasil:
Questão de identidade…
Círio e Aparecida:
Interior e cidade…
Procissão do Fogaréu:
Festa…Multiplicidade…

Candomblé Umbandaum:
No Pelô o saravá…
Mãe Menininha, a bênção:
Iluminou Gantoá…
Os orixás da Prainha:
No Lago Paranoá…

Ciranda, Cirandinha:
Lia de Itamaracá…
Serenata, romaria:
Seu Ioiô e Dona Iaiá:
Pega-pega; esconde-esconde:
Lá…aqui e cacolá…

Parlenda, cantiga de roda:
Trava-a-língua e tirana…
Anedota e piada:
Na casa da Mãe Joana:
Tem chorinho e modinha:
Lá na Vila Mariana…

Mestre Salustiano se foi:
Antônio Nóbrega ficou…
O Quinteto Violado:
A sua marca nos deixou…
Na Afrociberdelia:
Chico ciência cantou…

No ritmo do improviso:
Inácio da Catingueira…
Cego Aderaldo na rima:
Desafia Zé Limeira…
Festa em Campina Grande:
Xaxado…Mulher Rendeira…

Repercutem os tambores:
Oferenda a Iemanjá…
Oxum, Xangô,Iansã:
Oxóssi, Ogum, Oxalá…
Macumbanda…Candomblé:
Iaô…Ylê…Iaiá…

Cristão e mouros em luta:
A famosa cavalhada…
Pastoril e seus cordões:
Sebastião na congada…
Zabumbas e maracás:
Sacodem a caboclada…

Nossa Senhora Aparecida:
Festa da Boa Viagem…
Santos Reis, São Benedito:
Chegança…Camaradagem…
Pajelança…Uca-Uca:
Nossos ritos de passagem…

O Brasil se sassarica:
Se sacode na noitada…
Pula, dança e festeja:
Pagode e marujada:
Xoxoteia xaxaxando:
Se remexe na lambada…

Nas festas de hoje em dia:
Tudo está muito mudado…
Tem show e tecnologia:
Se perdeu o rebolado…
Saudade do forrobodó:
No terreiro e no roçado…

Nas noites de minha infância:
Não tinha eletricidade…
A luz era à luz da lua…
Tinha estrelicidade…
Dos festejos de menino:
Lembro e morro de saudade…

Nosso povo é sonhador:
Deseja o essencial…
Terra, amor, casa, comida:
Trabalho, vida normal …
Quer a paz e equilíbrio
E festejar o Carnaval…

Valorização da Arte
É ação de resistência
A cultura é vital
Pra nossa sobrevivência
Livros, arroz e feijão
Na festa da consciência.

Pra você tudo de bom:
Saúde…Fraternidade
Um Natal de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso e Felicidade…

Um Ano-Novo de glórias:
Sua estrela vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa a vitória alcançar
Universe a fantasia:
Numa Festa Popular…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB). Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.Autor de 12 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.Tema de teses de mestrado e doutorado www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net

Tags: arte, brasília, cordel, cultura, dourado, festa, festival, gente, gustavo, história

Cordel para Machado de Assis: O Bruxo do Cosme Velho…

01/11/2008

Cordel para Machado de Assis: O Bruxo do Cosme Velho…

Gustavo Dourado

 

Joaquim Maria Machado de Assis:
Do Morro do Livramento…
De um moleque baleiro:
A Gênio e ás no talento…
Mago da Literatura:
Luzeiro do Pensamento…

21/06/1839:
Deu-se o seu nascimento…
Veio ao mundo no Rio:
Na Quinta do Livramento…
Mestre Machado de Assis:
Expressão do pensamento…

Francisco José de Assis:
Maria Leopoldina Machado…
Genitores do Escritor:
Mestre, acadêmico, letrado…
A gênese do romancista:
Tenho comigo anotado…

Bem pequeno ficou órfão:
De sua mamãe querida…
Foi-seu o pai logo depois:
Uma machadada na vida…
Maria Inês, a madrasta:
Deu-lhe amor, pão e guarida…

Não podia estudar:
Nem teve acesso à escola…
Era vendedor de bala:
Para não pedir esmola…
O preconceito era grande:
Ainda não havia bola…

Sacristão de Lampadosa:
Aprendeu latim-francês…
Estudou o alemão:
O idioma inglês…
Se estivesse por aqui:
Falaria até chinês…

Garoto pobre-mulato:
Na Capital Federal…
Época de febre amarela:
Mínima era industrial…
Tudo era importado:
O Brasil era quintal…

Padre Silveira Sarmento:
Incentivou a Machado…
Um menino inteligente:
Logo se tornou letrado…
Para sair do sofrimento:
Da triste vida de gado…

Veio de família pobre:
Persistente e esforçado…
Teve aos 16 anos:
Um poema publicado…
O livreiro Paula Brito:
Contratou nosso Machado…

Londres ditava a moda:
Imperava a escravidão…
Fabricaram a dívida externa:
A capital submissão…
E Machado no cenário…
Fluía arte e criação…

Publicou o soneto era “Ela”:
Que grande coisa não era…
Na Marmota Fluminense:
Deu asas à quimera…
Foi caixeiro e vendedor:
E um revisor bem fera…

Na Marmota Fluminense:
Começou a escrever…
Era 1855:
Como pude perceber…
Até 1861:
Colaborou pra valer…

Ano 1856:
Tipografia Nacional…
Manuel Antônio de Almeida:
Influência natural…
Até 1858:
Aprendizado literal…

Tornou-se ajudante:
Do Diário Oficial…
Registro em periódicos
Sua obra inicial…
Trabalhou em Ministério:
Foi primeiro-oficial…

Colaborou na Imprensa:
No Correio Mercantil:
Diário do Rio de Janeiro:
Machado a mais de mil…
Jornal da Tarde, O Globo:
Na Capital do Brasil…

No Jornal das Famílias:
E na Revista Brasileira…
Na Gazeta de Notícias:
Sua prosa de primeira…
Semana Ilustrada, O Cruzeiro:
Machado na dianteira…

1866:
Carolina chega ao Rio…
(Irmã do poeta Faustino) :
Sempre foi mulher de brio…
Foi na vida de Machado:
Sol, poesia, amore mio…

Ministério da Agricultura:
Oficial de gabinete…
Gostava de circular:
Pela Rua do Catete:
E no Largo do Machado:
Bebia Café com Leite…

Em 1869:
Casou-se com Carolina…
Machado, quase gago:
Escritor de bela sina…
Lutou contra o preconceito:
E conquistou a menina …

Machado é Rio Antigo:
Cosme Velho – Ouvidor…
Na Rua dos Andradas:
Exercitou o Amor…
Com a musa Carolina:
Um romance alentador…

Histórias da Meia-Noite:
O livro Ressurreição…
Morou na Rua da Lapa:
Início da trans.formação…
Na Rua das Laranjeiras:
Deu-se a iniciação…

Poesia, Americanas:
A musa a lhe inspirar…
Crisálidas foi o início:
De um poeta a germinar…
Gil, Job e Platão:
Pseudônimos soube usar…

Falenas…Ocidentais:
Helena…A Cartomante…
Histórias sem Data…Contos:
Machado sempre adiante…
O Alienista…Missa do Galo:
Pulsa alto como Dante…

Teceu a Mão e a Luva:
A obra Iaiá Garcia…
Fez os Contos Fluminenses:
Estudou Filosofia…
Histórias da Meia-Noite: 

Reflexos do dia-a-dia… 

A crítica de Araripe:
Mostrou-se a má vontade…
Machado ultrapassou:
Toda a criticidade…
Foi além e transmutou-se:
Em ouro da imortalidade…

Vitor de Paula…Job:
Max e depois Lara…
Publicou com vários nomes:
Uma obra que não pára…
Criativo e talentoso:
Flui o gênio que Deus dara…

República e Abolição:
O grito da liberdade…
Combate à escravidão:
Ares de civilidade…
Época de Realismo:
De nova sociedade ..

Poesia nova, realista:
Distante do Romantismo…
Campanha abolicionista:
Marx e o Comunismo…
Machado além do Real:
Bebeu no Naturalismo…

1878-79:
Em Friburgo, temporada:
Tratamento de saúde:
Novo alento na jornada…
Eis um novo escritor de obra:
Prima…Vera – madrugada…

Memórias Póstumas de Brás Cubas:
Arte de lapidação…
Texto de engenharia:
Sentimento e emoção…
Criatividade à flor da pele:
Deu asas ao coração…

Publicou Memórias Póstumas:
Na Revista Brasileira…
É um livro essencial:
Que marca a sua carreira…
Na Gazeta de Notícias:
Foi cronista de primeira…

Memórias saiu em livro:
Destaque para Machado…
Publicou Papéis Avulsos:
Texto bem elaborado…
Rua Cosme Velho, 18:
Muito bem acomodado…

Em Machado há ironia:
Dúvida e questionamento…
Capitu traiu ou não?
A resposta voa ao vento…
O Amor tudo ultrapassa:
Revela-se o sentimento…

Oficial da Ordem da Rosa:
Por decreto imperial…
Diretor de Viação:
Várias Histórias, afinal…
Machado se consagrou:
No cenário nacional…

Fundou a Academia:
Logo eleito presidente…
Quincas Borba reflete:
Um escritor sapiente…
O romance Dom Casmurro:
Eis um livro consciente…

Cadeira 23:
Da Brasileira Academia…
José de Alencar, patrono:
Machado o enaltecia…
O mestre de Iracema:
Machado sempre o lia…

13 comédias ligeiras:
A verve de dramaturgo…
Tu, só tu, puro amor:
Foi além de taumaturgo…
Fez Lição de Botânica:
Um texto pra demiurgo…

Velhas Histórias escreveu:
Contos, Páginas Recolhidas
Fez Poesias Completas:
Suas obras sempre lidas…
Vejo os seus personagens:
Por praças e avenidas…

20/10/1904:
Morreu a sua Carolina…
Companheira solidária:
Fraterna e diamantina…
Amada de toda a vida:
Uma perda repentina…

Romance Esaú e Jacó:
Fez-se a publicação…
Relíquias de Casa Velha:
Processo de elaboração…
Em 1906:
Teve a editoração…

Relíquias de Casa Velha:
Dedicou a Carolina…
“Ao pé do leito derradeiro”:
Soneto de verve fina…
Uma pérola na poesia:
Além da prosa cristalina…

1/06/1908:
Pediu licença Machado…
Para tratar da saúde:
Estava debilitado…
Memorial de Aires, romance:
Foi o último publicado…

3h20, 29 de setembro:
Morte do grande escritor…
Em 1908…
Foi-se embora o criador
Saudado por Rui Barbosa:
Magistrado e orador…

Cronista -Teatrólogo:
Poeta, crítico literário…
Jornalista, pensador…
Decifrou o dicionário…
Shakespeare tupiniquim:
Mestre do vocabulário…

Ficou a obra-prima:
Grandiosa, genial…
Há muito influencia:
A cultura nacional…
Machado eternizou-se
No cenário universal…

100 anos sem Machado:
E ele sempre presente…
Sua arte é escultura:
Que orgulha nossa gente…
É cânone da literatura:
Do Ocidente ao Oriente…

Seu romance transcendeu:
Para além da dialética…
É obra de bom calibre:
Que equilibra a ética…
É pedra filosofal
Quintessência da estética…

*Gustavo Dourado. Poeta e cordelista baiano.brasiliense. Letras(UnB).
Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.
Autor de 11 livros. Premiado na Áustria. Selecionado pela Unesco.
Tema de teses de mestrado e doutorado.
www.gustavodourado.com.br

www.gustavodourado.com.br/cordel.htm

www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado

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Cordel: das Origens à atualidade da Internet

31/10/2008
Cordel: das Origens à atualidade da Internet
Escrito por Gustavo Dourado   

 

 

Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, O Cachorro dos Mortos, A Chegada de Lampião no Inferno, Viagem a São Saruê… São livros do povo (alicerçado no pensamento do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista). Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil. Quintessências da Literatura de Cordel.

Origens do Cordel

Cordel. Vem de corda, cordão, cordial, toca o coração.
Os folhetos eram expostos em cordões, lençois, esteiras, nas feiras, praças, portas das igrejas, bancas e nos mercados. Literatura de cordel, poesia de cordel, romance, folheto(s), arrecifes, abcs, “folhas volantes” ou “folhas soltas”,”littèratue de colportage”,”cocks” ou “catchpennies”, “broadsiddes”, “hojas” e “corridos”…
São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos.
No Brasil, o termo cordel se consagrou como sinônimo de poesia popular. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou “acontecidos”.

As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval. Têm suas bases na França (Provença), do século XI e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poética nativa do índio, a criatividade e o ritmo da poesia do negro e dos vaqueiros e tropeiros (o aboio). Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical, integrando-se a outros ritmos como o baião, o xote, o xaxado e o forró. Ganhou uma característica especial com o advento da xilogravura, na ilustração das capas de milhares de folhetos.

 

Polêmica e complexidade dos ciclos temáticos

Os principais temas e ciclos do cordel (minha classificação) abordam vários assuntos: abcs; religiosidade; costumes; romances; história; heroísmo (façanhas); cavalaria (vaqueiros, bois, cavaleiros, tropeiros); valores, moral e ética; atualidades; circunstâncias; fatos e acontecidos; sociais e noticiosos, louvações; fantasias (fantástico maravilhoso); profecias, apocalipse e fim do mundo; biografias e personalidades; poder, estado e governo; política e corrupção; exemplos; intempéries e fenômenos da natureza (secas, inundações, maremotos, terremotos etc); crimes; coronelismo; cangaço, valentia, banditismo e jagunçagem(Lampião, Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira); Padre Cícero(O Santo do Juazeiro); Frei Damião; Getúlio Vargas(Estado Novo, conquistas trabalhistas);Antônio Conselheiro(Canudos); Coluna Prestes e Revoltosos; Juscelino Kubitschek(construção de Brasília); Lula; televisão e cinema; ciência e tecnologia; Internet; crítica e sátira; humor, obscenidade,putaria e sacanagem(pornocordel); terrorismo(atentados) e guerras; modernidade e contemporaneidade; desafios, cantorias e pelejas, entre outros menos conhecidos e ainda não catalogados etc.

 

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) “Ciclo heróico, trágico e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios.”

 

Mitologia e Trovadorismo…

A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil (ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais, no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Provençal

 

Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte. As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio – caldaica – hebréia – greco – latina e afro – indígena…
Não se pode esquecer a influência bíblica (Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse), do Lunário Perpétuo, enciclopédias, dicionários, almanaques, dos grandes livros religiosos e belos cânticos de todos os tempos, presentes nas diversas civilizações ao longo do processo histórico.

Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvolvimento da poesia popular, por sua antigüidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te – King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental.

A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana – afro – brasilíndia e galego – castelã… Sem esquecer da verve provençal e italiana (latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, gauleses, bretões, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África.

Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve inventiva do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Quevedo e Cervantes (Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que o cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética.

É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma histórica, principalmente a partir dos Doze Pares da França (que retrata os tempos do Imperador Carlos Magno), das gestas e epopéias, dos bardos, apodos, Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.

Os trovadores foram os principais precursores e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco, até chegar em Campina Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde criou raízes e imortalizou-se na verve dos poetas cordelistas e cantadores repentistas.

Não se pode esquecer o papel do boi (ciclo do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro (batuque, orixás, terreiros, candomblé), dos índios, caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos, garimpeiros, aventureiros, lavradores, vaqueiros e tropeiros: disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão, da poesia regional e universal. Os poetas cantam a sua aldeia e desencantam os universos.

A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e do romanceiro medieval.

 

Pesquisa, influências e confluências…

O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, leitores, amantes e pesquisadores da cultura popular, nomes como: Luís da Câmara Cascudo, Leonardo Mota, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Rogaciano Leite, Jorge Amado, Glauber Rocha (pai do Cinema Novo), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Rachel de Queiroz(O Quinze), José Américo de Almeida(A Bagaceira), José Lins do Rego(Fogo Morto), Graciliano Ramos(Vidas Secas), Mário de Andrade(Macunaíma), Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, Cavalcanti Proença, Roberto Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liêdo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho,
Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus,Silvano Peloso, Zé Ramalho, Soares Feitosa(Jornal de Poesia),Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira,Fausto Neto,Teófilo Braga, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário( Cordel Campina), Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo, Doralice Alves de Queiroz, Esmeralda Batista, Viviane de Melo Resende, Márcia Abreu, Assis Ângelo, A.M Galvão, V.M Resende,Shirlley Guerra, Maria Julita Nunes e tantos outros destaques do mundo culturaliterário.

Renomados criadores das artes e da literatura brasileira foram influenciados pelo cordel. Saliento os principais que me recordo: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Freire, José Nêumane Pinto e tantos outros criadores significativos.
Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Antônio Nóbrega, Quinteto Violado, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Belchior, Caçulinha, Mário Zan, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Oswaldinho, Clodo, Climério e Clésio(Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa,Ary Barroso, Vital Farias, Genival Lacerda,Diana Pequeno, Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel do Fogo Encantado,Castanha e Caju, Cegas de Campina Grande, Jorge Antunes, Anand Rao, Argemiro Neto, Genésio Tocantins, Paulinho Pedra Azul, Beirão, Waldonys, Robertinho do Acordeon,Zé Calixto, Arlindo dos Oito Baixos, Gérson Filho, Pedro Sertanejo, Furinchu, Chiquinho do Acordeon, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, João Gilberto e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica.

 

Mitos e precursores

Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário “Zé Limeira”, fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas… Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa, Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano da Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Rodolfo Coelho Cavalcante,Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória.

Não posso esquecer de figuras místicas do universo sertânico do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos…

 

Presença no Brasil: do sertão às grandes cidades

No Brasil, o cordel ganhou estatura poética na Região Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, Vale do São Francisco, Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, a mítica Serra do Teixeira (Olimpo da Poesia), Campina Grande (Capital do Cordel), João Pessoa, Vales do Jaguaribe, Parnaíba, Gurguéia; Chapada Diamantina, Chapada do Apodi,Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Ibititá, Recife dos Cardosos, Lapão, Rochedo, Ibipeba, Canarana, Taguatinga, Águas Claras, Serra Talhada, Quixadá, Qixeramobim, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Aracati,Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Teixeira,Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Senhor do Bonfim,Uauá, Chorrochó, Maceió, Natal, São Luís, Cachoeira dos Índios, Terezina, Parnaíba, Belém, Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Santarém, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Sertânia, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo,Campinas,Diadema,Brasília /Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste.

Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa – no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo.

Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos poemas dos vates – poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do improviso), Silvino Pirauá de Lima (o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa (um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros (um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, Diniz Vitorino, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Zé Mariano, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, Apolônio Alves dos Santos, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Joăo de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Pedro Osmar, Geraldo Emídio de Souza, Olegário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Francisca Barrosa, Lourdes Ramalho, Tindinha Laurentino, Maria da Piedade Correia – Maria Diva Guiapuan Vieira, Vânia Diniz, Lilian Maial, Vânia Freitas, Cora Coralina, José Leocádio Bezerra, Antônio Barreto, Antônio Vieira, Bule-Bule, Gutemberg Santana, Jotacê Freitas, Leandro Tranquilino Pereira, Luar do Conselheiro, Maísa Miranda, Marco Haurélio, Sérgio Baialista e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.

 

Cordel na Internet

 

Amargedom, Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos (Mestre Egídio), Gonçalo Ferreira da Silva, Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo.(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações.

O cordel tem presença constante no mundo virtual. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet, temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e composta por seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade.

Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: O Cordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, em Campina Grande, Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas.

O cordel subsiste, sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries, dificuldades e antropofagias da Indústria cultural midiática, globalizante e da invasão cultural norte-americana…

São imprescindíveis a divulgação na mídia e na web, distribuição eficiente, abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal…
A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular.

 

Cordel no Planalto Central do Brasil

Quem quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite:
http://www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
http://www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm
http://www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm
http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32
http://www.gargantadaserpente.com/cordel/
http://www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/
http://www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm
http://www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744 (file.doc)
http://www.gustavodourado.com.br/Cordel%20e%20cinema.htm
http://cordel.zip.net/

Veja também:

http://www.portaldocordel.com.br/cordelistaGustavoDourado.html
http://www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/60machadoAssis.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/01tropicalia.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/30guimaraesRosa.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/04JorgeAmado.pdf
http://www.jornalismo.com.br/gustavodourado
http://www.ablc.com.br/
http://www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm
http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html
http://www.camarabrasileira.com/cordel.htm

“Cordel to Walt Whitman”…By Gustavo Dourado

26/04/2008
Yale University: “Cordel to Walt Whitman”…By Gustavo Dourado  
*Cordel to Walt Whitman*

By Gustavo Dourado

“O Captain! My Captain!”
Flui the Whitmania?
Leaves of Grass in time
Press-masterpiece of poetry
Sex and free verse:
Nature and alchemia?

1819 – May 31
Walt Whitman was born
West Hills? Long Island
In New York happened
The poet came to the world:
Good poetry flourished?

Son of Walter and Louisa:
In West Hills lived
1820 – 1823?
The good boy grew
For the Brooklin moved:
This has happened?

Attended public school
Worked in office
>From law and medicine?
Exercise in office
Craft of printing:
Poeta premonit?rio?

In the Mirror in New York:
He worked in journalism
He has been a professor at Suffolk
Part of the criticism
Precursor of beatniks:
In the land of Capitali $ mo?

Lessons in agricultural schools
In Queens, Walt taught
In three years of teaching
To learn previewed
God wings to poetry:
Belo dream transmutou ..

The Long Islander publishes:
Important weekly
In Hungtington edited
Your hebdomad?rio
Verses that now are:
In Webdomad?rio?

Year 1840:
Whitman is voter
In New York City:
Journalist and editor
It operates in journal:
It demonstrates its value?

Write in the New World
Dynamics collaboration
Manages the Brooklin Daily
In permanent performance
Shoot stones of the way:
Search for processing?

He opened the day:
Its big trip
Has Jeff by company
Prepare your message
>From Ohio to the Mississippi:
It consolidates its image?

>From the Alleghenies New Orleans:
Hiking and journalism
Editor-in-Chief Crescent:
It operates in journalism?
The Freeman in Brooklin:
Vate ace in dynamism?

For the roads of life
Poeta innovative
Build homes for the people
H?bil entrepreneur
Difunde his art:
Renova the act creator?

American Election:
Van Bauren president pra
Delegate at convention
It represents its people
It poetry in politics:
It poet trancendente?

Year 1855:
The big publishing
Leaves of Grass op?sculo
You have the first edition
12 poems, first:
In times of change?

Vive a good time:
New cultural circle
Cultiva native language
Search essence National
Whitman is a highlight
n poetry universal?

In 1855:
The father’s death
It strengthens your language
Renova the thought
Transcende the poetry:
Dinamiza the feeling?

The book Leaves of Grass
Earn new edition
384 pages
In good preparation
Poetry high:
Pra if read carefully?

In 1857:
It is named editor
In Brooklyn Daily Times
Expresses the act creator
Combate as injusti?as:
Which brings sorrow and pain?

Destoou the majority
Criticized the meretr?cio
The trade of love
? o mais antigo v?cio
Atacou the falcatruas:
The illegal trade of?

In 1860
The third edition
Leaves of Grass upwards
Are new publication
456 pages
>From art and creation?

The War of Secession
It brings the pain and suffering
Year 1861
It is a time of torment
On April 13:
Death is moving?

Year 1862
In crucial battle
Nurses by good weather
Bela social action
Much worked:
To remedy both badly?

In 1865
It occurs to surrender
Lee, Appomatox
Estanca the revolution
The conflict comes to an end:
It is time for union?

After the fight renhida
>From contradictory act
The poet goes to the fight
Works in office
Nursing and poetry
Writing in office?

Leaves of Grass again
Conquest publication
“The rufar of the drum”
Sai in new edition
Poetry high level
Pra speak to the heart?

Year 1868:
Whitman in German
The poet Freiligrath
Innovation in translation
In newspaper of Augsburg
Publish your version ..

Democratic Publishes Views:
Whitman moving
Leaves of Grass reedita
Renewal of thought
Surge in 5 th edition:
Leaves of Grass to the wind?

In 1873:
Suffering from paralysis
The curse the attacks
Do not forget the poetry
In the city of Washington:
The pain relates the joy?

Paralisado by pain
Do not lose its essence
Search beaches in the Atlantic
In test of patience
Reside in Philadelphia
In times of penance?

Whitman into turbulence:
In New Jersey was live
Residences in Camden:
For 15 years his home
Remained to death:
Leaves of Grass in the air?

Write “Two Rivalets”
Mixing poetry and prose
Sheet Grass reedita
He works of alchemy
Poetics of feeling:
Lights of philosophy?

Osgood & Co., Boston:
It makes the seventh edition
The book Leaves of Grass
In new publication
The poet gained fame:
Along the population?

Eighth edition of the book
In Philadelphia is published
By act of David MacKay
The work is published
Leaves of Grass is:
Much work devoted?

Publish Specimen Days:
In prose of the day-to-day
The poet is resistant
Against paralysis
The writing the animated:
It autobiography?

Year 1884:
A house bought
Mickle Street, 330
Whitman lived there
Camden, New Jersey:
In the poetry he served?

Year 1888:
Unable to walk more
November Boghs in press
Ready to edit
A book of prose and verse:
At 70 to publish?

Year 1891:
Rev? the ninth edition
Folha de Grass, a milestone:
Poetry in transmutation
Work revolutionary
>From a genius of creation?

Year 1892:
It was a great emotion
Day March 26
Parou your heart
It is in the leaves of grass
For the fifth dimension?

“Change me of position, Warry”
Walt Whitman gave
In Camden desencarnou
His spirit s?.sorriu
It was up to other worlds:
His uni.verso has expanded?

Gustavo Dourado

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Gustavo Dourado no Cordel Campina

26/04/2008

GUSTAVO DOURADO

Gustavo Dourado é Baiano de Recife dos Cardosos – Ibititá (região de Irecê)/Chapada Diamantina/Baixo Médio Rio São Francisco. Há 30 anos reside em Brasília. É Cordelista, graduado em Letras (UNB) e Pós-graduado em Gestão(ONU), Literatura, Educação, Folclore, Cultura Popular, Linguagem Teatral e Linguagens Artísticas. Seu trabalho é pesquisado por críticos e jornalistas e foi analisado pela professora, escritora e antropóloga Sylvie Raynal, da Universidade Sorbonne (França), Wolf Lustig, da Alemanha e outros pesquisadores estrangeiros.

Em entrevista ao CORDEL CAMPINA Gustavo Dourado conta sua relação com a Literatura de Cordel desde o sertão da Bahia até as páginas da internet.

Por Rodrigo Apolinário

Cordel Campina: Gustavo Dourado, como foi o seu primeiro contato com a Literatura de Cordel?

Gustavo Dourado: O meu primeiro contato com a Literatura de Cordel e os folhetos ocorreu em minha primeira infância(por volta dos 3 anos), em Recife dos Cardosos, sertão de Ibititá, Região de Irecê, na Chapada Diamantina, lá pelos idos de 1963. Meu pai Ulisses Marques Dourado era lavrador, feirante e dono de venda (comerciante). Tinha um pequeno empório de compra e venda de secos e molhados e materiais básicos de consumo do sertanejo: feijão, arroz, farinha, rapadura, jabá,grãos, doces, querosene e manufaturados, fósforo, alguns remédios e comes e bebes do cotidiano. Não faltava o fumo de rolo e várias marcas de aguardentes, entre outros produtos de consumo do homem do sertão. Foi lá nesse ambiente que travei contato com a cantoria e com a poesia de cordel. Entre os poetas regionais que me recordo estão Zé de Duquinha, cordelista e repentista, irmão de Rota. Eles faziam dupla, eram reiseiros e filhos de Zé Marcolo. Eles fizeram entre outros abcs, o abc de Manuel Quirino, famoso valentão da Chapada Diamantina, pertencente às hostes do Coronel Horácio de Matos. Além dos citados, convém ressaltar a influência do meu irmão-poeta Edenivaldo Alves Dourado(Dene) e do vaqueiro Válter Queiroz(conhecido por Válter Baton), ambos eram cordelistas, gostavam de improvisar e faziam aboios que me encantavam…Não posso esquecer de vários outros nomes de lavradores, vaqueiros, tropeiros, viajantes, aventureiros, trabalhadores rurais, muitos deles advindos da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará, de Alagoas, do Rio Grande do Norte, do Piauí e de outros estados do Nordeste. Os baianos também gostam de um cordel e com a mistura de outros nordestinos a inspiração fluía à flor da pele. É preciso lembrar dos ciganos, dos viajantes, dos aventureiros…

Cordel Campina: Você é um grande propagador da Literatura de Cordel via internet e produz seus cordéis, muitas vezes para serem publicados via internet, como você analisa essa união entre Cultura Popular e Novas Tecnologias?

Gustavo Dourado: Antes da Internet li/conheci diversos cordelistas e os divulgava em Brasília, Taguatinga, Ceilândia, nas escolas, nas faculdades, nos centros culturais, principalmente na UnB, no ICC(Minhocão), nos anfiteatros, no restaurante universitário(bandejão), nos anfiteatros, salas de aula, na biblioteca, nos cursos de Letras, Arquitetura, Comunicação, nos centros acadêmicos e no Centro Olímpico(CO)/alojamento estudantil, nos encontros, nas festas e quermesses.
A união entre cultura popular e as novas tecnologias é uma parceria vital para dinamizar e divulgar a nossa literatura de cordel e outras vertentes culturais-literárias. Antes da Internet era comum se ouvir falar na morte do cordel em jornais, revistas, cursos e seminários acadêmicos. Felizmente com a revolução digital e com a linguagem virtual dos computadores, a literatura de cordel ganhou dimensão jornalística e conquistou uma inesperada autonomia e uma boa divulgação no universo virtual. Ganhou gás e agora tem respiração própria. Hoje temos centenas de cordelistas internautas no Nordeste, em São Paulo, no Rio, em Brasília e por todos os estados do Brasil. Agora é preciso selecionar o joio do trigo e primar pela qualidade textual. É preciso garimpar para separar os cristais, o ouro e os diamantes das pedras brutas. Como ocorre em tudo na vida e na literatura tradicional. A Internet no quesito divulgação foi a salvação da lavoura para os poetas sem espaço na mídia, nos jornais, no rádio e na tv. A Internet deu um golpe certeiro na mídia tradicional que está bêbada diante do fenômeno translingüístico das novas linguagens virtuais/digitextuais.
Só com o tempo é que teremos condições de fazer avaliações mais acuradas e analisar os seus detalhes e futuras projeções.

Cordel Campina: Você já publicou cordéis fora da internet?

Gustavo Dourado: Sim. Vários. O mais conhecido é o Cordel do Corno, com arte de Zé Nobre. Foram publicados milhares de exemplares. Teve vários lançamentos e foi objeto de reporatagem na Rede Globo de Brasília e no Correio Braziliense. Esse cordel rendeu várias histórias. Muitos machões se revelaram autênticos cornos desvalidos e desengonçados. O corno aqui referido, além do corno tradicional avança no terreno do corno político, nos cornos politiqueiros e suas politicagens. À época do Festival de Cinema de Brasília(1991), o ministro da Fazenda leu e gostou do Cordel do Corno. Temos muitos cornéfilos na política. Muitos lobos vestidos em pele de cordeiro. Publiquei o Cordel da Criatividade pela Rede Sarah, em trabalho conjunto com os alunos portadores de deficiência locomotora. Desenvolvi cordéis com artistas plásticos/visuais/designers como J. Borges, Pipol,Toninho de Souza, Arthur Campos, Olga Kapatti, Delei, Zé Nobre, Edgar Santana, Márcia Macedo, Yon, Elias e Gustavo Fontele Dourado e webdesigners como Yara Nazaré, Inês Simões, Vânia Diniz, Efigênia Mallemont, Neli Neto, Elizabeth Misciasci, Anna Paes, Safira Lilás, Lígia Tomarcchio, Rosa Pena, Leila Míccolis, Celso Abrali, Garganta da Serpente, entre tantos outros. O Cordel da Aid$(Cordel da Castração) foi publicado pela Revista Víbora e recebeu elogios de Jorge Amado(grande conhecedor da literatura de cordel).

Cordel Campina: Qual o maior obstáculo em propagar a Literatura de Cordel via internet?

Gustavo Dourado: Quase não se tem obstáculo. A dificuldade maior ainda está no acesso. É preciso democratizar o acesso das camadas populares à Internet e ao computador. Se o Ministério da Cultura, as universidades e as secretarias de cultura dos estados e dos municípios fizessem alguma coisa para apoiar seria fundamental. Por enquanto não tem nenhum tipo de incentivo que eu conheça. Só conversas e promessas e muito blablablá e nhenhenhém. Não conheço nada que seja feito para publicar, divulgar e promover os nossos poetas cordelistas…
Até quando o descaso?!

Cordel Campina: Como você analisa algumas discussões acadêmicas que não vêem a Literatura de Cordel como Literatura?

Gustavo Dourado: Isso é masturbação mental e devaneio de pseudos-intelectuais de miolo-mole e de alguns pretensos acadêmicos sem preparo.
Havia muito preconceito das academias de letras tradicionais contra o cordel. Felizmente, aos poucos isso tem sido eliminado. Graças principalmente ao estudo de intelectuais de renome como Ariano Suassuna, Luís da Câmara Cascudo, Manuel Diégues Júnior, Joseph Luyten, M. Cavalcante Proença e de novos intelectuais como Eduardo Diatahy de Menezes, Patrícia Araújo, Rodrigo Apolinário e Emmanuelle Delabosse, Idelette Muzart, Ria Lemaire e Sylvie Debs.
A literatura de cordel, que é bem popular, bebeu em fontes eruditas na Europa antiga e medieval, tem raízes nos trovadores provençais, nos reis-trovadores, nos celtas e lusitanos, nos poetas alemães da antigüidade e nas tradições orais dos povos primevos das mais diversas civilizações do Oriente e do Ocidente. É preciso haver uma maior divulgação da literatura de cordel nas universidades e escolas brasileiras para se acabar com o preconceito. É o mesmo estigma que havia contra o samba, a capoeira, o choro, o xaxado, o maracatu…frescuras das pseudo-elites intelectuais porta-voz da indústria cultural e da alienação. A literatura de cordel é literatura das mais importantes e destacadas porque é literatura do povo, tem alma e tem raízes seculares.

Cordel Campina: Você participa de outros projetos de propagação da Cultura Popular além dos relacionados à internet?

Gustavo Dourado: Sim. Faço divulgação pessoal junto aos amigos e colegas da literatura/leitores. Divulgo os cordelistas em feiras de livros, palestras, encontros, debates, eventos e seminários. Envio relises e divulgação para a Imprensa. Participo sempre que posso de projetos e eventos que incentivam a cultura popular.

Cordel Campina: O Cordel é um instrumento que deve ser utilizado pela educação?

Gustavo Dourado: Sim e muito. O Cordel é um instrumento educativo, pedagógico, criativo, transformador. Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e outros educadores conheciam o cordel e por ele foram influenciados em seus métodos e no pensamento educativo-cultural. Deveria ser usado em sala de aula, nas aulas de literatura brasileira, artes plásticas, cinema, nos cursos de alfabetização, em seminários, encontros e debates.

Cordel Campina: Como é a atividade cordeliana em Brasília? Existem organizações de cordelistas?

Gustavo Dourado: Temos alguns cordelistas alternativos e independentes, nos quais me relaciono e alguns mais oficiais e ligados à Casa do Cantador.
Há pouca divulgação do que é feito em Brasília pela Imprensa e pelo mercado editorial. A literatura de Brasília quase não tem espaço na mídia, nas editoras e nas livrarias. A maioria dos autores são independentes e pagam as gráficas para publicar os seus livros. O mesmo acontece com os cordelistas. A maioria (penso eu), hoje e cada vez mais migra para a Internet para conseguir um espaço de divulgação. Os jornais estão cada vez mais fechados e as tvs tornaram-se palcos das “midiocridades” dos “big brothers” da vida.

Cordel Campina: Como você observa o trabalho da Academia Brasileira de Literatura de Cordel?

Gustavo Dourado: O pouco que conheço aprovo e valorizo. Eles deveriam abrir mais espaço para os cordelistas mais jovens, inclusive para compor o quadro acadêmico. Creio que com o tempo a Academia será aperfeiçoada e conquistará mais espaços na mídia. É tudo uma questão de tempo e de empreendimento.

Cordel Campina: Como você imagina o futuro do Cordel?

Gustavo Dourado: O Cordel vai evoluir como todas as outras modalidades literárias. Vai dar samba.
Será popularizado e vai interagir com outras linguagens. Principalmente com a música, o cinema e as artes plásticas (xilogravura, eletrogravura). Vai ganhar cada vez mais espaço na Internet e será cada vez mais reconhecido no exterior e pelas universidades estrangeiras. O Cordel tem linguagem universal. É poesia de raiz e está na alma e no sangue do povo. O cordel é bíblico, apocalíptico por natureza e vai transpor a barreira do tempo e alcançar dimensões cósmicas.
Conheça um pouco do cordel que desenvolvo:
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm

Cordel to Federico García Lorca, by Gustavo Dourado

19/04/2008

Cordel to Federico García Lorca, by Gustavo Dourado

Gustavo Dourado (*)

Gran poet español
Vate extraordinary
Federico García Lorca
Creative visionary
From divine inspiration:
Menestrel universário …

Federico García Lorca
The province of Granada
Poeta multiluminado
Amante in the morning
Son of Federico Rodriguez
And Vicenta: mother love …

Born in Fuente Vaqueros
It was vate repak
In 1898:
It came to the world in full
Pra be poet of the people:
Creative condoreiro …

It suffered serious illness
At two years of age
The boy survived
Pra be ace of freedom
A cantador popular:
And lover of the truth …

Learned first letters
With your dear mother.
Master Antonio Espinosa
Inspired its deals
In the mysteries of reading:
Lorca embarked on the life …

They are brothers, Federico
Francisco, Conchita, Isabel
In the College of Almería
He studied the menestrel
Venceu the disease:
Registration here in cordel …

It changed itself to Grenada
To better prepare itself
Sacred Heart of Jesus
Estruturou is the thinking
Lorca sought to know:
For in life was raising …

Year 1914:
University of Granada
Studies and friendships
Dynamism in the journey
Almagro, Burín, Montesinos:
Night, day, almadrugada …

Philosophy, Letters and Law
Cursou the University
Soriano, Barrios, Ortiz
Cultivaram lamizade
Cristobal, Guarnizo, Pizarro:
Peace, love, brotherhood …

Ismael de La Serna:
It was brotherly companion
He studied guitar / piano
Our vate condoreiro
Has soul of cantador:
Spirit of guerrilla …

1916 – 1917
Sentiue the heat of the muse
Come the first poems
The transpiration and uses
Gitano poet Lorca:
Well poet does not excuse …

Artistic Center in Granada
Publica in his Bulletin
Centenary of Zorrilla
Lorca poet Serafim
First literary work:
Lorca: principle endless …

He travels from studies
For several regions
Castilla, Andalusia
Galicia and its rincões
For Spain afora:
He circunavegações …

The curse of the moth
Prvenec Theatre Eslava
Directed by Gregorio Martinez
The poet is burilava
Bailes de La Argentinita:
Federico encantava if …

After the march to Madrid
Friendship with Buńuel
Orueta and Pepín Bello
Lorca: actor-menestrel
Pensador and playwright:
As part of the cordel …

Decorated for Mignoni
Figurinos of Barradas
Travel by Spain
Many dreams on the roads
Zujaira, Granada, Madrid:
Transmutou up in the days …

First Book of Poems
In El Sol is reviewed
By Adolfo Salazar
The book is highlighted
Analysis of “A poet Nuevo”
In a paper titled …

Roda, Alamagro, Marchesi
Maria Luisa and Gabriel
Emilio Prados, Jose Mora
Dedication on paper
Cienfuegos and Ortiz:
Without forgetting Buńuel …

Idos, 1921
Lorca did publication
Balada de la placeta
Poetry flows from the heart
Spanish Contemporary Poets:
Lorca in defence …

Juan Ramón Jimenéz:
Texts of Lorca published
In its revised Index
Juan Lorca released to.
Noche and Suite of Mirrors:
Lorca presented to the people …

El Jardin de las morenas
For Jiménez: seconded
Lorca wrote Canciones
It is a corner of high-cry
The poet repak:
It is a name eternizado …

Published “El Cante Jondo”
Singing primitive Andalusian
Manoel Angeles, Manuel de Falla
Support for Lorca sensitive
Poema del jondo sing:
It is a cancioneiro alive …

“Fiesta for the children”:
By Federico prepared
For friend Manuel de Falla
The party was supported
In 1923:
Here in the land of Grenada …

Cervantes and Strawinsky
Debussy and Rafael
Hermenegildo Lanz:
More Albéniz and Pedrell
Auto de los Reyes Magos:
With Laurita and Isabel …

Licenciou up in Law
At the University of Granada
Along with Gullermo Torre
Concludes hard journey
Federico García Lorca:
Constellation’s Daybreak …

El mundo de García Lorca lírico
Having by Melchor
Published in Madrid:
Lorca even better
Nice and selfless
Magic as Melchior …

Friendship with Prieto:
What was poet-painter
Finished Canciones
Consolidated itself Writer
The Romancero Gitano:
Principia with love …

Produced Dona Rosita
Aperfeiçoou the language
The linguage of the flowers
Lorca brings good message
The poet was built:
Ampliou its image …

It Mariana Pineda
In grand Granada
Correspondence with Guillén
Good written on the road
With the family Dali:
Passed good season …

Ode to Salvador Dali
In Revista de Occidente
In Athenaeum of Valladolid
Lorca won a gift
He reading of poems:
Whenever vate aware …

Recitou poetry alive
In Valladolid, in the Athenaeum
Verses of “Romancero”
Canciones also read
Declamou the Cante Jondo:
The fact so happened …

Francisco de Cassio critical:
He review in newspaper
In El Norte de Castilla
He literal analysis
Lorca gained space:
In cultural voyage …

La Sirena in the carabinero
Out in the Gaceta Literary
Published Viñetas flamencas
He lived read libertarian
Lorca eternal traveler:
Quintessência visionary …

Published its Canciones
In Ediciones Litoral
Dedicou your friends
A poetry unparalleled
Lorca did its history:
In literal universe …

Federico genialma:
Nice and seductive
Expressiva effusion
From a poet troubadour
Caudaloso … Originário:
Brighter En.Cantador …

Cultivou light and purity
Alegria, freedom
Lorca flowed fantasy
Jorrou creativity
Love-art-transcendence:
Poetry of brotherhood …

Lorca vate impetuous
Clamoroso, changing
Magic, mystery
Inspired, triumphant
Mítico and fabulous:
Infineterno diamond …

Do not kill la Justice
The poetry does not surrender
Lorca conquered the world
A poet is not
Do not kill the thought:
Art does not show …

The Fascism is a scourge
What oppresses humanity
The poetry in frees
Fly with freedom
Lorca is enchanted bird:
In pests of eternity …

In Lorca feel Cervantes
Baudelaire, Gil and Camões
Bach, Mozart and Chopin
In their magical songs
Góngora, Quevedo, Goethe:
Lorca in transmutações …

Poetry, prose and theater
The poet has
Casa de Bernarda Alba
The Chimera amanheceu
The Romancero Gitano:
Yerma in designing …

LLanto by Ignacio Sanchez Mejias:
Drama, poetry and prose
Retabeillo of Don Cristobal
La Zapatera Prodigiosa
Poetics of infinitude:
Script prime …

Los Titeres of Cachaporra
Love of Perlimplin with Belisa
Poet in New York
Mariana Pineda warns us
Poema del Cante Jondo:
Lido in Grenada and Pisa …

Libro de Poemas, El Publico:
The curse of the moth
El Paseo de Buster Keaton
En su Jardin la Raposa
Transeterno poet Lorca:
Sign up for your board …

Asi que pasen Five Years
La Doncela, El Marinero and El Estudiante
Primeras Canciones, Poems Sueltos
Lorca always irradiante
Bodas de sangre the soul:
Being poet multiamante …

Divan of Tamarit
The Popular Songs
Six Poems Galegos
The resounding by air
Doña Rosita La Soltera:
In the streets, cafes and bars …

Impression Y Paisages
El Canto Primitive Anadaluz
Letters and Other Pages
In the poetry in the lead
Lorca in the seas of life:
At uni.versos of light …

Interviews and Declaraciones
Poetry of arrepiar
Estampilla and Juguete
Lorca to make us dream
Work – charming press:
It Lorca ressucitar …

The poet has not died
You are in enchantment
Do not kill the poetry
Lorca is pure feeling
Flight quickly for life:
In the waves of thought …

(*) Baiano, poet, cordelista, professor, columnist, literary journalist, actor and researcher. Reside in Brasilia. Author of 11livros and several baler twine. Write on various themes and portrays the big names of art and culture in Brazil and mundial.Colabora sites, blogs, newspapers and magazines.