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Cordel para Patativa do Assaré

11/07/2009
Cordel para Patativa do Assaré:
Em comemoração ao centenário do poeta cearense…
Gustavo Dourado

Antônio Gonçalves da Silva:
Um criador destemido…
Grão-mestre do improviso
O Patativa conhecido…
Patativa do Assaré:
Poeta lido e ouvido…

Nasceu em 5 de março:
1909,o ano…
No Estado do Ceará:
Um poeta soberano
Exímio compositor:
Ritmo fagneriano…

A Triste Partida…Meu Protesto
O Poeta da Roça:Vou Vorá
Apelo dum Agricultor
Vaca Estrela e Boi Fubá
Coisas do Rio de Janeiro:
“Cante Lá que eu Canto Cá”…

Se Existe Inferno:
Mote/Glosas a rimar…
Peixe…Você se Lembra?
Poeta a nos encantar…
Patativa do Assaré:
Num galope a beira mar…

Inspiração Nordestina – 1956:
Primeiro livro de poesia…
Cantos do Patativa -1967:
Carrego na fantasia…
“Cante Lá que Eu Canto Cá”:
Consagrada alquimia…

Ispinho e Fulô – 1988:
Patativa e Outros Poetas de Assaré…
Cordéis – 1993:
Aqui Tem Coisa: Não é?!
Biblioteca de Cordel, Balceiro:
Ao pé da mesa, seu Zé…

Poeta bem popular:
Exímio compositor…
Filho da contradição:
Vate interlocutor…
Mote, peleja, desafio:
Faro improvisador…

Veio de família pobre:
Da arte da agricultura…
Lutou pela sobrevivência:
Sem perder sua candura…
Lavoura, subsistência:
Doença, fome, amargura…

Ficou cego de um olho:
Ainda bem pequenino…
Padeceu o sofrimento
Desde o tempo de menino…
Aos oito anos de idade:
Sofreu mais um desatino…

Antônio perdeu o pai:
E precisou trabalhar…
Para ajudar a família:
Foi a terra cultivar…
Era preciso resistir:
Para a fome não matar…

A roça era o caminho:
Para poder sobreviver…
Tempo de analfabetismo:
Poucos lá sabiam ler…
Quem não sabe a leitura:
Muito pouco pode ver…

Aos 12 anos na escola:
Começou a aprender:
Logo é alfabetizado:
Passou a compreender
A arte da Aritmética:
Matematiza o viver…

Fluiu criatividade:
No ritmo do improviso…
É a poesia que nasce:
Sem licença, sem aviso:
Mistura verso e dor:
Sem perder o seu sorriso…

Repente, cordel, cantoria:
Começa a se apresentar…
Eventos, festividades:
Patativa está no ar…
É ouvido na Araripe:
Por Arraes de Alencar…

Por volta dos 20 anos:
É chamado Patativa…
O seu canto tem beleza:
Sua poesia é altiva…
Patativa do Assaré:
De poesia sempre-viva…

No Cratoe no Juazeiro:
Poesia de arte fina…
Publica o primeiro livro:
Inspiração Nordestina…
Os Cantos do Patativa:
Com a verve cristalina…

Patativa do Assaré:
Novos poemas comentados…
Em coletânea poética:
Textos bem apreciados…
“Cante lá que eu canto cá”:
Os seus versos consagrados…

Nove filhos com Belinha:
Esposa de toda a vida….
Amava o Cariri:
A sua terra querida…
Memorizava o verso:
Fez da arte sua lida…

Nordestino Sim, Nordestinado Não:
Apelo dum Agricultor…
Vaca estrela e Boi Fubá:
De A Triste Partida, criador…
Coisas do Rio de Janeiro:
Versos de um cantador…

Se Existe Inferno, Você se Lembra?
Peixe, A Terra é Naturá…
Tantos versos pela vida:
Meu Protesto, Vou Vorá…
O Poeta da Roça, Mote/Glosas:
Cante Lá que eu Canto Cá…

Patativa e Outros Poetas de Assaré:
Ispinho e Fulô, Balceiro…
Aqui tem coisa, Cordéis:
Poetás bem brasileiro…
Biblioteca de Cordel:
Lido até no estrangeiro…

Antologia Poética de Patativa:
Digo e Não Peço Segredo
Ao pé da mesa, com Geraldo:
Foi poeta sem degredo…
Um vate de alta verve:
Homem que não teve medo…

Cidadão de Fortaleza:
“Medalha da Abolição”…
Enredo de Escola de Samba:
Honoris Causa do Sertão…
Homenagem da SBPC:
Pela arte da criação…

Memorial Patativa do Assaré:
Prêmio do Ministério da Cultura:
No Teatro José de Alencar:
A voz da literatura…
Prêmio Unipaz no Ceará:
Holismo, terra, ternura…

Diploma de “Amigo da Cultura”:
“Medalha Francisco de Aguiar”:
Troféu “Sereia de Ouro”:
Prêmio da Cultura Popular…
Em o “Cearense do Século”:
Tirou Terceiro Lugar…

“Biblioteca Pública Patativa do Assaré”:
“Artista do Turismo Cearense”:
Prêmio FIEC, Fortaleza:
Cidadão Norte-Rio-Grandense…
Honoris da UFC e da UECE:
Cidadão caririense…

Título de Doutor em Sergipe:
“Cidadão Empreendedor”…
Troféu do MST:
Pela terra, lutador…
Medalha Ambientalista:
Poeta preservador…

Doutor Honoris Causa:
Títulos e premiações…
Fama e homenagens:
Glórias e celebrações…
Foi poeta popular:
Das cidades aos sertões…

Poeta da agricultura:
Do verso foi lavra-a-dor…
Palavrava a poesia…
Cultivava a sua dor…
Venceu a morte com arte:
Cantou a vida e o amor…

Poesia de sapiência:
De sabença popular…
Memória de elefante:
Mestre no improvisar…
Oralidade fluente:
Feito as ondas do mar…

Dominava o soneto:
A linguagem corporal…
Voz, pausa, entonação:
A expressão facial…
Apreciava Camões:
Foi poeta sem igual…

Metrificava com classe:
Religião, filosofia…
A terra, a fome, o sertão:
A luta do dia a dia…
Praticava a poética:
Ia além da teoria…

Foi poeta veemente:
E mestre na ironia…
Sextilha, décima, soneto:
Era bom no que fazia…
Feiticeiro da palavra:
Um mago da poesia…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

sobre a obra
Homenagem do poeta Gustavo Dourado ao poeta Patativa do Assaré.

tags: Brasília DF poesia patativa do assare gustavodourado ceara crato juazeiro

Ilha da Fanta$ia…

11/07/2009

Ilha da Fanta$ia…

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=4079

Por Gustavo Dourado

Protagonizam o crime:
Fazem a politicagem…
Gastam bilhões para nada:
É crescente a malandragem:
Desviam recursos públicos:
Só aumenta a rapinagem…

Processos e mais processos:
Vivem na ilegalidade…
Roubam o contribuinte:
São ases da improbidade…
Quadrilhas engravatadas:
Vivem de trivialidade…

Escândalos de todo tipo:
São segredos de Estado…
São enigmas na Justiça:
Está tudo combinado…
Penitência para o pobre:
Poder ao endinheirado…

Luxo, farra, diversões:
Na Ilha da Fantasia…
Um defende sempre o outro:
Lutam pela mordomia…
Lagosta, uísque, caviar:
Gula na gastronomia…

Milhares de atos secretos:
Reino da imoralidade…
Vergonhosas atitudes:
Antros de vulgaridade…
Feitorias dos poderes:
Cancros da sociedade…

Coronelismo pós-moderno:
Chicanagem e arrogância…
Corrupção permanente:
Da 1ª à última instância…
Lacaios do entreguismo:
Mentores da ignorância…

Escravizam os e-leitores:
Com a mídia serviçal…
Comandam as televisões:
Rádios, web e jornal…
Patrocinam a sacanagem:
E a baixaria cultural…

Legislam em causa própria:
Fazem o pelo signal…
Adoram deuse$ diabos:
Os sortilégios do mal…
Geram o analfabetismo:
O desemprego letal…

Trem da alegria nos trilhos:
Comissões de indecência…
Concentram poder e renda:
Provocam a violência:
Causam a fome e o medo:
Senhores da imprudência…

Total falta de respeito:
Império da desventura…
A Educação capenga:
Saúde na sepultura…
Cresce a criminalidade:
Tudo se desestrutura…

Fidalgos da mais valia:
Lucram com a exploração…
São mercadores da lei:
Fazem a alienação…
Um exército de robôs:
Na frente da televisão…

Escrevem artigos nos jornais:
São sempre entrevistados…
Mentem com desfaçatez:
Quase sempre elogiados…
Seus espaços são cativos:
Maus atores deslumbrados…

Violação do direito:
Crime generalizado…
Sociedade conivente:
Leniência do Estado…
A Lei funciona bemal:
Ao pobre trancafiado…

Eterno país do futuro:
Fica tudo empacado…
Esgotos a céu aberto:
O povo deseducado…
Culto ao sensacionalismo:
Crime televisionado…

A ciência na sarjeta:
Conhecimento relegado…
Pão e circo para o povo:
Cultura posta de lado…
A educação na lixeira:
O sonho nos é roubado…

Crianças morrem de fome:
Vivem no lixo e na esmola…
São vítimas da violência:
Sem família, sem escola…
Canalhordas sem piedade:
Dão ao povo “craque” e “bola”…

As drogas tomaram conta:
De nossa realidade…
Aumenta a pedofilia:
Aprisionaram a verdade…
Censura prévia na mídia:
Haja imoralidade…

A educação para eles:
Nunca é prioridade…
Só discurso e promessas:
Colorem a leviandade
Só cadeia para o povo:
Fantasmas de liberdade…

Juros, taxas e impostos:
Nos bancos da amargura…
O lucro dos poderosos:
Leva o povo à sepultura…
É difícil sobreviver:
A tanta descompostura…

Corruptos mal diplomados:
De gravata e jaquetão…
Os colarinhos bem sujos:
Malfeitores da Nação…
Phds em mamatas:
Dólares no cuecão…

No futuro antevejo:
Uma nova sociedade…
Um povo bem educado:
O fim da desigualdade…
Sem crise e violência:
Foi só sonho, que saudade…

Gustavo Dourado é escritor, poeta, cordelista, pesquisador, jornalista, professor. Autor de 12 livros e centenas de cordéis. Selecionado pela Unesco. Premiado na França, Alemanha e na Áustria. Tema de tese de mestrado e doutorado no Brasil e no exterior. Colunista do Cronópios. Colabora em jornais e revistas e em diversos sites, blogs e portais da internet.
Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o blog http://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado Antologia poética na Web: www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm E-mail: gustavodourado@gmail.com

Cordel do Ano-Novo

01/01/2009

Cordel do Ano-Novo

 

Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade…
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade…
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade…

2.000 a.C:
Começou o Festival…
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial…
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral…

Festejava-se em março:
Era festa de primeira…
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira…
Saudava o Sol nacente:
Depois da noite festeira…

A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado…
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito… Sol adorado…
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado…

Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado…
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado…
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado…

Em 153 a.C:
O ano-novo romano…
A festa consolidou-se:
No calendário juliano…
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano.

Em 25 de Março:
Era o ano festejado…
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado…

Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro…
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro…
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro…

Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil…
Resquício da tradição:
O 1º de Abril…
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil…

Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado…
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado…
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado…

O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário…
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário…
Luzes…Pirotecnia:
Fluem do vocabulário…

A 19 de março:
Do calendário atual…
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual…
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial…

Hégira… Rosh Hashaná:
Buda…Moisés…Maomé…
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré…
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café…

Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar…
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar…
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar…

Pra você tudo de bom:
Saúde…Felicidade…
Novo ano de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso…Fraternidade…

Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade…
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade…
É hora de união:
Paz, amor e liberdade…

Fogos e oferendas:
E gritos de alegria…
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia…
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria…

Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada…
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada…
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada…

Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação…
Troque a roupa,os lençois:
Alivie a tensão…
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação…

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva…
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva…
Sem guerras e atormentos:
Consciência reflexiva…

Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar…

Feliz Ano-Novo…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado (Amargedom). No DF há 33 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis (UnB), socioculturais.
www.gustavodourado.com.br
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
http://cordel.zip.net 

Cordel das Festas Populares

09/11/2008

Cordel das Festas Populares
Gustavo Dourado

A Ciência do Folclore:
Aprendi com o Cascudo…
Patativa deu o mote:
Ariano conteúdo…
Vitalino esculpiu:
Cartola nos disse tudo…

Baião de dois:Farinhada
A sagrada rapadura
Bebo uma talagada
Gole de cachaça pura
Para cantar o Brasil:
E os festejos da cultura…

Conhecimentos e crenças:
Conjunto das tradições…
Danças, ritmos e lendas:
Fábulas…Superstições…
Comidas e vestimentas:
Mitos…Advinhações…

São muitos ciclos festivos:
Ano-Novo…Carnaval…
Ciclo das Águas e do Divino:
Sacro ciclo quaresmal…
Ciclo junino e julino:
Papai Noel no Natal…

As doze noites festivas:
Iniciam-se no Natal…
O culto ao Sol Invictus:
Antigo e tradicional…
Vai até 6 de janeiro:Reis
Magos universal

Diversas festividades:
Festas do Cristianismo…
Divindades,santos, santas:
Festejos do ecumenismo…
Nosso Senhor, Nossa Swnhora:
Procissões do sincrertismo…

Os índios também celebram:
Fazem os seus festivais…
É festa de todo tipo:
Festanças monumentais:
Tem as festas evangélicas:
E as festas orientais…

Folguedos, bailes e cultos:
Práticas devocionais…
Tropos, autos, malhações:
Votos sobrenaturais…
Deuses, bruxas, orixás:
Viagens transcendentais…

Cultura e arte do povo:
Cerimônias…Rituais
Expressões do sentimento:
Desatam laços sociais…
Lavam a alma da gente:
Sonho, canto, festivais…

Tantas festas populares:
Lembranças e emoções:
Carnaval sempre presente:
Na marcha dos corações…
Desfiles nas passarelas:
Em dia brados foliões…

Mani.fest.ações de rua:
O Galo da Madrugada…
Trio Elétrico da Bahia:
No Cerrado a cavalhada…
Catira…Cordel…Divino:
Cateretê e congada…

Juninas festas julinas:
Sobressai o São-João…
Quadrilhas, arrasta-pé:
Fogos, fogueira, balão…
Pamonha e milho assado:
Festa boa é no Sertão…

Música, teatro, dança:
Sinônimo de alegria
Uma lona colorida
O palhaço que arrelia…
Desde Maximus em Roma:
O circo nos fantasia…

Sociedade do Espetaculo:
Des.Ilusão, malabar…
Platéia – arqui.bancada:
Gol na festa popular…
Futebol circo moderno:
A multidão a sonhar…

Garrincha,alegria do povo:
Fez a massa delirar…
Driblava Zé e João:
Era festa popular…
O anjo das pernas tortas:
Soube carnavalizar…

As palhaçadas da vida:
Sonho televisionado…
Bobo da corte moderno:
O povo vive adestrado…
Novelas do cotidiano:
No mundo globalizado…

Bailes em todo o Brasil
Centro, Sul, Sudeste, Norte
O Nordeste pega fogo
Alma em teletransporte
Carnaval é poesia:
A vida ilude a morte…

Abre Alas com Chiquinha
No entrudo, teve origem
Cordões pelas avenidas
Balanço que dá vertigem
A multidão se sacode:
Manda embora a fuligem…

Noel, Ary, Pixinguinha
Jacob com seu bandolim
Trio elétrico na folia
Armandinho, serafim
Dodô e Osmar no ritmo:
Salve o Senhor do Bonfim…

Carmen Miranda, Tropicália:
Bumba-Meu-Boi sedutor…
Maxixe, afoxé…lundu…
O samba interlocutor…
Todo mundo na folia:
Ritmos de paz e amor…

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto…
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto…
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto…

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira…
Asssar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira…
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira…

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira…
Cachaça de alambique:
Cana boa de primeira…
Quentão, verso, cantoria:
Pra curar a pasmaceira…

Festival da Música Brasileira
Festival da Nova Música Popular
Festival Internacional da Canção
O Cantador a declamar
Alegria, Alegria:
Vamos todos festejar…

Dancei no Boi do Teodoro:
Desfilei no Pacotão…
Charles Preto na surdina:
Perfilou na contra-mão…
Cassetete da Polícia:
Abaixo a Repressão…

Cantigas…Contos… Brinquedos:
Nos sonhos do dia-a-dia:
Oktoberfest, micarê…
Máscaras da fantasia:
Joãozinho Trinta – Jamelão:
Nossas festas têm magia…

Amazonas Parintins:
Caprichoso e Garantido:
Cunhã Poranga e Pajé:
Saci e boto atrevido…
Gigante Juma – Curupira:
Boitatá bem sacudido…

Bumbódromo tupiniquim
ilha Tupinambarana:
Mapinguari e Mãe-Dágua:
A floresta nos irmana…
Açai…Cupuaçú:
Ecos da sussuarana…

Dança a Mula-sem-cabeça
Mãe-de-ouro na folia…
Corpo-Seco, Pisadeira:
Destranca a rua, Maria:
Com as sete chaves da vida:
Consagrada epifania…

Nosso Senhor dos Navegantes:
Linda Conceição da Praia…
Fui à Pesca do Xaréu:
No mar se via arraia…
Na Festa de Iemanjá:
Capoeira, mini-saia…

Nossa Senhora do Rosário:
Pirenópolis-Catalão…
Goiás Velho e Trindade:
Juazeiro no Sertão:
Lampião e Padim Ciço:
Reza de Frei Damião…

Raízes culturais do Brasil:
Questão de identidade…
Círio e Aparecida:
Interior e cidade…
Procissão do Fogaréu:
Festa…Multiplicidade…

Candomblé Umbandaum:
No Pelô o saravá…
Mãe Menininha, a bênção:
Iluminou Gantoá…
Os orixás da Prainha:
No Lago Paranoá…

Ciranda, Cirandinha:
Lia de Itamaracá…
Serenata, romaria:
Seu Ioiô e Dona Iaiá:
Pega-pega; esconde-esconde:
Lá…aqui e cacolá…

Parlenda, cantiga de roda:
Trava-a-língua e tirana…
Anedota e piada:
Na casa da Mãe Joana:
Tem chorinho e modinha:
Lá na Vila Mariana…

Mestre Salustiano se foi:
Antônio Nóbrega ficou…
O Quinteto Violado:
A sua marca nos deixou…
Na Afrociberdelia:
Chico ciência cantou…

No ritmo do improviso:
Inácio da Catingueira…
Cego Aderaldo na rima:
Desafia Zé Limeira…
Festa em Campina Grande:
Xaxado…Mulher Rendeira…

Repercutem os tambores:
Oferenda a Iemanjá…
Oxum, Xangô,Iansã:
Oxóssi, Ogum, Oxalá…
Macumbanda…Candomblé:
Iaô…Ylê…Iaiá…

Cristão e mouros em luta:
A famosa cavalhada…
Pastoril e seus cordões:
Sebastião na congada…
Zabumbas e maracás:
Sacodem a caboclada…

Nossa Senhora Aparecida:
Festa da Boa Viagem…
Santos Reis, São Benedito:
Chegança…Camaradagem…
Pajelança…Uca-Uca:
Nossos ritos de passagem…

O Brasil se sassarica:
Se sacode na noitada…
Pula, dança e festeja:
Pagode e marujada:
Xoxoteia xaxaxando:
Se remexe na lambada…

Nas festas de hoje em dia:
Tudo está muito mudado…
Tem show e tecnologia:
Se perdeu o rebolado…
Saudade do forrobodó:
No terreiro e no roçado…

Nas noites de minha infância:
Não tinha eletricidade…
A luz era à luz da lua…
Tinha estrelicidade…
Dos festejos de menino:
Lembro e morro de saudade…

Nosso povo é sonhador:
Deseja o essencial…
Terra, amor, casa, comida:
Trabalho, vida normal …
Quer a paz e equilíbrio
E festejar o Carnaval…

Valorização da Arte
É ação de resistência
A cultura é vital
Pra nossa sobrevivência
Livros, arroz e feijão
Na festa da consciência.

Pra você tudo de bom:
Saúde…Fraternidade
Um Natal de harmonia:
Luz…Solidariedade…
Paz…Amor e Alegria:
Sucesso e Felicidade…

Um Ano-Novo de glórias:
Sua estrela vai brilhar…
Que tudo se concretize:
Possa a vitória alcançar
Universe a fantasia:
Numa Festa Popular…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB). Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.Autor de 12 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.Tema de teses de mestrado e doutorado www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net

Tags: arte, brasília, cordel, cultura, dourado, festa, festival, gente, gustavo, história

Phalábora

19/04/2008

 

 

PARECER

Título: Phalábora
Autor: Gustavo Dourado

Sob o signo da invenção, o baiano oriundo de família tradicional de Recife dos Cardosos – Ibititá (região de Irecê), Chapada Diamantina, mas residente há 27 anos em Brasília, Gustavo Dourado, de pseudônimo Amargedom, propõe-se a reinventar e, com tal intenção, envereda sua poesia pelos campos da ecologia, da informática, da política, da economia, do cinema, das artes gráficas, da semiótica, da crítica e da sátira, da ironia, da denúncia, da literatura de cordel, de muito mais e de tudo enfim procurando abrir brechas na vastidão de possibilidades que lhe oferecem as palavras e uma prole numerosa de signos icônicos e indiciais.

Trata-se de um criador multimídia, a movimentar um poderoso arsenal de recursos poéticos e transpoéticos, de inesgotável utilização dentro de sua determinação em desvendar os segredos do mundo e denunciar suas mazelas, fazer apologias e proferir julgamentos, inventando linguagens e postando-se em estado permanente de criar.

Não recua diante da necessidade de criação de novas palavras, por fusão, aglutinação ou justaposição, nem diante do caos em que porventura essa fertilidade resulte.

Quanto a isto, a terra é fecunda, por vezes apocalíptica.

Glauberrando, cinemagia, Rimbaudelaire, fonemastigando, termos colhidos a esmo, são apenas alguns exemplos, de que o verbo volpintar, usando o sobrenome do pintor italiano-paulista, impressionou o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo. Poundiano, concreto, expressionista, pop, rótulos por certo não faltarão para pregar na testa de Amargedom, em quem Darcy Ribeiro viu “o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas”, e Affonso Romano de Sant’Anna, uma poesia a estilhaçar “ironias em granadas a granel, infinita e iluminada”. Moacyr Scliar o qualificou como “expressão maior da cultura brasiliense”.

COMISSÃO EDITORIAL SELO LETRAS DA BAHIA
 

 

Título: Phalábora
Autor:
Gustavo Dourado

“…Gustavo Dourado é poeta, asseguro. Mas quem sou para dizer, ora: sua obra fala por si só. Constatem e tirem a prova dos nove. Eu já vi e você? Por isso reitero: Gustavo Dourado é poeta e ponto final…” (Luiz Alberto Machado)

Download: phalabora.exe  -  E-book: formato .html

 

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Gustavo Dourado Home Page

19/04/2008

Gustavo Dourado: Cônsul Poetas del Mundo

19/04/2008


Gustavo Dourado 
[Cónsul - Brasilia]  


Latina América…

LatinAmérica:
Vívida Latinamérica:
América solar
Iracema menina
Tupamara Caraíba
Tupamérica
Tapuiaimoré
Nhambiquara
Tupinambárbara
Americantropofágica
Tropicanibal
Maiasteca tupinca
América tupiniquim
Afro-brasilíndia
Jamaicuba Caribela
Regaee Mar-Ley Tosh Cliff
Quetzal Manco Mama Ollo
Mu Sumé Zumbi… Ohana Manitu
Americabralina lusibaiana
Americastelhana colombina
Amerititi[ca]ca Amenti Inti
Navegatlântica-pacífica
Não podes ser cativa
’Libertas quae sera tamen’
Americamazônica ecológica
Da Hiléia Pampa Chaco-Pantanal.
Não à Americativa!
Façamos a Americósmica!
PoeticArtisticAtiva
Régia América Latina
Platina Castelhandina
Luxafro-Brasiliana
Revolte América!
Desarme o oficial terror
Libertando Brasil-Haiti-Peru
Guatemala-Panamá
Cuba-Nicarágua-U.$.A.
Granada -El Salvador
Salve o Deus Meru-Tupã
Os povos Gês-Tapuias
Tolteca Zapoteca Inca
Xavante Tupinambá Yanomami
Tupi-Guarani Navajo Moicano
Todo o povo Xinguano
Os povos das Missões
O gaúcho Martim Fierro
O bravo sertanejo Lampião
Chico Mendes seringueiro!
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Cordel para Neruda

Pablo Poeta Neruda
Cem Sonetos de Amor
Uma Canção Desesperada
Do Poeta Cantador…
Confesso que Vivi: Pablo
Do Nobel foi ganhador

20 Poemas de Amor
Navegam na Barcarola
O Poeta-Sol del Chile
Com Lorca à espanhola,
Cultivou a esperança,
Na Poesia fez Escola…

Neruda! Estrela doceano
Anfíbio do mar-sereia
Como um cetáceo passeia,
Nas plagas do firmamento,
Ola sempre em movimento,
A molhar a branca areia…

Poeta Ultramarino
Transandino universal
Alvoresceu Crepusculário
E fez En.Canto Geral
Navegações e Regressos
À sualdeia luznatal…

Em Neruda se destaca:
O Amor: A Amizade…
A fantasia o sonho
Germina a fecundidade
O MarOceano Nalma
Em ondas de liberdade…

Relembro teus companheiros:
Jiménez, Lorca e Amado
Hernandéz – Poeta Pastor
Jesus Brito ensismemado
Neruda: Peixe do eterno
Pássaro Cigano Alado…

Vate sempre militante
Da Poesia, Embaixador
Nobel de Literatura
TransPoeta.Senador
Cosmunista sempre ativo
PaNativista do Amor…

Poeta Estravagario
Ser:Transmutador do bem
Poeta de Saber.Dor.ia
Do oceano provém…
Espuma a flutuar:
Eterna.mente no além…
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Cultura Nordestina
Para Patrícia Araújo
[Doutoranda da Universidade Federal da Paraíba]…

A cultura nordestina-se
Transcende o regional
Xaxado-maracatu
Xote frevo carnaval
Sanfona de Gonzagão
Forró-baião sideral…

Litaratura de Cordel
Improviso e embolada
Ciranda, boi e reisado
Praia, arte, luarada
Lobisomem à meia-noite
Em busca da madrugada…

Carne de sol: baião de dois
A sagrada rapadura
Bebo uma talagada
Gole de cachaça pura
Para cantar o Nordeste
Terra de amor e ternura…

São João em Campina Grande
Castro Alves condoreiro
Ariano Suassuna-nos
Cordelisa o Romanceiro
Auto da Compadecida:
Sucesso no mundo inteiro…

Glauber Rocha cinearte
Torquato em Teresina
Mário Faustino traduz
O raio da silibrina…
João Gilberto Bossa Nova
Tem essência nordestina…

Elba, Gal e Betânia
Voz de Anísio Teixeira
A arte de Caetano
Repente de Zé Limeira
Patativa do Assaré:
Encanto da Mulher Rendeira…

Na Chapada Diamantina
Horácio…Manuel Quirino
Irecê e Pai Inácio
Morro do Chapeu cristalino
Recife de Ibititá:
Canarana me destino…

Herói Zumbi dos Palmares
Nísia Floresta vital
Poesia de Auta de Souza
Nunca ouvi nada igual
Luís da Câmara Cascudo
Folclorista magistral…

Science e Chico Cézar
Paulo Freire Educação
Cangaço, Lucas de Feira
Vaqueijada, Azulão
Na peleja e na rima
Malazarte e Cancão…

Asa Branca Acauã
Petrolina Juazeiro
Cordel do Fogo Encantado
Um encanto brasileiro
Quarteto Armorial
Mestre Pinto do Monteiro

Tem Quinteto Violado
O Barro de Vitalino
Mágico Antônio Nóbrega
Tem sorriso de menino
Ivanildo Vilanova:
Um orgulho nordestino…

Baião de Humberto Teixeira
Cangaceiro Lampião
Guerrilheiro nordestino:
Imperador do Sertão…
Amava Maria Bonita
Com prazer e emoção…

Feira de Caruaru
Xangai,Tom Zé, Elomar
Zé Ramalho Avohai
Corisco a sapatear
Inácio da Catingueira
Num galope a beira mar…

No sertão de Piritiba
Raul Seixas Caculé
Na América Dourada
Joao Dourado e Quelé
Lá na Terra do Feijão:
Vou plantar capim guiné

Cego Aderaldo no verso
Apodi e Borborema
No sertão do Cariri
Ouvi o canto da ema
Penedo e Xique-Xique
São Francisco, que poema…

No Raso da Catarina
Ararinha ao natural…
Paulo Afonso cachoeira
Um salto fenomenal
No Lago de Sobradinho
Água como o Pantanal…

Xilogravura de Borges
Gilberto Gil a cantar
Geraldo Azevedo galopa
Lenine a misturar
Zeca Baleiro embala
Graciliano no ar…

José Lins e Zé Américo
Rachel a romancear
Jorge Amado frebordina
Grapiúna a namorar
Enamora Gabriela:
Janáina reina o mar…

A cultura nordestina
É orgulho nacional
O Nordeste é um primor
É uma terra sem igual
Eu canto a minha aldeia:
Na seara universal…

biografia:

Baiano de Recife dos Cardosos – Ibititá [região de Irecê]/Chapada Diamantina/Baixo Médio Rio São Francisco, Gustavo Dourado [Amargedom] viveu na Bahia durante 15 anos.
Em Brasília há 30 anos, tem participado ativamente dos movimentos políticos, ecológicos, cineclubistas, populares, sociais e culturais.

Na UnB destacou-se como líder estudantil e ativista cultural e promoveu vários eventos como o Flimpo, a Expoarte, Show do Arroto[12h30] e encontros estudantis. Foi fundador e Diretor do Centro Acadêmico de Letras, com ativa atuação no Diretório Central de Estudantes e da UNE, onde atuou como delegado e ativista cultural.

Amargedom é autor de nove livros, alguns premiados e com poemas traduzidos em cinco idiomas.Professor de Português, Semiologia, Semiótica, Literatura, Lingüística, Redação, Religião, Agropecuária, Cultura Popular e Folclore Brasileiro. Lecionou no Colégio Elefante Branco e na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes.

Ensinou em escolas do Gama, Ceilândia, Taguatinga, na LBA e no Hospital Sarah [nas áreas de criatividade e de linguagens artísticas], onde também atuou como animador e produtor cultural.
Foi delegado e militante do Sindicato dos Professores, Senalba, Sindsep e Sindicato dos Escritores do Distrito Federal [Diretor sociocultural].

Em Taguatinga fundou e dirigiu o CineClube Gritto, participou da Associação dos Moradores e da Prefeitura da QNG, na área de Comunicação. Foi membro do Grupo Caxadágua e da Associação de Arte e Cultura/FACULTA.

É produtor cultural e de eventos, orador, animador, apresentador e membro do Fórum Brasília. Faz parte de academias, associações e entidades socioculturais. Foi presidente da Academia de Letras e Música do Brasil.

É membro da Academia Internacional de Lutèce, Paris, França e da Academia Taguatinguense de Letras. Pesquisador cinematográfico, fez a pesquisa biográfica e literária do filme “Castro Alves”,de Silvio Tendler, prêmio Margarida de Prata da CNBB, em 1999.
Assessor de Literatura da Fundação Cultural do DF[1995/1998]. Presidente do Sindicato dos Escritores do DF [1997/2004]. Representante da União Brasileira de Escritores.

Filiado à Associação de Imprensa de Brasília. Pós-graduado em Gestão[ONU], Literatura, Educação, Folclore, Cultura Popular, Linguagem Teatral e Linguagens Artísticas. Seu trabalho é pesquisado por críticos e jornalistas e foi analisado pela professora, escritora e antropóloga Sylvie Raynal, da Universidade Sorbonne [França], Wolf Lustig, da Alemanha e outros pesquisadores estrangeiros. Foi conselheiro da revista DF Letras, do Concurso de Redação da S/A Correio Braziliense/Fundação Assis Chateaubriand, prêmio Estadão de Cultura/jornal O Estado de São Paulo, Imprensa Nacional, entre outros. Representante da Secretaria de Educação/ FEDF [Fundação Educacional do Distrito Federal] junto a 52ª SBPC, realizada na Universidade de Brasília, em julho de 2000.

Foi alfabetizado aos três anos pelo pai, com leituras bíblicas, literatura oral e literatura de cordel, ouvindo estórias, causos, cantigas, repentes e lendas sertanejas.

É tido como um dos escritores baianos/brasilienses mais criativos e inovadores dos últimos tempos, de acordo com renomados críticos, analistas literários e pesquisadores…

Foi influenciado pelos modernistas, concretistas, neoconcretistas, cordelistas, repentistas, experimentalistas, jornalistas e vanguardistas de várias tendências. Autor de centenas de folhetos de Cordel [muitos inéditos], contos, crônicas, artigos, manifestos, peças teatrais, ensaios, romances e roteiros cinematográficos.

No Governo do Distrito Federal criou e coordenou diversos projetos lítero-culturais, tais como: Poesia no Ônibus, Encontro com a Palavra, Bolsa Brasília de Produção Literária, Lançamentos de Livros, Estante do Escritor, Fórum Permanente de Escritores, Lance Livro, Pílulas Poéticas, entre outros. Participou ativamente da Feira do Livro de Brasília[desde o início], Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, festivais e mostras de cinema e arte, Encontro da Cultura Brasileira, Classe Arte, Temporadas Populares, Hora do Trabalhador, Almoço com o Escritor, Bienais Internacionais do Livro do Rio e de São Paulo.

Improvisador, repentista, declamador. Participou de mais de 500 recitais poéticos e de diversas antologias, jornais e revistas no Brasil e no exterior.

O seu livro Phalábora foi selecionado como livro-destaque pela ATL e pela Comissão Editorial Letras da Bahia para ser divulgado no Projeto Brasil 500 Anos e foi objeto de estudo do Professor Ilton Cerqueira, no Mestrado de História da Universidade Federal de Ouro Preto, em 1999. Em 2000 inaugurou com o reitor da Universidade de Brasília, Prof. Lauro Morhy, a Estante do Escritor Brasiliense e o Arquivo-Museu da Literatura, na Biblioteca Central da UnB, com a participação de mais de 200 autores de Brasília.O evento foi registrado pela Rede Globo de Televisão.

Estudioso da Literatura Brasileira e Universal, História e Literatura da Bahia e de Brasilia, com destaque para assuntos ligados ao cangaço, Lampião, Corisco, Padre Cícero, Canudos, coronelismo, Horácio de Matos, Manoel Quirino, Revoltosos/Coluna Prestes, Cordel, garimpeiros, genealogia, ciganos, pioneiros, JK, Missão Cruls, jagunços e aventureiros do Planalto Central, do Cerrado, de Goiás, do Sertão Nordestino e da Chapada Diamantina.
Descendente de família de escritores, dos quais se destacam Autran Dourado, Ângelo Dourado, Alzira Dourado, Mecenas Dourado e o cartógrafo português Fernão Vaz Dourado, entre outros.

Concluiu pós-graduação em Gestão Pública na Escola de Gestão do Distrito Federal em Convênio com a ONU – Organização das Nações Unidas. Foi objeto de tese de doutorado, por Patrícia Araújo, da Universidade Federal da Paraíba.

Principais obras:

Phalábora – 1997
Transformação – UnB – 1980
Linguátomo – 1991
Espejos de La Palabra / Espelhos da Palavra – 1999
Carmo Bernardes Imortal [versos de Amargedom] – 1996
Tupynambarbarie – 1984
Cordel – Torquato Neto – 1991. Secretaria de Cultura/Festival de Brasília do Cinema Brasileiro/Jornal de Brasília.
Coletivo de Poetas [Participação] Org. Menezes Y Moraes – 1997/98
Brasília: Vida em Poesia [Participação] Org. Ronaldo Mousinho – 1997
Autores em Braille [Participação] Org. Dinorá Couto – 1995/2002
Dicionário de Escritores de Brasília [Verbete], de Napoleão Valadares – 1994
Encíclopedia da Literatura Brasileira – Equipe Afrânio Coutinho/Rita Moutinho [Verbete] – 2001/02

Coral da UnB – Cordel – 1981. Editado por David Junker e Fred Brasiliense.DAC/UnB.
6 posteres e 6 postais de Poesia – Edição do Autor – 1980/2001
2 Adesivos Poéticos – 1983 – Lançamento no Restaurante Beirute – Brasília
Catálogo de Escritores Brasilienses [Verbete] – Governo do Distrito Federal – 2001
Poesia de Brasília, de Joanyr de Oliveira [Participação] – 1999
Cordel da Criatividade. Equipos/Sarah – 1986
Pesquisa do Filme Castro Alves – Retrato de um Poeta, de Sílvio Tendler, Prêmio Margarida de Prata, da CNBB. – 1999.

Participação Poética/Entrevistas em Filmes e Vídeos de Maria Coeli, Márcia Macedo, Reginaldo Gontijo, Maria Maia, Vladimir Carvalho, José Accioli, Argemiro Neto, Anand Rao, George Jesus Duarte, Neto Borges, UnB, Universidade Católica de Brasília, Grupo HUNDREDONE.-1980/2002.

Seu trabalho literário foi selecionado pela Unesco em vários níveis.

Conquistou alguns prêmios literários no Brasil e no Exterior. Tem textos traduzidos e publicados em centenas de sites, blogs e portais.

Está incluído em dezenas de diretórios dos principais sites de busca: Google,Yahoo, Dmoz etc.Em 2005 foi destaque de página inteira no Correio Braziliense, pelo trabalho desenvolvido como poeta e pesquisador na Internet. Em abril de 2005 apresentou com sucesso em Itaúna-Minas, o Grande Cordel da Ufologia Brasileira, uma verdadeira epopéia espacial.

Recebeu o título de membro honorário e a mais alta comenda da Federação das Academias de Letras e Artes de Minas Gerais, no dia 22 de abril de 2005.

É Presidente Emérito do Sindicato dos Escritores e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico. É Cidadão Honorário de Brasília.

No Festival de Brasília do Cinema Brasileiro-2005 foi entrevistado pela jornalista e professora francesa Sylvie Debs e pela jornalista Nádia Timm.

Participação especial no filme: ’A Poesia do Barro.’ http://www.gustavodourado.com.br/poesia.htm

http://www.gustavodourado.com.br/biografia.htm

 

 

Protegido: Gustavo Dourado é selecionado pela Unesco.

29/07/2006

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